10/04/2026
Hoje dei um passo importante na minha trajetória. Voltar para a sala de aula de uma faculdade para fazer um mestrado, após quase 24 anos de formada, é a realização de um sonho e, ao mesmo tempo, um grande desafio.
O mestrado me coloca no lugar de aprendiz e também de construtora de conhecimento, e nisso acredito que posso colaborar. Depois de transitar por muitas áreas da fisioterapia, fazer cursos, formações e acumular experiências profissionais em diferentes campos, algum conhecimento eu devo ter, né? Mas foi quando mergulhei no campo da saúde mental que compreendi, de forma mais profunda, a importância da equipe interdisciplinar e de olhar o indivíduo como um todo.
A interdisciplinaridade e o cuidado integral me conquistaram, mas ainda existia um incômodo que eu não sabia nomear. O mestrado em saúde coletiva está trazendo luz para essa inquietação, porque amplia o olhar sobre o processo saúde-doença. A saúde coletiva não entende a saúde apenas como ausência de doença, nem como algo isolado do indivíduo. Ela considera, entre outros aspectos, os fatores biopsicossociais que impactam o bem-estar, como questões econômicas, culturais, de raça, gênero e ambiente.
Sigo encantada, com vontade de aprender e também de contribuir com tudo o que construí até aqui, para além das paredes do consultório, buscando alcançar o coletivo.
Porque a saúde só é saúde quando é acessível a todos.
Vamos que vamos no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UNEB. Me desejem sorte, disciplina, dedicação, persistência, paixão e tudo mais que vocês julgarem necessário.
🙌🏾💪🏽