Dra. Raquel Spohr

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Dra. Raquel Spohr Ginecologia e Obstetrícia

Patologia do Trato Genital Inferior/Colposcopia

Infecção pelo HPV

Em muitos casos, sim. Ter lúpus eritematoso sistêmico (LES), por si só, não signif**a que a mulher não possa utilizar um...
28/09/2026

Em muitos casos, sim. Ter lúpus eritematoso sistêmico (LES), por si só, não signif**a que a mulher não possa utilizar um dispositivo intrauterino.

Tanto o DIU de cobre quanto o DIU hormonal com levonorgestrel podem ser considerados. A escolha, porém, precisa levar em conta características individuais da paciente e da própria doença.

Antes da indicação, alguns pontos são importantes:
— Como está a atividade do lúpus?
— Há presença de anticorpos antifosfolípides ou síndrome antifosfolípide?
— Existe histórico de trombose?
— Há trombocitopenia importante?
— A paciente apresenta fluxo menstrual intenso?
— Faz uso de anticoagulantes ou determinados imunossupressores?
Essas informações ajudam a definir qual método oferece um melhor equilíbrio entre segurança, eficácia e necessidades individuais.

O DIU de cobre, por exemplo, pode aumentar o fluxo menstrual e as cólicas, o que merece atenção em mulheres com tendência a sangramentos ou em uso de anticoagulantes.

Já o DIU hormonal libera levonorgestrel predominantemente dentro do útero e pode contribuir para a redução do sangramento menstrual.

Outro ponto importante: DIU hormonal não é a mesma coisa que anticoncepcional combinado contendo estrogênio.

No lúpus, especialmente quando existem anticorpos antifosfolípides ou maior risco de trombose, métodos contendo estrogênio exigem uma avaliação específ**a e podem ser contraindicados em determinadas situações.

O diagnóstico de lúpus não exclui automaticamente o DIU como opção contraceptiva.
O que define a escolha é a avaliação conjunta do histórico da mulher, das características da doença, dos medicamentos em uso e das particularidades de cada método.

Porque, quando existe uma condição clínica associada, contracepção segura é contracepção individualizada.

Conteúdo informativo. A indicação do método deve ser realizada após avaliação médica individual.

Continuo cuidando de mulheres.Apenas começo um novo capítulo na forma de fazer isso!
25/09/2026

Continuo cuidando de mulheres.
Apenas começo um novo capítulo na forma de fazer isso!

No final de setembro ocorrerá pela primeira vez no Brasil o maior Congresso Mundial de Menopausa! Será um dos grandes en...
22/09/2026

No final de setembro ocorrerá pela primeira vez no Brasil o maior Congresso Mundial de Menopausa! Será um dos grandes encontros internacionais dedicados ao estudo dessa fase tão importante da vida da mulher.

Dias de atualização, troca e aprofundamento científico, acompanhando de perto o que há de mais atual nas discussões sobre climatério, menopausa e envelhecimento feminino.

Estudar também é uma forma de cuidar. E sigo levando esse compromisso para cada mulher que confia em meu trabalho!

A menopausa não acontece apenas no ciclo menstrual.Ela pode ser percebida no sono, no humor, no corpo e também na forma ...
21/09/2026

A menopausa não acontece apenas no ciclo menstrual.

Ela pode ser percebida no sono, no humor, no corpo e também na forma como você sente que o seu cérebro está funcionando.

Se você percebeu essa mudança, converse sobre ela na consulta.
Ela também faz parte da sua história clínica.

Talvez você já tenha percebido: uma quantidade de álcool que antes parecia não fazer diferença agora pode interferir mai...
03/09/2026

Talvez você já tenha percebido: uma quantidade de álcool que antes parecia não fazer diferença agora pode interferir mais no sono, no peso, na disposição e até na recuperação do dia seguinte.

E não é simplesmente porque “o metabolismo ficou lento”.

A partir dos 40, muitas mulheres entram na transição para a menopausa. Nesse período, mudanças hormonais se somam à perda progressiva de massa muscular, alterações na composição corporal e maior tendência ao acúmulo de gordura abdominal.

E onde entra o álcool?

Quando você bebe, o organismo prioriza a metabolização do álcool. Enquanto isso, a oxidação de gorduras f**a temporariamente reduzida. Além disso, bebidas alcoólicas acrescentam calorias, podem aumentar a ingestão alimentar e prejudicar a qualidade do sono — fatores que, repetidos com frequência, podem dificultar o controle do peso e da saúde metabólica.

Na perimenopausa e na menopausa, o álcool ainda pode piorar sintomas em algumas mulheres, como fogachos e alterações do sono.

Não signif**a que toda mulher depois dos 40 precise abolir o álcool. Signif**a entender que o corpo mudou — e que a frequência e a quantidade também precisam entrar na conversa sobre saúde metabólica.

Depois dos 40, talvez a pergunta não seja apenas “quanto eu bebo?”, mas também: “como o meu corpo responde quando eu bebo?”

Com a chegada da menopausa, a redução do estrogênio acelera a reabsorção óssea e pode favorecer uma perda mais rápida de...
01/09/2026

Com a chegada da menopausa, a redução do estrogênio acelera a reabsorção óssea e pode favorecer uma perda mais rápida de massa óssea, especialmente durante a transição menopausal e nos primeiros anos após a última menstruação.

O problema é que essa perda costuma acontecer de forma silenciosa. A osteoporose não necessariamente causa sintomas e, em algumas mulheres, só é descoberta depois de uma fratura por fragilidade.

Por isso, cuidar da saúde óssea na menopausa vai muito além de tomar cálcio. É preciso avaliar fatores de risco, ajustar a alimentação, suplementar vitamina D quando indicada, manter a atividade física, especialmente exercícios de força, e definir individualmente a necessidade de densitometria e de tratamento.

A menopausa não deve ser apenas uma fase de controle de sintomas. É também um momento importante para prevenir aquilo que pode comprometer mobilidade, independência e qualidade de vida no futuro.

Receber um resultado positivo para HPV pode gerar medo, culpa e até desconfiança dentro de um relacionamento. Mas existe...
27/08/2026

Receber um resultado positivo para HPV pode gerar medo, culpa e até desconfiança dentro de um relacionamento. Mas existe algo fundamental que precisa ser compreendido: o exame não consegue determinar quando ocorreu a infecção, nem de quem ela foi adquirida.

O HPV pode permanecer no organismo por meses ou anos sem causar sintomas ou alterações detectáveis. Em alguns casos, uma infecção previamente controlada pelo sistema imunológico pode voltar a ser detectada posteriormente.

Por isso, um teste positivo hoje não comprova uma infecção recente e não é evidência de infidelidade.

O mais importante diante de um resultado positivo é identif**ar o tipo de HPV, avaliar os exames de rastreamento do colo do útero e definir o acompanhamento adequado para cada mulher.

Antes de transformar um diagnóstico em conflito, transforme-o em informação e cuidado.

Antes: indicação e planejamento.Durante: técnica e preservação da função.Depois: cicatrização e acompanhamento.A ninfopl...
25/08/2026

Antes: indicação e planejamento.
Durante: técnica e preservação da função.
Depois: cicatrização e acompanhamento.

A ninfoplastia começa muito antes da cirurgia e não termina quando o procedimento acaba.

Uma boa indicação, expectativas realistas e acompanhamento adequado fazem parte de todo o processo.

Eu gosto especialmente de manter “não existe um padrão único de vulva”. Para a comunicação médica, isso diferencia bastante o conteúdo daqueles posts de cirurgia íntima que acabam, mesmo sem intenção, criando insegurança estética na mulher.

Muitas mulheres chegam ao consultório dizendo:“Doutora, parece que meu desejo simplesmente desapareceu.”E, muitas vezes,...
20/08/2026

Muitas mulheres chegam ao consultório dizendo:
“Doutora, parece que meu desejo simplesmente desapareceu.”

E, muitas vezes, a primeira conclusão é: “deve ser a idade.”
Mas a libido feminina é muito mais complexa do que isso.

Ela pode ser influenciada pelas oscilações hormonais, pela qualidade do sono, pelo estresse, pela saúde emocional e metabólica, pelo uso de alguns medicamentos, pela relação com o próprio corpo e, claro, pela qualidade dos relacionamentos.

Na menopausa, ainda podem surgir ressecamento, ardor, alterações geniturinárias e dor durante as relações. E quando s**o passa a signif**ar desconforto, é natural que o desejo também seja afetado.

Por isso, diante de uma mudança importante na libido, não devemos simplesmente colocar tudo na conta da idade.

Libido não é apenas vontade de fazer s**o. Ela também pode refletir como essa mulher está dormindo, se sentindo, se relacionando e vivendo o próprio corpo.

E cuidar dessa parte da saúde também é autocuidado. Porque saúde sexual continua sendo saúde — em todas as fases da vida.

Durante a transição para a menopausa, a queda do estrogênio também repercute na pele.Esse hormônio participa de processo...
18/08/2026

Durante a transição para a menopausa, a queda do estrogênio também repercute na pele.

Esse hormônio participa de processos relacionados à produção de colágeno, hidratação, espessura, elasticidade e capacidade de retenção de água da pele. Com sua redução, é comum perceber algumas mudanças:

• pele mais seca e sensível;
• perda de firmeza e elasticidade;
• redução progressiva do colágeno;
• maior evidência de linhas e rugas;
• cicatrização e renovação cutânea mais lentas.

E há um detalhe importante: essas alterações podem se tornar mais perceptíveis justamente nos primeiros anos após a menopausa, quando a mudança hormonal é mais signif**ativa.

Por isso, não é simplesmente “a pele envelhecendo”.
A pele também é um órgão sensível às mudanças hormonais.

Entender o que está acontecendo permite ajustar os cuidados com a pele e, principalmente, olhar para a menopausa de forma integral — porque seus efeitos vão muito além do ciclo menstrual.

Endereço

Rua José Bonifácio, 2355, Sala 805/Policlínica Wilson Aita
Santa Maria, RS
97015-450

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