28/09/2026
Em muitos casos, sim. Ter lúpus eritematoso sistêmico (LES), por si só, não signif**a que a mulher não possa utilizar um dispositivo intrauterino.
Tanto o DIU de cobre quanto o DIU hormonal com levonorgestrel podem ser considerados. A escolha, porém, precisa levar em conta características individuais da paciente e da própria doença.
Antes da indicação, alguns pontos são importantes:
— Como está a atividade do lúpus?
— Há presença de anticorpos antifosfolípides ou síndrome antifosfolípide?
— Existe histórico de trombose?
— Há trombocitopenia importante?
— A paciente apresenta fluxo menstrual intenso?
— Faz uso de anticoagulantes ou determinados imunossupressores?
Essas informações ajudam a definir qual método oferece um melhor equilíbrio entre segurança, eficácia e necessidades individuais.
O DIU de cobre, por exemplo, pode aumentar o fluxo menstrual e as cólicas, o que merece atenção em mulheres com tendência a sangramentos ou em uso de anticoagulantes.
Já o DIU hormonal libera levonorgestrel predominantemente dentro do útero e pode contribuir para a redução do sangramento menstrual.
Outro ponto importante: DIU hormonal não é a mesma coisa que anticoncepcional combinado contendo estrogênio.
No lúpus, especialmente quando existem anticorpos antifosfolípides ou maior risco de trombose, métodos contendo estrogênio exigem uma avaliação específ**a e podem ser contraindicados em determinadas situações.
O diagnóstico de lúpus não exclui automaticamente o DIU como opção contraceptiva.
O que define a escolha é a avaliação conjunta do histórico da mulher, das características da doença, dos medicamentos em uso e das particularidades de cada método.
Porque, quando existe uma condição clínica associada, contracepção segura é contracepção individualizada.
Conteúdo informativo. A indicação do método deve ser realizada após avaliação médica individual.