30/04/2026
Dá para amar muito e trans@r pouco. E não ser um problema.
"Eu amo ele. Só não sinto vontade."
"Eu amo ela. Só me sinto rejeitado."
Se essa frase mora na sua casa, talvez vocês não tenham um problema de libido. Talvez vocês tenham uma diferença de orientação.
Ass*xualidade não é trauma, não é hormônio baixo, não é falta de esforço. É um espectro. Tem gente que nunca sente atração s*xu@l, tem gente que sente só com vínculo profundo, tem gente que sente raramente. Isso tem nome: ass*xualidade espectral, demiss*xualidade, gray-ace.
E quando uma pessoa ass*xual se relaciona com uma pessoa aloss*xual, que sente desejo com frequência, o que quebra não é o s*x@. É a falta de vocabulário.
O que mais vejo no consultório:
1. A pessoa ass*xual se força para não perder o parceiro. Resultado: aversão, dor, culpa.
2. A pessoa aloss*xual interpreta como rejeição. Resultado: cobrança, insegurança, afastamento.
3. Ninguém nomeou. Viveram anos achando que era "fase".
O que funciona não é aumentar a frequência. É fazer acordo honesto.
Três perguntas que uso na primeira sessão:
- O que é s*x@ para você, além de penetr@ção?
- O que é intimidade que não te machuca?
- O que é negociável e o que não é?
Alguns casais escolhem frequência combinada, outros abrem a relação, outros constroem intimidade em toque, cuidado, projetos juntos. Não existe modelo certo. Existe modelo consentido.
Se você se reconheceu, você não está quebrada e seu parceiro não é insensível. Vocês só precisam de uma conversa que ninguém ensinou a ter.
Eu atendo em Santo André e online casais ass*xuais-aloss*xuais. A gente não tenta "consertar" ninguém. A gente traduz.
Quer o roteiro com 5 frases para começar essa conversa sem culpa e sem briga? Escreve ESPECTRO nos comentários que eu te envio no direct.
*xualidade *xual