Dr Thiago Bellott

Dr Thiago Bellott Médico especializado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica. https://www.doctoralia.com.br/z/xZ2sLT
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03/06/2026

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Uma das grandes vantagens da Cirurgia de Mohs é que o centro cirúrgico reúne tudo em um único ambiente: sala de cirurgia...
02/06/2026

Uma das grandes vantagens da Cirurgia de Mohs é que o centro cirúrgico reúne tudo em um único ambiente: sala de cirurgia e laboratório lado a lado.

Isso significa que, enquanto o paciente aguarda, as peças cirúrgicas são preparadas no criostato, coradas e analisadas no microscópio ali mesmo.

Se ainda houver tumor em alguma margem, já sabemos exatamente onde, e podemos fazer uma nova remoção na mesma hora.

O centro cirúrgico é equipado com microscópio ótico, tela ampla para análise das lâminas histológicas, monitor de sinais vitais, aparelho de eletrocirurgia e cilindro de oxigênio. Cada detalhe da estrutura existe para oferecer segurança ao paciente e precisão ao cirurgião.

Na Cirurgia de Mohs, o controle sobre cada etapa do procedimento faz diferença no resultado. E essa estrutura é parte fundamental disso.

Na cirurgia convencional, o tecido removido é enviado a um laboratório externo e analisado por amostragem. Isso signific...
25/05/2026

Na cirurgia convencional, o tecido removido é enviado a um laboratório externo e analisado por amostragem. Isso significa que apenas uma fração das margens é avaliada ao microscópio.

Na cirurgia micrográfica de Mohs, o processo é diferente. O próprio cirurgião mapeia o tecido com um código de cores, orienta cortes horizontais e analisa 100% das margens laterais e profundas em tempo real, durante o procedimento.

Se houver tumor residual em qualquer ponto, ele é identificado e removido de forma direcionada. Essa precisão é o que sustenta as taxas de cura de até 99% para tumores primários.

É uma abordagem que une segurança oncológica e preservação de tecido. Se você tem diagnóstico de câncer de pele, vale entender se a cirurgia de Mohs é indicada para o seu caso.

Você sabia que na cirurgia convencional, o laboratório analisa apenas 1% das margens do tumor? 😮A técnica usada se chama...
22/05/2026

Você sabia que na cirurgia convencional, o laboratório analisa apenas 1% das margens do tumor? 😮

A técnica usada se chama "bread loaf" — a peça é cortada em fatias como pão de forma. Parece eficiente, mas a matemática conta outra história.

Uma peça de 14mm tem 14.000 micrômetros. Cada corte tem 7μm. São 2.000 cortes possíveis — e o lab faz apenas 15 a 20. Isso é ~1%.

Na Cirurgia de Mohs, analisamos 100% das margens com a técnica de achatamento. É a maior segurança oncológica que existe para o câncer de pele.

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A diferença entre a cirurgia convencional e a Mohs começa no microscópio.Na análise convencional, o tecido é cortado em ...
19/05/2026

A diferença entre a cirurgia convencional e a Mohs começa no microscópio.

Na análise convencional, o tecido é cortado em fatias verticais e examinado por amostragem. Frações da margem são visualizadas. Na Cirurgia de Mohs, os cortes são horizontais, o que permite avaliar 100% da borda cirúrgica em continuidade.

O mapeamento detalhado do tecido cria uma correspondência precisa entre o que o microscópio mostra e a localização real no paciente. Se existe tumor residual, sei exatamente onde ele está e posso removê-lo de forma direcionada.

Essa combinação de cortes horizontais e mapeamento é o que permite maior controle oncológico e preservação de tecido saudável.




No laboratório de patologia, os cortes histológicos têm entre 7 e 10 micrômetros de espessura. Para comparação, 1 milíme...
11/05/2026

No laboratório de patologia, os cortes histológicos têm entre 7 e 10 micrômetros de espessura. Para comparação, 1 milímetro equivale a 1.000 micrômetros.

As margens cirúrgicas removidas, por outro lado, são medidas em milímetros. Essa diferença de escala explica por que, na análise convencional, a avaliação das margens é feita por amostragem. O laboratório examina cortes em pontos específicos do tecido. Na prática, isso representa cerca de 1 a 2% da borda cirúrgica total.

A maior parte da margem simplesmente não é visualizada.

Na Cirurgia de Mohs, a técnica de processamento horizontal permite examinar 100% das margens laterais e profundas. Essa é a diferença entre análise por amostragem e controle completo.

Se você tem diagnóstico de câncer de pele, entender como as margens são avaliadas pode ajudar na escolha do tratamento mais adequado.

Último fim‑de‑semana participei do congresso de cirurgia dermatológica, uma sociedade de grande peso no Brasil e no mund...
09/05/2026

Último fim‑de‑semana participei do congresso de cirurgia dermatológica, uma sociedade de grande peso no Brasil e no mundo!

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