Dra. Alessandra Corrales

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Dra. Alessandra Corrales Fisioterapeuta Especializada em Neurologia do Adulto pela UNICAMP. Especializada em Doenças Neuromu

Triste! É sempre tão doloroso acompanhar mesmo que a distância um paciente com uma doença rara de evolução tão rápida e ...
02/10/2026

Triste! É sempre tão doloroso acompanhar mesmo que a distância um paciente com uma doença rara de evolução tão rápida e grave.

E quando é alguém que já era conhecido publicamente antes da doença, gera uma comoção social muito grande.

Mas o Lito era tão grandioso que antes de partir deixou tantos, mas tantos ensinamentos e em diversas áreas da vida que só engrandeceram mais o ser humano que foi.

Que sejamos sábios para usufruir desses ensinamentos.

Você foi gigante!

Obrigada Lito! 🤍

Jesus abençoe e conforte esposa, filho e toda família 🙏🏻

Nem toda fraqueza muscular aparece primeiro na caminhada.Às vezes, ela se revela justamente quando o corpo precisa produ...
30/09/2026

Nem toda fraqueza muscular aparece primeiro na caminhada.

Às vezes, ela se revela justamente quando o corpo precisa produzir mais força.

Subir uma escada é um bom exemplo: cada degrau aumenta a exigência sobre músculos dos quadris e das coxas. Por isso, mudanças aparentemente pequenas como começar a usar mais o corrimão, subir mais devagar ou precisar de uma estratégia diferente, podem ser funcionalmente importantes.

Na distrofia muscular de cinturas (LGMD), esse tipo de observação ganha ainda mais relevância porque o comprometimento muscular pode envolver predominantemente as cinturas pélvica e escapular.

Mas existe uma informação essencial: LGMD é um grupo de doenças, não uma única doença.

As diferentes formas genéticas podem apresentar características, idade de início e padrões de fraqueza distintos. Por isso, não devemos esperar que todas as pessoas apresentem exatamente os mesmos sinais ou a mesma evolução.

Na fisioterapia neuromuscular, observar essas diferenças ajuda a compreender o que está acontecendo antes que uma dificuldade funcional se torne uma perda de independência.

Uma das partes mais importantes da avaliação é não olhar apenas para aquilo que a pessoa deixou de conseguir fazer, mas perceber o que está começando a ficar mais difícil e como ela está compensando.
💚

30/09 - Dia Mundial da Distrofia Muscular de Cinturas

Dra. Alessandra Corrales
Fisioterapia Neuromuscular • Doenças Raras

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Muitas causas fazem parte do meu 🩷 e da minha missão.Eu não consigo falar sobre todas na velocidade que eu queria,Mas is...
29/09/2026

Muitas causas fazem parte do meu 🩷 e da minha missão.

Eu não consigo falar sobre todas na velocidade que eu queria,
Mas isso não significa que elas sejam menos importantes.

Depois de fevereiro que é o mês das doenças raras, setembro é um mês que reúne inúmeras campanhas de conscientização que estou mais envolvida.

Doenças raras. Doenças neuromusculares. Luta da pessoa com deficiência. Saúde mental. Cânceres. Doenças genéticas. E tantas outras causas que merecem informação, cuidado, pesquisa, acesso e respeito.

Seria impossível falar profundamente sobre todas elas em um único mês.

E essa é justamente uma das coisas que eu mais quero dizer hoje:

não falar sobre uma causa não significa não enxergá-la.

Ao longo da minha trajetória, algumas dessas causas atravessaram profundamente o meu caminho profissional e humano. Como um chamado!

Esse chamado começou na adolescência pelo interesse em estudar e conhecer as doenças raras e uma necessidade sobrenatural de fazer algo pra ajudar esses pacientes. Eu tinha 16 anos!

Com o decorrer da vida, outras histórias chegaram por meio de pacientes, famílias, colegas, associações, pesquisas, histórias que conheci e pessoas que me mostraram aquilo que eu, desde nova, já tinha a sensibilidade de ver...que cada condição tem muito mais do que um diagnóstico por trás.

Tem uma pessoa, uma família, uma história.
Tem uma vida que continua acontecendo.

Por isso, quando você olhar para todas essas fitas, cores e campanhas, talvez não saiba o significado de cada uma.

Mas lembre-se de que, por trás de cada causa, existem pessoas que precisam ser vistas, ouvidas, cuidadas e respeitadas.

Conscientizar é entender que tudo importa, mesmo aquilo sobre o que você ainda não conhece.

E eu sigo aqui, defendendo muitas causas e com o compromisso de sempre colocar pessoas antes dos diagnósticos 💜

Porque eu não luto por uma causa
Eu luto por muitas 🩷

Dra Alessandra Corrales
Fisioterapeuta Neuromuscular Doenças Raras

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Quando uma criança precisa “subir pelas próprias pernas” para levantar do chão, o movimento pode estar dizendo muito mai...
28/09/2026

Quando uma criança precisa “subir pelas próprias pernas” para levantar do chão, o movimento pode estar dizendo muito mais do que parece.

Na distrofia muscular de Duchenne (DMD), a fraqueza muscular costuma ser mais evidente inicialmente nos músculos proximais, especialmente aqueles envolvidos nos movimentos dos quadris e das coxas.

Por isso, tarefas como levantar do chão, subir escadas, correr ou se levantar de uma cadeira podem exigir estratégias de compensação.

Uma delas é o sinal de Gowers. A criança apoia as mãos nas pernas e utiliza os braços para “escalar” o próprio corpo até ficar em pé.

Não é preguiça da criança, nem falta de vontade.
E não é simplesmente “um jeito diferente de levantar”.

É uma estratégia para compensar a dificuldade de gerar força suficiente com os músculos proximais.

⚠️ Mas atenção a um ponto importante: o sinal de Gowers não é exclusivo da Duchenne e, isoladamente, não estabelece um diagnóstico. Ele pode estar presente em diferentes condições que cursam com fraqueza muscular proximal.

É por isso que, na avaliação fisioterapêutica e médica, observar como a criança se movimenta é tão importante quanto observar se ela consegue realizar determinada tarefa.

A maneira de levantar, correr, subir escadas, caminhar ou brincar pode revelar pistas importantes sobre a função muscular.

E quanto mais cedo essas alterações são percebidas e investigadas, maiores são as possibilidades de compreender as necessidades da criança e planejar um cuidado adequado.

Procure uma avaliação profissional especializada.

E compartilhe com quem precisa entender mais sobre Distrofia Muscular de Duchenne 💚

Dra Alessandra Corrales
Fisioterapeuta Neuromuscular Doenças Raras

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O que vc não vê, ainda assim está lá. Causando dor, sufocando, destruindo alguém por dentro.De acordo com os últimos dad...
27/09/2026

O que vc não vê, ainda assim está lá.
Causando dor, sufocando, destruindo alguém por dentro.

De acordo com os últimos dados oficiais da OMS mais de 720 mil pessoas morrem por su i ci dio no mundo, todos os anos.

Isso equivale a 1 mort3 a cada 43 segundos, aproximadamente.

É assustador! 😢

Eu não consigo entender como um assunto tão sério quanto uma pessoa que chega ao ponto de tirar a própria vida, não tem a mesma comoção que tantas outras causas.

Eu sonho que um dia, NINGUÉM mais seja vítima do suicídio🎗💛

Eu me importo!
E enquanto eu viver vou lutar pra ajudar a mudar essa realidade.

Quando alguém recebe o diagnóstico de uma distrofia muscular, é comum surgir uma pergunta difícil: “E agora, o que vai a...
22/09/2026

Quando alguém recebe o diagnóstico de uma distrofia muscular, é comum surgir uma pergunta difícil:

“E agora, o que vai acontecer comigo?”

Mas a resposta não está relacionado apenas ao nome da doença.

As distrofias musculares formam um grupo muito diverso de condições. Mesmo dentro de um mesmo diagnóstico, pessoas diferentes podem apresentar manifestações, ritmos de progressão, sintomas e necessidades funcionais diferentes.

Por isso, frases como “você vai perder a marcha”, “vai sentir muita dor” ou “isso vai acontecer em determinada idade” precisam ser vistas com muito cuidado.

Na reabilitação, conhecer o diagnóstico é essencial mas é fundamental também conhecer a pessoa que tem aquele diagnóstico.

Como está a força desse paciente?
Como está a marcha?
Existe uma fadiga importante?
Há retrações ou alterações posturais?
Como está a função respiratória? E a função cardíaca? (quando pertinente)
O que essa pessoa consegue fazer hoje?
O que ela deseja continuar fazendo?

Essas respostas ajudam a construir uma fisioterapia realmente individualizada com estratégias para preservar função, segurança, participação e autonomia respeitando os limites e as características de cada doença.

O diagnóstico é uma informação essencial.
Mas ele não conta toda a história. Existe a individualidade de cada paciente.

Uma das coisas mais importantes que podemos oferecer a uma pessoa com doença neuromuscular é informação de qualidade e um cuidado sem generalizações 🤍

Se você convive com uma distrofia muscular ou acompanha alguém que convive, salve este carrossel para lembrar: Uma doença pode ter características próprias, mas cada pessoa tem uma trajetória que precisa ser acompanhada individualmente.

—
Dra. Alessandra Corrales
Fisioterapeuta Neuromuscular • Doenças Raras

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Talvez você já tenha excluído uma pessoa com deficiência sem perceber.Não por falta de carinho.Mas por falta de acessibi...
21/09/2026

Talvez você já tenha excluído uma pessoa com deficiência sem perceber.

Não por falta de carinho.
Mas por falta de acessibilidade, escuta ou informação.

Hoje, no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, te faço um simples convite:
antes de pensar “ela não consegue”, pergunte “o que está impedindo que ela consiga?”.

A inclusão começa quando deixamos de enxergar a deficiência como limite e começamos a enxergar as barreiras.

♿️ Acessibilidade não é favor. É direito.

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💛Hoje é um dia importante. Muito mais do que uma data no calendário ou uma campanha que ganha espaço nas redes sociaisÉ ...
11/09/2026

💛Hoje é um dia importante. Muito mais do que uma data no calendário ou uma campanha que ganha espaço nas redes sociais

É um dia que deveria nos fazer parar por alguns minutos e lembrar que, por trás de muitas pessoas que encontramos todos os dias, pode existir uma dor que não conseguimos enxergar.

Uma dor silenciosa.

Uma dor que, às vezes, não aparece no rosto, não interrompe o trabalho, não impede um sorriso, não deixa de cumprir compromissos.

Por isso, talvez uma das coisas mais importantes que possamos aprender sobre prevenção ao suicídio seja:

Nem sempre quem está sofrendo vai conseguir dizer que precisa de ajuda.

E nem sempre você vai perceber.

Mas podemos aprender a olhar um pouco mais:
A escutar sem pressa, perguntar de verdade, não minimizar a dor do outro, não responder ao sofrimento alheio com frases prontas.

A entender que depressão, desesperança e pensamentos suicidas não são falta de força, de fé, de vontade ou de gratidão.

São sinais de um sofrimento que precisa ser levado a sério e cuidado.

Ninguém deveria precisar chegar ao limite para merecer cuidado.

Prevenção também é cuidar antes da crise, perceber mudanças de comportamento, se aproximar...estar presente.

É procurar ajuda profissional quando necessário.
É permanecer por perto quando alguém não consegue encontrar forças para permanecer sozinho.

Hoje, eu gostaria que esta mensagem alcançasse justamente quem precisa dela 💛

Quem está sofrendo em silêncio,
quem está preocupado com alguém que ama,
quem já perdeu alguém e carrega uma saudade que talvez nunca deixe de doer.

E também quem, simplesmente, pode aprender a olhar para o outro com um pouco mais de humanidade🙏🏻

Muitas vidas podem ser alcançadas por uma conversa, por uma escuta, por um cuidado, uma mensagem, por alguém que decidiu não passar indiferente pela dor do outro.

A prevenção ao suicídio não deve ser apenas uma campanha de setembro.

⚠️Se você estiver vivendo pensamentos suicidas ou sentir que pode estar em risco, procure ajuda imediatamente e não permaneça sozinho.
No Brasil, o CVV atende gratuitamente pelo 188, 24hs por dia. Em uma emergência, procure um serviço de urgência ou acione o SAMU 199

💛EU ME IMPORTO!

💚 Há muitos anos, escolhi caminhar ao lado de pessoas que convivem com doenças neuromusculares e doenças raras. E, ao lo...
09/09/2026

💚 Há muitos anos, escolhi caminhar ao lado de pessoas que convivem com doenças neuromusculares e doenças raras. E, ao longo dessa caminhada, aprendi que cuidar vai muito além de tratar um músculo, uma função ou uma limitação.

São quase duas décadas de profissão, de estudo, pesquisa, atendimento, congressos, associações, projetos e, principalmente, de convivência com pacientes e famílias que me ensinaram tanto quanto qualquer livro ou artigo científico.

Minha trajetória com as doenças neuromusculares, especialmente com a ELA e Duchenne me aproximou profundamente da luta das pessoas que vivem com essas condições. Estar ao lado delas, ouvir suas histórias, acompanhar suas conquistas, perdas, desafios, medos e suas esperanças transformou também a minha maneira de enxergar a fisioterapia.

Minha atuação na UNIFESP, na ABRELA, e como Diretora e colaboradora de outras associações de doenças raras e iniciativas de educação, pesquisa e apoio às famílias nasceu e continua sendo alimentada por uma certeza: ninguém deveria enfrentar uma doença rara sozinho.

Por trás de cada diagnóstico existe uma pessoa.
Existe uma família, uma história, sonhos, escolhas, medos e desejos de continuar vivendo com dignidade.

E é por essas pessoas que seguimos lutando por diagnóstico, acesso ao cuidado, reabilitação, pesquisa, tratamentos, inclusão e, sobretudo, respeito.

Tenho um carinho imenso por cada paciente que cruzou o meu caminho. Alguns permaneceram por pouco tempo, outros por muitos anos. Mas todos deixaram alguma coisa em mim.

Cuidar também é se envolver, defender, estar presente e lutar junto.

Essa não é apenas uma área da fisioterapia em que escolhi trabalhar. É uma causa que escolhi amar💚

Que o Setembro Verde nos lembre que visibilidade não é apenas falar sobre doenças raras e neuromusculares. É fazer com que essas pessoas sejam vistas, ouvidas, respeitadas e tenham direito a uma vida com cuidado e dignidade.

Eu visto verde pelas distrofias musculares, pelas pessoas e famílias que vivem essa realidade. E por todos aqueles que continuam lutando 💚

Setembro Verde pelas Distrofias Musculares 💚

Dra. Alessandra Corrales
Fisioterapeuta Neuromuscular•Doenças Raras

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Santos, SP

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