15/03/2026
Há algum tempo ouvi uma teoria de que a imortalidade que os egípcios tanto almejavam talvez não fosse aquela mostrada nos filmes — viver eternamente sem morrer fisicamente —, mas sim ter o próprio nome lembrado pelas gerações futuras. Que outras pessoas proclamassem seu nome décadas, séculos ou até milênios depois.
Se isso era realmente o que pensavam, talvez nunca saibamos. Mas uma coisa é certa: essa forma de imortalidade existe.
No dia 14/03 fui à exposição do artista Rembrandt, que viveu entre 1606 e 1669. Ver suas gravuras originais, assinadas há séculos, me emocionou profundamente e me fez lembrar mais uma vez do poder que a arte possui.
Na música, na pintura, no teatro e em tantas outras formas, a arte tem a capacidade de eternizar a genialidade de artistas que viveram à frente de seu tempo — tanto técnica quanto filosoficamente.
Eles alcançaram a imortalidade.
Que isso continue sendo preservado através dos milênios, da mesma forma que conhecemos a história de civilizações inteiras por meio de suas artes.