08/06/2026
Ninguém coloca onze jogadores em campo sem tática.
Tem esquema defensivo, tem marcação, tem planejamento de cada jogada. E mesmo com tudo isso, às vezes o jogo sai do roteiro e é preciso se adaptar sem perder o objetivo de vista.
Seu corpo funciona exatamente assim.
Resultado não vem de um dia perfeito. Vem de decisões consistentes repetidas ao longo do tempo, inclusive nos dias de jogo, inclusive no mês de Copa, inclusive quando a mesa está cheia de petisco e o Brasil está perdendo no segundo tempo.
O que eu vejo acontecer toda Copa é a pessoa entrar num de dois extremos:
👉🏻O primeiro é a liberação total. “É Copa, depois eu volto.”
Um mês inteiro de escolhas sem nenhuma consciência, e em julho começa tudo do zero de novo.
👉🏻O segundo é a restrição ansiosa. F**a em casa com medo da comida, recusa o petisco, passa a noite calculando o que comeu e não consegue nem curtir o jogo.
Os dois são erros. E os dois têm a mesma raiz: falta de estratégia.
Estratégia não significa abrir mão da diversão.
Significa comer bem antes do jogo pra não chegar com fome na mesa de petisco. Significa escolher o amendoim em vez do salgadinho industrializado, não por obrigação, mas porque você sabe que um te satisfaz e o outro te deixa querendo mais. Significa beber água entre uma cerveja e outra. Significa curtir a coxinha sem culpa porque o resto do dia foi construído com inteligência.
Isso é reeducação alimentar de verdade. Não é a que proíbe a festa, é a que te coloca nela com mais liberdade.
Copa do Mundo é um teste de consistência.
Quem passa por esse mês com consciência chega em julho mais perto do resultado, não mais longe. Porque aprendeu a se mover dentro da vida real, não só quando as condições são perfeitas.
E é exatamente isso que eu trabalho com cada paciente: construir uma relação com a comida que não desmorona quando o calendário muda.
Me conta aqui: você é do time da liberação total na Copa ou do time da restrição ansiosa? Ou já chegou num lugar de equilíbrio? Quero saber onde você está nessa jornada.