Maternarias

Maternarias Página criada para partilhar experiências como mulher, pediatra e mãe-, e que nós possamos nos apoiar, acolher, informar.

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02/06/2026

No meu exercício da função materna, diariamente eu me esforço para estar atenta às minhas necessidades não atendidas, para cuidar delas com estratégias possíveis, para enunciar isso de maneira assertiva e não vi0lent@ para as pessoas ao meu redor. Ainda assim, o esgotamento e a sensação de que ninguém está vendo é algo que está sempre à espreita!

Ouvi esse relato da e fiquei pensando o quanto a nossa carga mental é exaustiva! A gente até descansa, mas definitivamente o nosso desgate mental, e não somente físico, consomem nossa vitalidade. Você sente que mesmo após uma pausa, umas horas a mais de sono, uma tarde mais relaxada, ainda assim você se sente cansada?!

Foi pensando nisso que eu decidi fazer uma aula GRATUITA e Online nessa Quinta (04.06) às 20h chamada “Seu corpo descansa, sua cabeça nunca para”.

Deixa aqui embaixo nos comentários como você se sente diante da carga mental (e desse grito engasgado no peito), ou escreve “Eu quero” que te mando o caminho pra nos encontrarmos via Zoom na Quinta!

Vamos juntas?!

Compartilha e salva esse vídeo.

Você já reparou que seu corpo até descansa, mas sua cabeça não desliga nunca?A lista invisível não para: marcar consulta...
02/06/2026

Você já reparou que seu corpo até descansa, mas sua cabeça não desliga nunca?

A lista invisível não para: marcar consulta, comprar o presente, lembrar do uniforme, pensar no jantar de amanhã. Isso é carga mental e os dados mostram que ela cai, de forma desproporcional, sobre as mulheres.

No Brasil, são 21,4h semanais delas em tarefas de casa e cuidado, contra 11h deles (IBGE). E a parte de pensar tudo é a mais desigual de todas (e a que mais adoece.
Não é que você não saiba relaxar. É que essa função invisível ainda não foi dividida)!

Vamos conversar sobre como aliviar esse peso na aula gratuita “Quando descansar não basta”, nessa quinta, 04/06, 20h.

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“Mas você não descansou no fim de semana?”Essa foi a pergunta que o marido de uma paciente minha fez pra ela quando ela ...
01/06/2026

“Mas você não descansou no fim de semana?”
Essa foi a pergunta que o marido de uma paciente minha fez pra ela quando ela disse, em plena segunda-feira, que estava exausta.
Nesse momento ela ficou se sentindo péssima e super culpada, pensando: eu realmente descansei, mas não adiantou. O que tem de errado comigo!?

A ciência do esgotamento materno mostra que a exaustão nasce de um desequilíbrio: quando as demandas do cuidar superam, de forma crônica, os recursos que a gente tem pra se recuperar. E recurso não é só sono, mas também é prazer, vínculo, sentido, tempo de ser gente além de ser mãe. Por isso descansar, sozinho, não basta. A gente precisa reaprender a colocar vida do outro lado da balança.

É exatamente sobre esse caminho que vou falar na aula gratuita “Quando descansar não basta”, quinta 04/06 às 20h.

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Vamos juntas!
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Tem uma palavra que talvez você nunca tenha ouvido, mas que pode mudar a forma como você se enxerga: matrescência.É o no...
31/05/2026

Tem uma palavra que talvez você nunca tenha ouvido, mas que pode mudar a forma como você se enxerga: matrescência.

É o nome do processo de se tornar mãe, não do bebê que nasce, mas da mulher que se transforma. E é tão intenso quanto a adolescência: muda o corpo, o cérebro, as emoções, os vínculos, o sentido das coisas. A ciência já mostra que até o cérebro materno se reorganiza nesse período.

A gente só não aprendeu a chamar isso pelo nome. E sem nome, sobra a sensação de que estamos falhando sozinhas.

Você não está falhando! Você está atravessando.
Quinta, 04/06, às 20h, na aula gratuita “Quando descansar não basta”, vamos conversar sobre isso e sobre como cuidar de si no meio da travessia.

Comenta EU QUERO que eu te mando o caminho!

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Tá exausta de estar exausta?Tem dias em que o corpo até continua, mas por dentro a gente já não sabe mais de onde tirar ...
29/05/2026

Tá exausta de estar exausta?
Tem dias em que o corpo até continua, mas por dentro a gente já não sabe mais de onde tirar força. Nossa exaustão não é só física e também não nasce apenas de uma causa individual!

Tenho pensado muito em como ampliar estrategicamente modos mais cuidadosos para que nós mulheres possamos atravessar nossa exaustão. Por isso preparei um PDF gratuito com reflexões e caminhos possíveis de cuidado para mulheres que sentem que estão vivendo no limite. 🤍

Escreve a palavra “CUIDADO” nos comentários que eu te mando gratuitamente. E manda esse post pruma amiga que pode estar precisando também.

Vamos juntas!!

Pensar uma prática em saúde deslocada da consciência social é inviável. Sabemos que a exaustão materna é uma questão pol...
28/05/2026

Pensar uma prática em saúde deslocada da consciência social é inviável. Sabemos que a exaustão materna é uma questão política, que o adoecimento mental materno é um tema de saúde pública. Li a escrevendo que o autocuidado dela é justiça social, e eu acredito verdadeiramente que sim, o caminho de cura é sempre coletivo.

Celebremos os avanços em direção a modos de existir menos adoecedores, mas não nos enganemos: o trabalho exercido por mulheres na função do cuidado segue invisibilizado, e seus efeitos estão postos no dado de que 9 a cada 10 mães brasileiras apresenta algum tipo de esgotamento.

Ainda assim, pensar modos capazes de produzir cuidado de si em meio a cultura em que vivemos é, sim, uma ferramenta política necessária!

Hoje, às 20:30, estarei conversando sobre pontes possíveis “da exaustão ao cuidado de si: maternidades possíveis”, numa live gratuita aqui no Instagram!

Convida a galera e vamos juntas!!

Quando me amo e consigo ver o que o amor por mim é capaz de fazer, é bonito. Muito bonito. De vez em quando eu preciso m...
27/05/2026

Quando me amo e consigo ver o que o amor por mim é capaz de fazer, é bonito. Muito bonito. De vez em quando eu preciso me esvaziar um pouco, voltar a ser lodo, me deixar substância bruta pra escultura criadora de Nanã. Pauso, contraio, silencio, diluo. Escuto a oquidão. Meus sons primordiais.

Menina, tu já viu o tamanho que a gente tem quando a gente se põe de pé?

A exaustão é vertiginosa e rastejante, cria um eco que lateja em nossos ouvidos, de repente a gente só vê transiente no mundo os ruídos de quem a gente é. Nem de longe qualquer coisa de inteira. Uma vez li Bell Hooks alertando para o fato de que raramente temos tempo para pensar sobre o que estamos fazendo e por quê, e como isso mina nosso compromisso amoroso com a gente mesma.
Curioso que ainda assim, rastejantes, seguimos adiante.

Uma rosa amarela. Hoje eu recebi uma rosa amarela. Lembrei que entre morrer e nascer, tem a pausa, a pausa, a pausa é o lugar onde a vida se insere.

Se dar a luz é o que nos contam que é nossa dádiva, aprendamos, minhas queridas, a lavar nosso ouro antes, pra que ele não deixe nunca de brilhar.

Vem pra live gratuita “Da exaustão ao cuidado de si” dia 28 de Maio às 20:30! Encaminha esse convite pras amigas e vamos juntas 💛



Ps1- Foto 8: (imperdível).
Ps2- todas as rosas pra você.
Ps3- te dedico a canção.

26/05/2026

Eu não quero minimizar aqui os fatores culturais e coletivos responsáveis pela nossa exaustão como mães nem ignorar as condições de extrema vulnerabilidade em que tantas mulheres vivem no nosso país.

Muitas mulheres maternam sem rede, sem descanso, sem apoio NENHUM. Absolutamente sozinhas. Eu sei que para muitas delas não existe sequer espaço para respirar. E sim, é importante dizer: isso não é uma falha individual, é uma questão coletiva, social, cultural e política.

Sendo assim, obviamente a solução não pode recair apenas sobre as mulheres. A solução de fato passa por mudanças reais na forma como cuidamos das mães, distribuímos trabalho, sustentamos comunidades e construímos políticas de cuidado. Esse é o nosso grito e a nossa luta.

Mas enquanto essa mudança não acontece e seguimos vendo mulheres exaustas tendo que continuar dando conta das demandas, querendo ou não, a gente precisa também de um levante cotidiano. Precisamos de estratégias de cuidado que sustentem a vida.

Como dizia Audre Lorde: cuidar de si não é autoindulgência. É autopreservação.

Os estudos sobre burnout materno têm mostrado algo importante: nem sempre o fator mais protetivo está apenas em reduzir demandas estressoras (embora isso também importe), mas em aumentar experiências compensatórias e regeneradoras, aquilo que produz prazer, descanso, sentido, presença, vínculo e bem-estar.

A gente aprendeu a associar maternidade a sacrifício, e aos poucos, foi perdendo espaço para alegria, para o prazer de existir, para o encontro com as amigas, para o corpo, para si mesma, e às vezes até para o prazer de estar com os próprios filhos.

Eu sei que, para a maioria das mulheres, o cenário é devastador e adoecedor. Mas eu também acredito que os caminhos que temos que cavar, além das políticas públicas, passam por: grupos de apoio, práticas de cuidado, reorganização da rotina, redes de mulheres, acompanhamento profissional, etc.

Por isso, nesta quinta-feira (28), às 20h30, vou fazer uma live aqui no Instagram para conversar sobre esse caminho: “da exaustão ao cuidado de si.”

Se você deseja participar, comenta aqui embaixo:
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🚨🚨🚨Antes de começar: Esse questionário autoavaliativo não faz diagnóstico e não substitui uma avaliação profissional!! A...
25/05/2026

🚨🚨🚨Antes de começar: Esse questionário autoavaliativo não faz diagnóstico e não substitui uma avaliação profissional!!

A ideia aqui não é dizer se você tem ou não exaustão materna, mas abrir um pequeno espaço de pausa para você observar como tem estado. DE VERDADE.

Use essa escala como um instrumento de conhecer mais de si. Sua pontuação isoladamente não define nada, mas se esse post te fez perceber que está sustentando mais do que deveria sozinha, talvez seja hora de olhar para isso com mais cuidado.

Como foi responder a essas perguntas?

Se desejar apoio, os agendamentos estão no link da bio! E nesta quinta, às 20h30, vou fazer a live “Da exaustão ao cuidado de si”, e tenho certeza que o que será falado vai servir pra você!

Salva esse post, escreve aqui embaixo se você vai estar na live, encaminha pras amigas cansadas e vamos juntas!

Tem uma pergunta que eu faço com frequência para mães: “Você lembra qual foi a última vez que dormiu uma noite inteira?”...
22/05/2026

Tem uma pergunta que eu faço com frequência para mães: “Você lembra qual foi a última vez que dormiu uma noite inteira?”

Por que estar exausta virou quase um requisito invisível da maternidade? Privação de sono não é só cansaço. É uma clínica que afeta a saúde integral, altera humor, memória, atenção, regulação emocional e está associada ao aumento de sintomas de ansiedade e depressão.

O cérebro materno se adapta ao cuidado, mas não se torna imune à exaustão.

Como médica, me interessa olhar para essa mulher inteira, seu corpo, seu sono, sua saúde mental, sua história e o contexto em que ela materna.
Porque cuidar de mães também é cuidar de crianças.

Me conta:
você lembra a última vez que acordou descansada?

Compartilha esse post e agenda uma consulta pra você no link da Bio!
Vamos juntas!

Endereço

Sorocaba, SP
18080691

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