Maternarias

Maternarias Página criada para partilhar experiências como mulher, pediatra e mãe-, e que nós possamos nos apoiar, acolher, informar.

Atendimento de Pediatria Individualizado Centrado na Família
Atendimento domiciliar ao bebê no pós parto
Palestras
Workshops

06/09/2026

Eu me formei médica em 2011 pela Universidade Federal de São Paulo, e desde lá eu carrego esse fazer tentando escutar com coragem como a medicina mora em mim. Cada médico tem sua prática muito pessoal, seu estilo, e um tanto do terapêutico se dá a partir desse “jeitão” individual de cada um, em colocar de si no olhar, no encontro, no cuidado, para além da prescrição.

Demandou muito até eu fazer as pazes com esse “jeito meu” de produzir clínica, especialmente porque eu sempre tive uma desconfiança de que esse pensamento de que saúde se confunde com “ausência de doença” nunca me caiu bem. Ainda assim, a medicina tem muitos caminhos e os modelos assistenciais são legítimos dentro de paradigmas específicos de saúde.

Fato é que uma medicina ampliada desloca seu centro da correção para a compreensão, da normatização para a criação de possibilidades e da redução da vida ao diagnóstico para uma leitura mais aprofundada das relações entre corpo, subjetividade, vínculos, território, cultura e condições de existência. Isso faz sentido pra mim!

Maria Alice me pediu pra eu fazer daqueles vídeos me apresentando como médica, e acho que isso aqui é o que posso dizer no que cabe em 1 minuto e meio. É uma honra ser escolhida para acompanhar famílias, mulheres, crianças, essa gente que, como eu, tá corajosamente buscando viver com mais vida!
Se faz sentido pra você, vamos juntas!

**a

Antes que esse post se torne polêmico, já vou logo avisando: a conversa aqui em nenhum momento é contra diagnóstico de T...
02/09/2026

Antes que esse post se torne polêmico, já vou logo avisando: a conversa aqui em nenhum momento é contra diagnóstico de TDAH. Isso empobreceria exatamente a intenção do post, que é um alerta necessário para o modo como a gente tem nomeado os comportamentos dos nossos filhos a partir de uma cultura excessivamente patologizante, antes mesmo de observar sobre o que fala aquele sintoma naquela criança.

Atendo crianças com diagnóstico de TDAH, medicadas com psicofármacos e medicamentos antroposóficos associados, acompanhadas por uma rede criteriosa e competente de profissionais que atuam com intervenções ampliadas e cuidadosas. Mas essa é a minoria.

Dito isso, a gente precisa falar sobre o fato de que toda semana eu atendo pais angustiados e amedrontados porque acreditam que os filhos podem ter TDAH (porque alguém falou, porque a escola pediu avaliação a partir de um comportamento isolado ou porque a criança é “dispersa” e surgiu uma pulga atrás da orelha). Eu entendo de onde vem essa angústia e acredito que ela é legítima e merece atenção. Mas é parte da função dos profissionais que atendem as famílias tratar sobre o quão necessário se faz escutar quem é essa criança antes mesmo de se pensar o diagnóstico. Porque nenhum transtorno deve diagnosticado a partir de um comportamento referido sem uma avaliação ampla e aprofundada. E nenhum sintoma deve ser reduzido a um nome sem antes ter tido espaço de ser escutado como uma linguagem daquela criança.

Eu tenho a sorte de ter uma rede de profissionais com quem dialogo e que somam nessa ciranda de enxergar a criança de maneira integral (TOs, psis, fonos, fisios, médicos especialistas, etc). Um olhar ampliado é um privilégio ainda para poucos, mas faz completa diferença quando a gente está pensando intervenções assertivas e efetivas para cada criança individualmente, sem reduzi-la apenas à decisão de medicar ou não.

Se você é profissional de saúde e essa visão faz sentido pra você, compartilha esse post e deixa aqui embaixo sua experiência! Vai ser muito bom ler! Se você é pai, mãe, compartilhe também sua angustia!

Vamos juntas!

Agosto veio assim, me laçando pra perto de mim, me deixando notas espalhadas em pedaços entrecortados de filmes que não ...
02/09/2026

Agosto veio assim, me laçando pra perto de mim, me deixando notas espalhadas em pedaços entrecortados de filmes que não terminei de assistir, em revoadas de pássaros, em coletas matinais e flores secas, remos, cravos, rosas, vidros de perfumes que usei pela última vez, sabonetes, etiquetas, frases sublinhadas em livros com, em livros sem, dedicatórias.
Agosto ficou à espreita me esperando, silencioso e calmo, fazendo estrondo. Cheio de palhas e eclipses, e cartas de tarot e mistérios.

A gente é, como diz aquele cara de quem gosto muito, começo, meio, começo, e Agosto me fez refazer esse ciclo 377 vezes, toda vez que eu achei que sucumbiria lá estava o princípio outra vez. Eu, numa euforia meio principiante, lambuzada dos medos legítimos de quem aspira saber demais, só fui. Segui indo. Sigo indo, indo, indo…. Ué, tem jeito outro?

A vida deve ser essa mistura toda que acontece enquanto a gente tá tentando descobrir o que ela é. Algo de nadar a favor da maré me soa serenamente belo e extraordinário em dias como hoje, que posso confiar que primaveras hão (indubitavelmente) de vir.

Veremos.
Bora?

Existe uma diferença enorme entre fazer seu filho obedecer e fazer com que ele se sinta seguro para conversar com você.N...
29/08/2026

Existe uma diferença enorme entre fazer seu filho obedecer e fazer com que ele se sinta seguro para conversar com você.

Na pré-adolescência, essa diferença f**a ainda mais importante. Quando toda tentativa de contar alguma coisa termina em bronca, sermão ou julgamento, aos poucos a criança aprende a filtrar o que chega até você.

Por isso, antes de corrigir, tente escutar. Antes de orientar, tente compreender. Antes de perguntar “por que você fez isso?”, descubra o que estava acontecendo dentro dele naquele momento.

Acolher não signif**a concordar, tanto quanto escutar não signif**a deixar de colocar limites.

Salve esse post para lembrar na próxima conversa difícil e compartilha com mais gente! Vamos juntas!

28/08/2026

Sempre me perguntam como eu lidei com as crises de me tornar mãe de 3 crianças!

Uma crise é um momento de ruptura: aquilo que até então sustentava a nossa maneira de viver, de desejar e de nos reconhecer deixa de funcionar como antes. A crise abre uma fenda, e uma fenda pode ser assustadora! Mas é justamente por ela que algo novo pode entrar.

Quando conseguimos olhar para a dor, em vez de imediatamente anestesiá-la, corrigi-la ou acreditar que há algo de errado com quem somos, podemos nos perguntar: O que essa dor está tentando me fazer escutar?

Talvez esse seja um caminho possível de seguir com as dores que a maternidade também inaugura na gente, até que elas possam se tornar mensageiras de outras novas notícias de nós. Boas novas! Eu tenho gostado de quem tenho me tornado… e você?!

Vamos juntas?!

Ps- conversa mais que deliciosa com a Priscilla Valadares e Mamah Vivas | Imagem, Estilo & Autocuidado nesse bate papo Do Caos ao Colo 🤍

Dos 9 aos 12 anos, muitas coisas mudam! Assim, a nossa relação com nossos filhos também tem que ir se metamorfoseando, e...
25/08/2026

Dos 9 aos 12 anos, muitas coisas mudam! Assim, a nossa relação com nossos filhos também tem que ir se metamorfoseando, e nem todas as transformações são fáceis de reconhecer e assimilar.

Seu filho começa a questionar mais, querer privacidade, discordar, se importar mais com os amigos e, às vezes, parecer menos interessado na sua companhia.

Mas talvez a pergunta mais importante nessa fase não seja “como faço para ele me ouvir?”, e sim:
“Como continuo sendo uma referência enquanto ele cada vez mais se torna uma pessoa diferente de mim?”

Se você esta buscando apoio para essa travessia, salva e compartilha esse post! Vamos juntas!

Nem todo sofrimento infantil pede um diagnóstico. Mas todo sofrimento pede olhar e cuidado!Ansiedade na infância nem sem...
24/08/2026

Nem todo sofrimento infantil pede um diagnóstico. Mas todo sofrimento pede olhar e cuidado!

Ansiedade na infância nem sempre parece ansiedade, pode aparecer no corpo, no comportamento, na escola, no sono ou nas relações. O importante não é patologizar cada dificuldade, mas também não normalizar sinais persistentes de sofrimento.

Entender o que a criança está tentando comunicar é o primeiro passo para cuidar! Se você percebe mudanças que estão limitando a vida do seu filho ou se está se sentindo sozinha na lida com tantas transformações, vamos juntas?!

Salva esse post, compartilha pra que mais gente fique atenta a esse tema!

Nem toda dor de crescimento acontece nos ossos. Algumas aparecem no comportamento, no sono, nas emoções, na necessidade ...
20/08/2026

Nem toda dor de crescimento acontece nos ossos. Algumas aparecem no comportamento, no sono, nas emoções, na necessidade de colo, nas crises e nas dificuldades de se separar.

Desenvolver-se é também des-envolver-se: deixar, pouco a pouco, aquilo que antes nos envolvia e protegia para construir uma nova forma de existir.

Meu trabalho é olhar para a criança de forma integral: corpo, desenvolvimento, emoções e relações, e assim buscar compreender o que aquele sintoma ou comportamento está tentando comunicar.

Se você percebe que seu filho está atravessando uma fase desafiadora, podemos cuidar disso juntos. Para agendamentos, me envie uma mensagem pelo link da Bio.

Salva esse post e compartilha com quem precisa ler isso hoje!
Vamos juntas!

Quando seu filho diz “mãe, para!” ou demonstra vergonha de um comportamento seu, é muito fácil sentir isso como rejeição...
18/08/2026

Quando seu filho diz “mãe, para!” ou demonstra vergonha de um comportamento seu, é muito fácil sentir isso como rejeição. “Ele não gosta mais de mim como antes”, “tem vergonha de mim”, “não sou suficiente”. Mas, muitas vezes, o que está sendo vivido pela criança é outra coisa: na pré-adolescência, o olhar dos pares ganha importância e ela começa a construir uma identidade mais própria, diferente da dos pais. O problema é que, quando essa reação do filho encontra nossos próprios esquemas de rejeição, abandono ou inadequação, podemos acabar respondendo à nossa ferida, e não ao que a criança está tentando comunicar.

Ela pode não gostar de um comportamento nosso e continuar nos amando. Pode querer distância em determinado contexto sem estar nos rejeitando. Por isso, antes de reagir, vale respirar e perguntar: “O que exatamente te deixou constrangido?” Escutar o limite do filho sem transformar isso em uma ferida narcísica é também uma forma de educar. Afinal, crescer é aprender a se diferenciar sem precisar romper o vínculo.

Se você está buscando apoio para atravessar os desafios da parentalidade, salva esse post, compartilha e vamos juntas 🩷

Bom dia com essa pedrada!Ressoou aí?Texto de Francisco Bosco
17/08/2026

Bom dia com essa pedrada!
Ressoou aí?

Texto de Francisco Bosco

Endereço

Sorocaba, SP
18080691

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