Espaço Psicoterapêutico e Holístico Rosa Branca

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A frase de Jacques Lacan:"Amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer."é uma das frases mais famosas e também ma...
14/06/2026

A frase de Jacques Lacan:
"Amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer."
é uma das frases mais famosas e também mais difíceis da psicanálise.
Vamos traduzir para uma linguagem simples.
"Dar o que não se tem"
Lacan não está falando de dinheiro, presentes ou objetos.
Ele está falando de completude.
Nenhum ser humano é completamente satisfeito, seguro ou pleno. Todos temos faltas emocionais, carências, inseguranças e desejos.
Quando amamos, oferecemos ao outro justamente aquilo que também buscamos.
Por exemplo:
Uma mulher que deseja ser valorizada oferece valorização.
Uma pessoa que deseja carinho oferece carinho.
Uma pessoa que deseja acolhimento oferece acolhimento.
Ou seja, ela dá algo que também lhe falta.
"A alguém que não o quer"
O outro não sente a falta exatamente da mesma forma que você.
Você pode querer ser amado através de palavras.
O outro pode querer ser amado através de presença.
Você oferece aquilo que acredita ser amor, mas o outro pode não estar procurando isso naquele momento.
Por isso surgem tantos desencontros nos relacionamentos.
Um exemplo simples
Uma esposa diz:
— Eu faço tudo por ele. Cuido da casa, da comida, das roupas.
Mas o marido reclama:
— Ela nunca conversa comigo.
Ela está oferecendo amor através de cuidados.
Ele está desejando conexão emocional.
Ela dá o que acredita ser amor.
Mas não é exatamente o que ele está querendo receber.
Na prática clínica
Essa frase mostra que o amor não acontece entre duas pessoas perfeitas.
Ele acontece entre duas pessoas faltantes.
Cada uma tentando oferecer ao outro aquilo que considera precioso.
Por isso os relacionamentos exigem diálogo constante.
Não basta amar.
É preciso descobrir:
Como o outro se sente amado?
O que o outro realmente precisa?
Estou oferecendo o que ele necessita ou apenas o que eu gostaria de receber?

03/06/2026
Ser mãe é transformar o mundo todos os dias nos detalhes mais invisíveis: no cuidado, na força, na escuta, no colo e no ...
10/05/2026

Ser mãe é transformar o mundo todos os dias nos detalhes mais invisíveis: no cuidado, na força, na escuta, no colo e no amor que nunca tira férias.

Mas hoje também é dia de lembrar que mães precisam ser cuidadas, acolhidas e amadas com a mesma intensidade com que entregam amor ao mundo.

Feliz Dia das Mães para mulheres incríveis que fazem a diferença todos os dias.

Carga alostática no autismo, quando o corpo vive em esforço constante.Muitas pessoas autistas vivem em estado de adaptaç...
07/05/2026

Carga alostática no autismo, quando o corpo vive em esforço constante.

Muitas pessoas autistas vivem em estado de adaptação contínua.
Adaptam-se ao ruído, à imprevisibilidade, às exigências sociais, às mudanças de rotina, à sobrecarga sensorial, ao esforço de “parecer bem”.

Esse esforço constante tem um custo.
E esse custo tem nome, carga alostática.

A carga alostática é o desgaste acumulado do corpo e do sistema nervoso quando vivem tempo demais em estado de alerta.

Não é “falta de tolerância”.
Não é “drama”.
Não é “má vontade”.

É um corpo em esforço contínuo.
Um sistema nervoso a gerir demasiado, durante demasiado tempo.

No autismo, isto pode aparecer como:
— cansaço constante
— irritabilidade
— maior sensibilidade sensorial
— dificuldade em recuperar
— mais shutdowns ou meltdowns
— regressão funcional
— ansiedade
— exaustão após tarefas

Aparentemente simples

Aquilo que muitas vezes é visto como “desregulação” é, muitas vezes, sobrecarga acumulada.

Nem sempre o problema é a incapacidade de lidar.
Muitas vezes, o problema é o excesso de exigência sem recuperação suficiente.

Reduzir carga alostática no autismo não é “facilitar”.
É diminuir o desgaste para permitir regulação, segurança e funcionamento.

Menos exigência desnecessária.
Mais previsibilidade.
Menos sobrecarga sensorial.
Mais tempo de recuperação.
Menos máscara.
Mais segurança nervosa.

Um corpo que vive em alerta não aprende, não regula, não descansa.
Só sobrevive.

Veja alguns exemplos práticos:• Alterações de trajeto: quando o caminho de sempre muda por obra, trânsito ou desvio, não...
03/05/2026

Veja alguns exemplos práticos:

• Alterações de trajeto: quando o caminho de sempre muda por obra, trânsito ou desvio, não é só “pegar outra rua”. Pode surgir tensão porque aquela rota já estava automatizada e segura, e agora o cérebro precisa recalcular tudo em tempo real.

• Objetos fora do lugar: quando alguém muda a posição de itens pessoais, isso pode gerar incômodo imediato. Não é apego bobo ao objeto em si, mas o efeito de perder uma referência visual e funcional que ajudava na organização mental.

• Mudança de planos: trocar horário, local ou combinar algo de última hora pode ser desgastante até quando a mudança é boa. Isso acontece porque já existia uma preparação mental para o que ia acontecer, e refazer esse roteiro custa energia.

• Interrupção de tarefa: parar algo no meio para responder outra demanda pode ser muito difícil. A questão não é falta de colaboração, mas o alto custo de sair de um foco já estabelecido e mudar rapidamente para outro.

• Alimentação e rotina corporal: trocar marca, textura, sabor ou horário de comer pode gerar desconforto real. A previsibilidade sensorial e do ritmo do corpo ajuda muitas pessoas autistas a manter estabilidade ao longo do dia.

• Mudanças no ambiente social ou profissional: reuniões remarcadas sem aviso, mudanças de combinado ou pedidos urgentes em cima da hora podem gerar travamento, irritação ou queda no rendimento. Muitas vezes, o problema não é a tarefa em si, mas a ruptura brusca da previsibilidade necessária para se organizar internamente.

• Mudanças em processos e instruções: no trabalho ou em tarefas do dia a dia, quando uma atividade que sempre foi feita de um jeito passa a ser feita de outro sem clareza ou sem tempo de adaptação, isso pode gerar confusão, tensão e travamento.

💢 São alguns poucos exemplos, pois não caberiam todos aqui.

💡 A solução passa por psicoeducação: entender seu funcionamento, reconhecer gatilhos, comunicar limites e criar estratégias para reduzir a sobrecarga.

SE A CRIANÇA PASSA MAIS DE 2 HORAS POR DIA EM TELAS, O IMPACTO NÃO É SÓ COMPORTAMENTAL — É NEUROLÓGICO.• TEMPO DE ATENÇÃ...
01/05/2026

SE A CRIANÇA PASSA MAIS DE 2 HORAS POR DIA EM TELAS, O IMPACTO NÃO É SÓ COMPORTAMENTAL — É NEUROLÓGICO.

• TEMPO DE ATENÇÃO
O excesso de estímulos rápidos reduz a capacidade de sustentar foco. A criança se acostuma com troca constante de estímulos e passa a rejeitar atividades que exigem esforço mental contínuo, como leitura e estudo.

• CAPACIDADE DE CONCENTRAÇÃO
O cérebro entra em um padrão de “atenção fragmentada”. Isso dificulta organizar pensamentos, seguir instruções longas e concluir tarefas. A aprendizagem f**a superficial.

• IMPULSIVIDADE
A exposição frequente a recompensas imediatas (vídeos curtos, jogos, estímulos rápidos) altera o sistema de recompensa. A criança passa a querer tudo “agora”, com menor tolerância ao processo.

• PACIÊNCIA E FRUSTRAÇÃO
Sem esperar, sem lidar com o tédio e sem enfrentar desafios reais, a criança perde resistência emocional. Pequenas dificuldades geram irritação, desistência e explosões emocionais.

O ponto não é demonizar a tecnologia. É entender que o cérebro infantil ainda está em formação e precisa de experiências reais: movimento, leitura, interação e limites claros.

REFERÊNCIAS:

• AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS (2016) — Recomenda limites de tela e alerta para impactos no desenvolvimento cognitivo e emocional.

• CHRISTAKIS, D. (2018) — Estudos mostram relação entre telas precoces e déficit de atenção.

• TWENGE, J. (2017) — Associa aumento de telas com piora em saúde mental e comportamento em jovens.

• WHO (2019) — Diretrizes globais sobre tempo de tela e desenvolvimento infantil.

A imagem representa a chamada rigidez conectiva no autismo, um conceito que ajuda a entender como o cérebro pode process...
28/04/2026

A imagem representa a chamada rigidez conectiva no autismo, um conceito que ajuda a entender como o cérebro pode processar informações de forma mais fixa ou menos flexível.
No lado esquerdo, o cérebro em estilo cartoon mostra várias conexões diferentes, com caminhos variados e interligados. Isso simboliza uma maior flexibilidade cognitiva, ou seja, a capacidade de pensar de maneiras diferentes, se adaptar a mudanças e encontrar alternativas com mais facilidade.
Já no lado direito, o cérebro apresenta conexões mais limitadas e repetitivas. Esse padrão ilustra a rigidez conectiva, em que o cérebro tende a utilizar sempre os mesmos “caminhos” para processar informações. Como consequência, podem surgir algumas características comuns no espectro autista, como:
Dificuldade para lidar com mudanças e imprevistos
Preferência por rotinas e padrões repetitivos
Maior esforço para se adaptar a novas situações
Pensamento mais literal ou fixo em determinados assuntos
É importante destacar que isso não é algo “negativo” por si só, mas sim uma forma diferente de funcionamento cerebral. Muitas pessoas autistas, inclusive, apresentam grande capacidade de foco, atenção a detalhes e profundidade em interesses específicos.
Em resumo, a imagem mostra que a rigidez conectiva não signif**a limitação, mas sim um modo distinto de organizar e processar o mundo, reforçando a ideia de que o autismo é um espectro — com diferentes perfis, habilidades e necessidades.

O TDAH não tratado pode ter diversos efeitos negativos em várias áreas da vida de uma pessoa, tanto a curto quanto a lon...
19/04/2026

O TDAH não tratado pode ter diversos efeitos negativos em várias áreas da vida de uma pessoa, tanto a curto quanto a longo prazo. É importante reconhecer que o TDAH é uma condição tratável. Intervenções como medicação, terapia comportamental, apoio educacional e estratégias de manejo podem ajudar a mitigar muitos desses efeitos negativos e permitir que indivíduos com TDAH vivam vidas mais satisfatórias e produtivas. 🫡

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