Steffani Chagas - Doula

Steffani Chagas - Doula Dar apoio, acolhimento e preparo informativo durante a gestação,trabalho de parto e pós-parto para a mulher, família e todos envolvidos no nascimento.

Preparo informativo durante a gestação para a mulher e família, visando o empoderamento da mulher e apoio de todos aqueles envolvidos no nascimento. Doula no parto - Apoio e acolhimento durante o trabalho de parto, parto
e pós parto imediato, com uso de alternativas não farmacológicas para o
alivio da dor (massagem, aromaterapia, rebozo, exercícios físicos e de
respiração)

Apoio ao aleitamento materno, instrução de pega correta, posições para
mamadas, etc.

Informações baseadas em evidencias cientif**as ? Temos!
11/12/2018

Informações baseadas em evidencias cientif**as ? Temos!

Particulado, fluido, papa de ervilha, velho, fresco! O mecônio é a persona non grata que ninguém f**a yuhuuuu super feliz de receber no parto. Mas será que e...

22/11/2018

Por que tantas mulheres costumam entrar em trabalho de parto à noite? E por que a grande maioria delas se incomoda com grande luminosidade na hora de parir, preferindo um ambiente mais escuro e acolhedor? Por causa de um hormônio chamado MELATONINA. Olha que incrível: a melatonina é conhecida como o hormônio do escuro. Uma vez que o corpo secreta esse hormônio durante a noite, sua produção cai signif**ativamente durante o dia ou em ambientes bem iluminados. Por este motivo, não é surpresa que muitos trabalhos de parto iniciem-se no meio da noite, momento em que os níveis de melatonina estão mais altos. Por isso, é importante que o ambiente para o trabalho de parto tenha pouca luz, para que a melatonina aja plenamente com outros hormônios em prol do desencadeamento do trabalho de parto.

Tem alguma amiga gestante procurando informação de qualidade? Chama ela pra cá!

14/11/2018

Pleníssima ❤️

17/10/2018

Por Maíra Libertad do Coletivo de Parteiras Estamos diante de um momento histórico importante, que tem seu ponto mais crítico no segundo turno das eleições dia 28. Diversos apoiadores do candidato que está a frente nas pesquisas que são da classe médica têm se declarado abertamente contra o...

13/09/2018

O parto, seja normal ou cesárea, deve ser feito de escuta, cuidado e afeto, sendo sensível às necessidades físicas e emocionais da mãe e do bebê. 💞 Tire suas dúvidas sobre o que é o parto humanizado: http://bit.ly/lunetas-partohumanizado

28/08/2018

Vamos falar sobre Parto Domiciliar?

Ao contrário do imaginário popular, o parto domiciliar não ocorre apenas com um maço de ervas, uma toalha e uma bacia de água quente. Ainda tabu no Brasil (embora comum em diversos outros países, como Inglaterra, Nova Zelandia e Holanda, sendo inclusive incentivado pelos próprios órgãos de saúde e o governo local, vide reportagens abaixo:

http://www.unasus.gov.br/noticia/orgao-de-saude-britanico-endossa-parto-domiciliar?hc_location=ufi

http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2014/12/reino-unido-recomenda-que-gravidas-de-baixo-risco-evitem-parto-em

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/11/medicos-ingleses-dizem-que-mulheres-podem-ter-parto-em-casa.html

http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/bbc/2013/06/14/estudo-holandes-diz-que-parto-caseiro-e-mais-seguro-que-o-de-hospital.htm),

o Parto Domiciliar Planejado é considerado tão seguro quanto o Parto Hospitalar, desde que siga 3 premissas básicas:

1) Um pré natal bem feito e uma gestação de risco habitual (baixo risco). Feto único, bebê cefálico, gestação a termo (a partir de 37 semanas), ausência de qualquer patologia associada (como diabetes gestacional, pressão alta, etc) e início espontâneo do trabalho de parto.

2) Uma equipe qualif**ada, com profissionais bem treinados e com materiais adequados tanto para situações normais do parto (doppler/sonar, luva, compressa, gaze, clamp umbilical, material de sutura, campo estéril, anti-sépticos, vitamina k, balança, estetoscópio, etc) quanto para situações de emergência (medicamentos diversos inclusive para conter hemorragia, ergotrate, seringas e agulhas, soro, cilindo de oxigênio, ambu adulto e neonatal, CFR, aspirador, oximetro, etc). No caso da equipe qualif**ada, esta pode ser composta por: enfermeiras obstetras, obstetrizes, médicos obstetras, médicos da família e médicos pediatras, podendo ser também (e de preferência) uma equipe multiprofissional. Obviamente, os partos domiciliares que ocorrem com parteiras leigas ou partos desassistidos estão associados a uma maior chance óbitos e complicações.

3) Um bom plano de contingência: definir com antecedência o plano B em caso de necessidade de remoção hospitalar, de forma que tudo ocorra dentro de um espaço/tempo adequado. Durante o trabalho de parto, mãe e bebê são continuamente monitorados pela equipe e a qualquer sinal de uma possível intercorrência esse parto passa a ser hospitalar.

Mas vamos às evidências científ**as, com 8 estudos bastante interessantes sobre o tema:

- Estudo inglês analisou a morbimortalidade perinatal em 529.688 partos domiciliares e hospitalares planejados em gestantes de baixo-risco. O estudo conclui que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade perinatal e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo-risco.

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1471-0528.2009.02175.x/abstract

- Estudo holandês com mais de 679.000 partos analisados evidenciou uma taxa de 0,15% de morte perinatal no parto domiciliar e 0,18% no parto hospitalar, concluindo assim que o parto domiciliar, sob condições adequadas, não é associado com um aumento de morte neonatal.

http://journals.lww.com/greenjournal/Abstract/2011/11000/Planned_Home_Compared_With_Planned_Hospital_Births.11.aspx

- Estudo inglês com quase 65.000 partos analisados conclui que mulheres saudáveis com gravidez de baixo risco devem escolher o local de nascimento, sendo que mulheres que dão à luz em domicílio vivenciam menos intervenções, sem impacto nos resultados perinatais.

http://www.bmj.com/content/343/bmj.d7400

- Estudo canadense comparou todos os partos domiciliares planejados com todos os partos hospitalares planejados de mulheres que possuíssem idênticas boas condições de saúde e idêntico baixo risco de gravidez, num período de 5 anos, concluindo que o parto domiciliar planejado esteve associado a taxas muito baixas e comparáveis de morte perinatal, e taxas reduzidas de intervenções obstétricas e outros eventos perinatais adversos, em comparação ao parto hospitalar.

http://www.cmaj.ca/content/181/6-7/377.full

- Estudo inglês com quase 147 mil mulheres de baixo risco conclui que as mulheres que tiveram parto domiciliar planejado tiveram menores taxas de morbidade materna, hemorragia pós parto e remoção manual da placenta do que as mulheres que tiveram parto hospitalar.

http://www.bmj.com/content/346/bmj.f3263

- Estudo americano analisou os partos domiciliares planejados ocorridos nos EUA entre 2004 e 2009, concluindo que houveram altas taxas de nascimentos fisiológicos, baixas taxas de intervenção sem aumento dos resultados adversos em relação aos partos hospitalares:

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/jmwh.12172/abstract

- Estudo norueguês que analisou 1631 partos e concluiu que os partos domiciliares planejados estavam associados a um risco reduzido de intervenções e complicações.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23182447

- Estudo brasileiro realizado em Florianópolis de partos assistidos entre 2005 e 2009 que indicam que o parto domiciliar é seguro.

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-89102012000400020&script=sci_arttext

- Nesse estudo de julho de 2018, os pesquisadores buscaram todos os artigos comparando desfechos nesses locais de parto em 5 bases de dados de indexação de artigos científicos, utilizando critérios de inclusão e métodos adequados para revisões sistemáticas. Ao final, 28 artigos atenderam aos critérios de qualidade, oferecendo dados sobre mortalidade perinatal, complicações maternas (morbidade), via de nascimento e admissões em UTI neonatal. Dos 28 estudos (publicados entre 2000 e 2016), 5 foram realizados na Australia; 5, na Holanda; 3, no Reino Unido; 6, em países nórdicos; 2, em outros países da Europa; 4, na Nova Zelândia; 2, nos Estados Unidos; e 1, no Japão. Dezoito deles foram classif**ados como sendo de alta qualidade segundo o Índice ResQu. Foram analisados os seguintes resultados perinatais (do feto ou recém-nascido), cada um deles para total de mulheres, apenas nulíparas e apenas multíparas: óbito fetal, morte neonatal precoce (entre 0 e 7 dias de vida) e admissão em UTI neonatal. Na comparação entre parto hospitalar e parto domiciliar, não houve diferença estatisticamente signif**ativa para os resultados de óbito fetal ou neonatal precoce - ou seja, não houve chance aumentada no parto domiciliar, nem redução da chance no hospital; os números foram similares. No entanto, a chance de admissão em UTI neonatal foi signif**ativamente menor nos partos planejados em domicílio do que naqueles planejados no hospital. Esta diferença ocorreu para o total de mulheres e para o grupo das multíparas, sem diferença estatisticamente signif**ativa para o grupo sem parto normal anterior. Para ter uma ideia desse risco, no total de mulheres, houve 2 internações em UTI neo a cada 1000 partos planejados em casa versus 8 internações a cada 1000 no hospital.
Para os desfechos maternos, nos partos planejados em casa (quando comparados ao hospital), houve um aumento de 3 vezes na chance de conseguir um parto vaginal normal; uma redução de 65% na chance de terminar em uma cesárea; uma redução de 63% no risco de um parto instrumental (vácuo ou fórceps); um aumento de 15% na chance de um períneo íntegro; uma redução de 43% na chance de uma laceração perineal grave; e uma redução de 23% na chance de hemorragia pós-parto com perda de mais de 1 litro de sangue. Todas essas diferenças em favor do parto domiciliar planejado e não houve nenhum desfecho em favor do parto hospitalar. Convém lembrar que as análises são feitas de acordo com o local planejado para o parto, ainda que tenha havido transferência, por exemplo.
Conclusão dos autores: "Os resultados demonstram que, em estudos rigorosamente selecionados de mulheres de risco habitual em países de alta renda, o local planejado para o parto parece ter pouco impacto signif**ativo em desfechos perinatais adversos. No entanto, mulheres que planejaram parir em casa de parto ou em domicílio tiveram chance signif**ativamente menor de intervenção e morbidade (complicações) graves no trabalho de parto e parto". Ou seja, parto em casa não leva, segundo as evidências obtidas destes 28 estudos, nos contextos em que foram realizados, a aumento do risco de óbito ou internação em UTI neonatal para o feto/recém-nascido e ainda está associado a redução do risco de cesárea, parto instrumental e complicações maternas.

https://www.midwiferyjournal.com/article/S0266-6138(18)30097-4/fulltext

--> Cabe lembrar que, embora os conselhos brasileiros regionais de medicina desaconselhem o parto domiciliar, órgãos como a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Federação Internacional de Obstetras (FIGO), o American College of Nurse Midwives, a American Public Health Association, o Royal College of Midwives (RCM) e o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG) apoiam a esolha pelo parto domiciliar para mulheres com gestações saudáveis.

Ou seja, o parto domiciliar é uma opção aceitável e segura para gestantes de baixo risco, desde que realizado de maneira adequada. No entanto, assim como no parto hospitalar e na cesariana, a paciente deve estar devidamente orientada quanto aos riscos (que são baixos, mas não são inexistentes) e a possibilidade de desfechos negativos e inesperados, compartilhando com a equipe a responsabilidade sobre essa escolha. Por exemplo: mesmo nos países com a menor taxa de mortalidade do mundo, cerca de 1 a cada 500 bebês não vai sobreviver, independente do local e da via de parto.

E para quem diz que as mulheres que optam por parto domiciliar são leigas e não estão devidamente informadas sobre os riscos, finalizo com uma matéria sobre médicas que optaram por parto em casa:

http://maternar.blogfolha.uol.com.br/2014/10/08/medicas-tambem-optam-pelo-parto-domiciliar/

Foto: Parto com Arte

20/08/2018
24/07/2018

Frequentemente retratado de forma distorcida como um momento apenas de dor e sofrimento para a mãe, o trabalho de parto espontâneo é muito mais do que isso.

25/04/2018
Boa semana ❤️
17/04/2018

Boa semana ❤️

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