14/08/2026
Você deve ter percebido que, em nossas artes, escolhemos usar a palavra “Neurodivertido” em vez de “neurodivergente”.
Mas por quê?
Primeiro, é importante deixar claro: “Neurodivertido” não é um termo clínico. É uma escolha afetiva e criativa para esta campanha.
E essa escolha não tem a intenção de glamourizar a neurodivergência, minimizar as dificuldades ou apagar o peso que determinadas limitações podem trazer para o desenvolvimento e para a rotina de uma família.
Nós conhecemos os desafios.
São muitas idas e vindas às terapias, avaliações, adaptações, preocupações e investimentos. É uma caminhada que exige tempo, dedicação, paciência e, muitas vezes, renúncias.
Mas essa trajetória não é feita somente de dificuldades.
Ela também é feita de alegrias, descobertas, aprendizados e vitórias. É aprender a celebrar aquele primeiro olhar, uma palavra nova, uma pequena conquista na escola, uma brincadeira compartilhada ou uma habilidade que, para algumas pessoas, pode parecer simples, mas para aquela criança e sua família representa um avanço enorme.
Usamos “Neurodivertido” porque queremos falar de inclusão com leveza, acolhimento e esperança.
Não para negar os desafios, mas para lembrar que nenhuma dificuldade é capaz de resumir uma pessoa.
Por trás de cada diagnóstico existe uma criança, um adolescente ou um adulto com sua própria história, suas potencialidades, sua maneira de aprender e muitos motivos para celebrar.
Porque acolher também é reconhecer as dificuldades.
Incluir é respeitar as diferenças.
E amar é aprender a comemorar cada pequena grande vitória.
É por isso que, para esta campanha, somos Neurodivertidos: diferentes em nossa forma de existir e unidos na alegria de celebrar cada conquista.