06/01/2026
Hoje foi um dia intenso. Meu filho, de apenas 1 ano, passou por uma cirurgia de quatro horas e dez minutos. Apesar de tudo ter corrido dentro do esperado, ele sentiu muita dor, mesmo medicado com morfina. Ainda chora bastante, quer apenas colo e está em dieta líquida. À tarde conseguiu mamar apenas 10 ml e, à noite, aceitou um pouco do caldinho da sopa e gelatina, mas ainda assim bem menos do que costumava comer antes.
Nenhuma mãe quer ver seu filho doente. Uma simples gripe já parte o nosso coração. E, mesmo antes de ter o Bento, eu sempre me perguntei: será que posso reclamar, diante de tantas doenças sem cura?
Depois de muitas horas de choro sem co***lo e da exaustão tomar conta de mim, o desespero bateu. Sem saber mais o que fazer, deixei ele um pouco com a minha mãe e saí do quarto chorando. Caminhei pelo corredor e me deparei com outras crianças no hospital, enfrentando desafios ainda maiores. Vi um menino de apenas 5 anos em tratamento contra a leucemia e uma menininha de 4 anos que havia perdido um olhinho por causa do câncer. Conversei com mães que já estão ali há um, dois meses, vivendo essa rotina tão dura. Foi um verdadeiro tapa na minha cara — senti Deus falando comigo: “e você aí reclamando?”
Tudo isso me fez refletir sobre a gravidade da situação e, principalmente, sobre a importância de agradecer pelo que temos. Mesmo passando por um momento tão difícil, é essencial lembrar que há crianças enfrentando batalhas ainda maiores. Hoje, minha gratidão e minhas orações se estendem a elas também, pedindo força, conforto e cura.
Peço também que vocês, que sempre estiveram ao nosso lado, orem por essas crianças tão puras, que enfrentam doenças tão duras e injustas. Que Deus as cubra com Sua misericórdia e traga alívio, esperança e milagres. 🙏✨