11/07/2026
O último ano parece que passou mais rápido que os outros. Para mim, ele voou.
Vi o Cadu crescer diante dos meus olhos, cheio de personalidade e curiosidade. Vi o João chegar, saudável, trazendo ainda mais amor para a nossa família. Descobri, mais uma vez, que o coração de mãe realmente não se divide, só se multiplica.
Talvez eu não tenha entregado ao mundo a minha versão mais produtiva. Muitas vezes, senti que algumas partes de mim pareciam estar ficando pelo caminho.
Aquela perfeição que eu tanto almejava, que eu tanto perseguia e sobre a qual tantas vezes falei, cobra um preço muito alto. A tentativa de estar inteira para todos, o tempo inteiro, inevitavelmente encontra limites.
No fim das contas, descobri que não perdi nenhuma parte de quem eu sou. Apenas coloquei, por um tempo, o amor à frente da pressa. E isso também é uma forma de sucesso.
Aprendi a respeitar mais os meus limites sem sentir culpa. Entendi que presença vale mais do que performance. Descobri que fortaleza não é seguir no automático até se esgotar, mas construir bases firmes para sustentar aquilo que realmente importa.
E chegando aos 37, percebo que amadurecer não é fazer tudo. É escolher, com sabedoria, o que merece permanecer.
Entre todas as conquistas deste ano, a maior delas foi encontrar paz em quem estou me tornando.
Que Deus me conceda a graça de continuar crescendo sem perder a sensibilidade, realizando sem perder a essência, servindo sem me abandonar e vivendo cada nova fase com gratidão.
Os 37 chegam, e eu os recebo com o coração cheio. ♥️