27/08/2026
Espiculaectomia no Paciente Idoso e Diabético: Atenção, Precisão e Alívio
A espiculaectomia é o procedimento podológico responsável pela remoção da espícula (pedaço de unha que encrava e penetra a pele da prega ungueal). Quando realizada em pacientes idosos e diabéticos, essa intervenção ganha um caráter ainda mais crítico e preventivo.
Por que o cuidado precisa ser redobrado?
Neuropatia e Perda da Sensibilidade: Pacientes diabéticos frequentemente desenvolvem diminuição da sensibilidade nos pés. Isso faz com que a dor de uma unha encravada não seja percebida nos estágios iniciais, permitindo que a espícula continue lesionando a pele e agravando o quadro sem o paciente notar.
Má Circulação e Cicatrização Lenta: A alteração vascular comum ao diabetes reduz o fluxo sanguíneo periférico. Qualquer corte, fissura ou ferida causada por uma unha encravada torna-se uma porta de entrada para infecções graves, com alto risco de complicações no pé diabético.
Pele Fragilizada e Unhas Espessadas na Terceira Idade: Com o envelhecimento natural, as unhas tendem a se tornar mais espessas (onicofose ou onicogrifose) e a pele mais fina e ressecada, tornando o procedimento de retirada da espícula ainda mais delicado.
Como deve ser o procedimento podológico?
Técnica Biossegura e Não Invasiva: A remoção da espícula deve ser feita com instrumental estéril, corte preciso e sem lesionar o tecido vivo.
Avaliação Cuidosa: Identificação prévia do formato da unha, presença de supuração, hipergranulação (carne esponjosa) e estado vascular da região.
Orientação ao Paciente e Familiares: Higienização correta, escolha adequada de calçados (sem compressão nos dedos) e acompanhamento periódico para evitar recidivas.
Conclusão: A espiculaectomia realizada por um profissional qualificado garante não apenas a alívio imediato da dor, mas preserva a saúde integrativa do pé diabético, prevenindo complicações graves e promovendo qualidade de vida e mobilidade ao idoso.