10/05/2026
Depois do segundo filho, todos os próximos filhos parecem loucura.
Eu acho mesmo que há um pouco de loucura, ou muita!
Dentre tantas demandas dos mais velhos, chega um novo ser que não sabe dormir, se comunicar, comer. Que chora, quer colo, tem cólica e mama muito.
Parece que as coisas estão mais atropeladas e intensas. Eu ando por ai tentando dar conta de todos, das demandas de casa, das minhas dores.
Eu poderia sim, re-clamar.
Porque é facil? Nem de perto!
Mas já pensou se Deus não tivesse me mandado algum deles?
O coração da mãe não divide, ele milagrosamente multiplica amor, multiplica cuidado, multiplica disposição.
Na eterna dança da romantização e culpabilização da maternidade, digo que para mim, ser mãe é um luto pela mulher que eu era ontem, um constante querer ser melhor, um eterno equilibrar de sentimentos, um viver de amor louco, gigantesco e sem limites e uma continua gratidão pelo dom de Deus.
Enquanto mãe, mulher e obstetra que costuma dar alguns conselhos, eu hoje, desejo um dia das mães sereno, resiliente, feliz, pleno! Desejo complacência às vontades de Deus. Desejo que hoje, o trocar de fraldas, o fazer o alimento, o cuidado cotidiano seja encarado como benção e não como fardo!
Romantize seu maternar! Prometo que romantizarei o meu e olharei o copo meio cheio!
Viva a gente!