29/04/2026
Seu filho só aceita a mesma marca, a mesma textura ou o mesmo formato?
Muita gente enxerga isso como teimosia. Mas, em muitos casos, o que existe por trás é busca por previsibilidade
A criança aprende que aquele alimento sempre será parecido:
✔️ mesma aparência
✔️ mesmo cheiro
✔️ mesma textura
✔️ mesmo sabor
Ou seja: ela já sabe exatamente o que vai acontecer quando colocar aquilo na boca.
E isso reduz a chance de “surpresas”.
Para muitas crianças, principalmente as mais sensíveis ou dentro do TEA, uma mudança pequena pode ser sentida de forma muito maior. Então, escolher sempre o mesmo alimento vira uma forma de segurança.
Isso explica por que muitos alimentos industrializados e ultraprocessados acabam sendo mais aceitos: eles costumam ser muito padronizados. O sabor, a textura e a aparência quase não mudam. A criança sente que pode confiar naquela experiência.
Ela pensa, mesmo sem perceber:
“Eu sei que isso vai ser bom.”
“Eu sei o que esperar.”
“Isso não vai me assustar.”
O problema é que, a longo prazo, ficar preso sempre nos mesmos alimentos pode reduzir variedade nutricional, limitar o repertório alimentar e dificultar ainda mais novas aceitações.
A boa notícia? Isso pode ser trabalhado sem briga, sem pressão e sem forçar
Com estratégia certa, exposição gradual e respeito ao tempo da criança, é possível e é ideal construir mais flexibilidade alimentar.
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