02/08/2025
✨ Iniciamos mais um Agosto Dourado ✨
E este ano ele é ainda mais especial para mim: no dia 25/08 completo 2 anos amamentando o Bruno.
Foram 3 anos e 3 meses com a Helena, e agora quase 2 anos com o Bruno (e contando…).
A Helena me apresentou esse universo com intensidade: foi um processo mais “romântico”, cheio de expectativas, convicções e vontade de fazer tudo “certo”. Foi movido pela paixão – e, por isso mesmo, intenso.
Já com o Bruno, a experiência veio com mais leveza. Com mais técnica, como consultora, mas também com a bagagem da vivência. Já passei por isso antes. Hoje, amamento com mais racionalidade e consciência, e isso tem tornado o processo mais tranquilo.
Mas onde quero chegar com tudo isso?
Ao longo da minha vivência pessoal e profissional, compreendi que para amamentar não basta querer.
Não basta saber que o leite materno é o melhor alimento.
Quase toda mãe quer amamentar ao nascer seu bebê. E qualquer profissional de saúde vai afirmar a importância da amamentação.
Mas as histórias de cada amamentação são atravessadas por fatores sociais, culturais e emocionais que muitas vezes levam ao desmame precoce.
Hoje, apenas 46% dos bebês no Brasil estão em aleitamento materno exclusivo aos 6 meses.
Será que só 46% das mulheres têm “capacidade” de amamentar?
• A verdade é que amamentar exige apoio.
• Exige fortalecimento.
• Exige informação.
Amamentar não é só um ato de amor ou vínculo – embora isso também seja lindo.
Amamentar é sobre resistência, saúde pública, prevenção, e cuidado com o futuro dessa criança.
E é por tudo isso que sigo:
Sigo amamentando.
Sigo lutando pela amamentação.
Sigo acreditando que cada gota importa.
Que este Agosto Dourado seja mais uma vez um mês de informação, empatia e apoio.
Porque histórias individuais importam muito – e precisam ser ouvidas.
Mas é no coletivo que conseguimos mudar as estatísticas e ampliar o acesso a esse líquido poderoso.💛💛💛