30/08/2026
RELATO DE PARTO (parte 1)
Vou começar esse relato falando um pouco da gestação. Apesar de tudo ter evoluído de forma tranquila e sem complicações, Bento sempre apresentava percentis elevados para idade gestacional.
No início, a preocupação era de um diabetes gestacional que ficou oculto nos te**es de triagem convencionais, mas não era.
Ele era grande mesmo, do fêmur à cabeça k*kk e as glicemias eram sempre muito boas.
Ta, e qual o problema dele ser grande?
Então, meu desejo sempre foi o parto normal, mas eu não queria parir um bebê macrossômico (com mais de 4kg) porque como obstetra sei das possíveis complicações para o binômio, e esperar o trabalho de parto espontâneo poderia me custar esse desejo, pois pelo ritmo de ganho de peso, não demoraria de atingir isso rsrs.
Meu outro medo era desmaiar durante as contrações. Desde criança, quando eu sentia dores muito agudas e intensas eu desmaiava, após inúmeros exames e avaliações neurológicas a conclusão foi: “seu sistema nervoso desliga durante a dor como mecanismo de proteção”.
Isso me acompanhou a vida toda, inclusive, já adulta, mas eu me apeguei ao fato de que meu sistema nervoso não ia ser burro para desligar em um momento tão importante k*k e claro, muita oração! 🙏🏻
Com 37 semanas, fiz um ultrassom e o peso foi de 3.700g, desde então comecei a fazer TODOS os estímulos naturais possíveis para desencadear o trabalho de parto e me dei o “prazo” de aguardar só até as 39 semanas.
Quando cheguei às 38 semanas, comecei f**ar triste, angustiada, incomodada e com energia baixa.
Apesar de todos os estímulos, só sentia cólicas e dores pélvicas (que já me acompanhavam desde as 32 semanas).
Então o medo cresceu, as inseguranças aumentaram e pensar na cesárea estava cada vez mais frequente.
Dia 16, amanheceu “nublado” pra mim, zero vontade de qualquer coisa, até de comer (o que é raro pra minha pessoa rsrs).
Às 16 horas, fiz um shake (com substâncias que podem estimular o início do trabalho de parto) sem acreditar muito, apenas usando mais uma carta que eu tinha.
(Continua nos comentários)