10/08/2026
"Doutora, ele está tomando tudo direitinho, certinho nos horários!"
Se você é médico ou trabalha na saúde, essa frase provavelmente soou familiar.
Mas, às vezes, a realidade no dia a dia é outra: o remédio foi esquecido, a dose foi reduzida por conta própria ou o tratamento foi interrompido antes do tempo.
Na pediatria, isso é ainda mais delicado. Afinal, quem cuida, protege — e muitas vezes a omissão vem do medo de julgamento, da culpa por ter falhado em alguma dose ou do receio de levar bronca.
Mas aqui vai um lembrete essencial, com o coração aberto: eu não estou aqui para julgar ninguém. Estou aqui para cuidar, mas não posso evitar um “esporrinho” de vez em quando 🤔😄🤗
Quando você (ou os pais) omite que a medicação não está sendo usada como prescrito, quem sai perdendo é o paciente.
Veja os riscos reais dessa prática:
• Ajustes desnecessários no tratamento: Se eu acho que a dose máxima não está funcionando, posso desnecessariamente aumentar a medicação ou adicionar novos remédios, quando o problema real era apenas a adesão.
• Falsa impressão de resistência: Doenças como a asma podem parecer fora de controle, levando a exames desnecessários ou internações, quando o único gatilho foi a falta do uso contínuo da bombinha preventiva.
• Aumento de riscos: Interromper antibióticos ou corticoides abruptamente pode trazer complicações sérias e recidivas rápidas do quadro.
A relação entre médico e paciente (e família!) precisa ser um pacto de confiança e transparência.
Se o remédio tem gosto ruim, se o horário é inviável com a rotina da casa, ou se você simplesmente esqueceu: me conte!
Juntos, podemos ajustar o plano para a sua realidade. O importante é caminharmos na mesma direção pela saúde de quem você ama.
Me conta aqui nos comentários (pode ser sem se identif**ar!): Qual é a maior dificuldade na hora de dar o remédio ou seguir o tratamento em casa? Vamos conversar sobre isso!