25/04/2026
O uso de peptídeos de cobre, especialmente o GHK-Cu (Glicil-L-histidil-L-lisina cobre), tem despertado grande interesse na medicina regenerativa e estética devido à sua alta afinidade com o íon cobre e sua capacidade de modular a remodelação tecidual e a angiogênese.
Quando injetado, o metabolismo segue um caminho farmacocinético específico:
1. Absorção e Distribuição
Diferente da aplicação tópica, a injeção garante 100% de biodisponibilidade.
•Dissociação: Uma vez na corrente sanguínea, parte do complexo GHK-Cu permanece intacta, enquanto outra parte pode trocar o íon cobre com a albumina ou com a transcupreína, que são os principais transportadores plasmáticos de cobre.
•Afinidade Tecidual: O peptídeo GHK tem uma afinidade natural por receptores celulares envolvidos na cicatrização. Ele se distribui rapidamente para tecidos com alta demanda metabólica ou processos inflamatórios ativos, onde estimula a síntese de colágeno, elastina e glicosaminoglicanos.
2. Deposição (Armazenamento)
O corpo humano possui um sistema rígido de homeostase para o cobre, pois o metal livre é tóxico.
•Fígado: É o principal órgão de "depósito" e processamento. O cobre liberado do peptídeo é captado pelos hepatócitos e incorporado à ceruloplasmina, uma glicoproteína que distribui o cobre para o restante do organismo.
•Tecidos Alvo: O peptídeo propriamente dito não f**a "armazenado" por longos períodos; ele atua de forma intermitente. Já o cobre pode ser estocado no fígado ligado à metalotioneína, uma proteína de reserva.
3. Metabolismo e Degradação
Duas formas:
1. Proteólise:A parte peptídica (a sequência de aminoácidos Glicina-Histidina-Lisina) é quebrada por enzimas chamadas carboxipeptidades e aminopeptidades presentes no plasma e nos tecidos.
2. Liberação do Íon: O cobre entra no pool endógeno de oligoelementos do corpo, seguindo a mesma rota do cobre obtido via dieta.
3. Eliminação:
•Via Biliar: Cerca de 80% a 95%** do cobre é eliminado através da bile para as fezes, para evitar a toxicidade sistêmica.
•Via Renal: Uma pequena fração do cobre (menos de 5%) e os aminoácidos resultantes da quebra do peptídeo são filtrados pelos rins e eliminados na urina.