03/09/2026
Você olha para aquele prato quase intacto e sente o peito apertar:
“Só isso?”
A cena se repete. Você preparou tudo com carinho, mas ele aceitou apenas duas colheradas. A ansiedade aumenta e, aos poucos, a refeição pode virar um momento de tensão entre a sua expectativa e o quanto ele consegue comer.
Mas será que ele realmente come pouco… ou menos do que você esperava?
O apetite infantil não é uma medida fixa. Ele pode variar, e olhar apenas para o volume consumido pode fazer a família deixar de perceber outros aspectos importantes daquela alimentação.
Quando a preocupação com a quantidade vira insistência — “só mais uma colher”, “come mais um pouquinho” — a criança pode começar a viver a refeição com ainda mais desconforto. Respeitar seus sinais de fome e saciedade também faz parte da construção de uma relação mais segura com a comida.
E quando existem dificuldades alimentares ou particularidades sensoriais, entender o que está por trás da recusa se torna ainda mais importante. Textura, cheiro, temperatura, percepção de fome e saciedade e até o próprio ambiente podem interferir na experiência alimentar.
Por isso, antes de olhar para o prato e pensar “ele deveria comer mais”, talvez a pergunta possa ser:
“O quanto eu espero que ele coma corresponde ao que ele precisa e consegue comer hoje?”
Ajustar expectativas não significa deixar de acompanhar a alimentação. Significa olhar para a criança de forma mais individualizada, considerando crescimento, desenvolvimento, habilidades, rotina e relação com os alimentos.
Se você conhece uma mãe que também olha para o prato do filho e pensa “ele come tão pouco…”, compartilhe este post com ela.
Talvez o que ela precise hoje não seja fazer o filho comer mais, mas começar a olhar para esse momento com menos ansiedade e mais segurança.