28/09/2026
Ontem tive o privilégio de ser facilitadora de um ritual que reuniu nove mulheres. 🌿🤍
Confesso que, no início, me senti um pouco tensa energeticamente. Éramos nove mulheres, nove histórias, nove formas de sentir, nove energias completamente diferentes… e nem sempre é fácil acolher, sentir e gerir tudo aquilo que se cria quando tantas energias se encontram no mesmo espaço.
Mas, à medida que o ritual foi acontecendo, algo se tornou muito claro dentro de mim:
no fundo, aquilo que nos une é muito maior do que aquilo que nos diferencia.
Une-nos o amor.
A partilha.
A união.
A capacidade de acolher e de sermos acolhidas.
Somos todas mulheres.
Nenhuma de nós é melhor ou pior do que a outra. Nenhum caminho é superior ao caminho de alguém. Cada uma faz o seu trabalho da forma que sabe, com as ferramentas que tem e com aquilo que a sua alma lhe permite oferecer naquele momento.
E talvez precisemos, algumas vezes, de deixar o ego um pouco de lado para conseguirmos verdadeiramente reconhecer isso.
Todas temos capacidades diferentes. Há quem seja profundamente intuitiva. Há quem seja sensitiva. Há quem tenha o dom da palavra. Há quem cure através das mãos, da presença, da escuta ou simplesmente através da energia que transmite.
Eu própria reconheço que não sou uma pessoa de grandes discursos. Nem sempre consigo verbalizar tudo aquilo que sinto.
Quando falo, falo com o coração.
E essa será sempre a minha verdade.
Sou muito mais sensitiva. Sinto profundamente as pessoas, os ambientes e as energias e, por vezes, isso também me desafia.
Mas ontem voltei a perceber que nem tudo precisa de palavras.
Às vezes, um olhar diz tudo.
Um abraço diz tudo.
Uma mão pousada sobre outra diz tudo.
Um silêncio partilhado pode dizer muito mais do que um grande discurso.
E talvez seja essa uma das maiores aprendizagens que levo deste encontro.
Éramos nove mulheres completamente diferentes.
Mas, despidas dos nossos títulos, das nossas crenças, das nossas capacidades, das nossas inseguranças e até dos nossos egos… somos iguais.
Todas viemos do mesmo lugar.
Todas fomos, um dia, geradas no útero de uma mulher.
Todas começámos a nossa história nesse espaço sagrado onde a vida ganhou forma.
Gratidão