27/08/2026
𝐂𝐚𝐛𝐨 𝐕𝐞𝐫𝐝𝐞 𝐧𝐚 𝟕𝟔.ª 𝐒𝐞𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐝𝐚 𝐎𝐌𝐒 𝐀́𝐟𝐫𝐢𝐜𝐚: 𝐎 𝐧𝐨𝐯𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐚𝐟𝐢𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐞𝐥𝐢𝐦𝐢𝐧𝐚𝐫 𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐦𝐢𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐯𝐞𝐫𝐭𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐝𝐨 𝐕𝐈𝐇
Na 76.ª Sessão do Comité Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a África, o Ministro da Saúde de Cabo Verde, Lúcio Miranda Fernandes, anunciou a nova grande meta nacional: alcançar a certif**ação internacional da eliminação da transmissão vertical do VIH (de mãe para filho). Com apenas 2 casos registados de transmissão vertical desde 2019, Cabo Verde inicia agora o processo para obter esta importante certif**ação, tendo solicitado o apoio técnico da OMS para acompanhar este percurso e consolidar mais um marco histórico para o país e para o continente africano.
Durante a sua intervenção como orador convidado no painel “Eliminação de Múltiplas Doenças em África: Celebrar os Ganhos e Acelerar os Progressos”, o Ministro destacou que Cabo Verde tem hoje uma das histórias de maior sucesso em saúde pública na Região Africana. O país alcançou três certif**ações internacionais de enorme relevância: país livre da poliomielite, eliminação do paludismo e eliminação do sarampo e da rubéola, demonstrando que é possível eliminar múltiplas doenças quando existem políticas públicas consistentes, investimento contínuo e forte mobilização nacional.
O governante partilhou igualmente a experiência cabo-verdiana na eliminação do paludismo, sublinhando que este resultado foi alcançado graças ao reforço da vigilância epidemiológica, ao fortalecimento dos cuidados de saúde primários, ao investimento na prevenção, ao trabalho articulado entre diferentes instituições e ao envolvimento ativo das comunidades. Na sua intervenção, Lúcio Miranda Fernandes defendeu que a eliminação de doenças não constitui um ponto de chegada, mas sim um processo contínuo que exige vigilância permanente, capacidade de resposta, financiamento sustentável e forte participação comunitária.
“A saúde pública não conhece fronteiras. Acreditamos que o sucesso de um país pode inspirar o sucesso de todo um continente”, afirmou o Ministro, reiterando a disponibilidade de Cabo Verde para continuar a partilhar experiências, boas práticas e conhecimento técnico, contribuindo para acelerar os progressos da saúde pública em África.