22/06/2026
Gonçalo Ramos falou de forma honesta sobre a perda gestacional que viveu com a sua companheira.
Falou da alegria do teste positivo, mas também da dor, do stress e da culpa que tantas mulheres sentem neste processo.
A maioria das perdas gestacionais acontece nas primeiras 12 semanas, e estima se que ocorram em 10 a 20% das gravidezes. No segundo trimestre, rondam is 3 a 4%.
Estes números assustam, mas também lembram que não estás sozinha. E, por muito que te questiones porque a ti, o que fizeste de errado, quero lembrar te disto: a culpa não é tua. Muitas perdas acontecem por alterações cromossómicas no bebé e não por algo que fizeste ou deixaste de fazer. Outros fatores contributivos podem incluir desequilíbrios hormonais, espessura do útero insuficiente ou dificuldades na implantação. A maioria destas perdas não pode ser prevenida e, muitas vezes, é a natureza a seguir o seu próprio curso. E isso torna tudo ainda mais difícil, porque nem sempre há uma razão clara para explicar o que aconteceu.
Porque todas estas emoções, desde a construção do sonho com o positivo até ao chão que parece desabar com a perda, a tristeza, a frustração e a culpa, nada têm a ver com a duração da gravidez. Têm a ver com a experiência vivida e com aprender a viver com aquilo que poderia ter sido.
Uma forma útil que experiencio e recomendo às minhas clientes nestes momentos é a escrita, o journalling, falar com aqueles que amam e em quem confiam, e também práticas de relaxamento e respiração para ajudar o corpo a lidar com esta montanha russa emocional.
Ao mesmo tempo, garantir uma alimentação rica em nutrientes, especialmente vegetais de folha verde, fruta e proteína magra, pode ajudar na recuperação.
Dá te tempo para sentir, validar a tua dor e priorizar aquilo que te nutre. Cuida de ti com amor.
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