10/05/2026
A despedida tem um jeito estranho de medir o amor.
Quanto mais alguém ocupou espaço dentro da gente, mais a ausência parece pesada quando chega a hora de partir.
Dói porque a pessoa não leva só a própria presença — leva os hábitos pequenos, as conversas que viraram abrigo, a companhia na mesa do café, nas brincadeiras, no riso solto. F**a um silêncio onde antes havia presença. E o coração demora a entender que alguém pode continuar importante mesmo estando longe.
Há despedidas que parecem injustas justamente porque nasceram de algo bonito. Quando alguém nos conquista de verdade, cria raízes em lugares que nem sabíamos que existiam. Então a distância não é só geográfica; ela mexe na rotina, na memória, no corpo inteiro.
Mas existe algo curioso nisso tudo: a dor da despedida também revela que houve encontro. Que houve afeto real. Amar alguém nunca vem sem risco — o risco da distância, da mudança, da falta. Ainda assim, sempre vale a pena, porque certas pessoas transformam nossa vida mesmo quando não permanecem nela da forma que queríamos.
E talvez uma das partes mais difíceis seja aceitar que amar não impede a partida, gostaria que sentimento fosse suficiente para manter tudo perto. Nem sempre é. Mas o amor continua existindo de outros modos: na lembrança, no que aprendemos, na forma como passamos a olhar o mundo depois daquela pessoa.
A despedida dói porque ninguém sai ileso de um vínculo verdadeiro.
E, ao mesmo tempo, é justamente isso que prova que o que foi vivido teve importância.
Rere, Kendra já estou com saudade.
😢