17/02/2022
Restrição calórica e envelhecimento
A restrição calórica leva a uma diminuição da relação ATP/AMP, activando assim o principal sensor de nutrientes do corpo: AMPK.
A AMPK bloqueia a função do mTOR, pois o mTOR tem um papel importante na regulação do equilíbrio entre o crescimento celular e a autofagia, a diminuição de nutrientes leva à indução da autofagia. AMPK estimula a função NAMPT e a liberação de PGC-1a. NAMPT converte nicotinamida em NAD+. O PGC-1a é o regulador da biossíntese mitocondrial (aumentando a massa das células mitocondriais para produzir mais ATP) que, portanto, aumentará se mais PGC-1a for liberado. Os níveis de NAD aumentam durante a restrição calórica, levando ao aumento da actividade da SIRT1. SIRT1 bloqueia a via da insulina/IGF-1. O aumento da actividade de SIRT1 leva à activação dos genes FOXO/p53. FOXOs são fosforilados por AKT e isso atenua os estímulos apoptóticos e reduz a expressão do estresse oxidativo. No final, estes efeitos resultam em maior resistência ao stress e melhor expectativa de vida e saúde.