Paulo Victor B Pinto

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Plantão diurno, 5 IAMs (STEMI). Tem dia que a gente não para desde o primeiro café.Caso 1 — Angioplastia de resgate pós-...
23/08/2026

Plantão diurno, 5 IAMs (STEMI). Tem dia que a gente não para desde o primeiro café.

Caso 1 — Angioplastia de resgate pós-fibrinólise sem sucesso. Perda importante da função ventricular, infelizmente, mas a artéria foi reaberta.

Caso 2 — IAM de parede inferior com BAV avançado. Implante de marcapasso temporário e recanalização com stent na CD.

Caso 3 — IAM com grande carga de trombo. Aspiração de trombo seguida de implante de stent com sucesso.

Caso 4 — Mais um IAM de parede inferior, tratado com angioplastia primária.

Caso 5 — Trombose aguda de DA, sem lesão ateromatosa aparente. Realizada aspiração dos trombos e mantida dupla antiagregação plaquetária forte.

Caso 6 - Paciente com IAM, lesão severa em TCE, DA ocluída e CX. Tratado com implante stents em bifurcação DA CX TCE pela técnica mini-crush.

Seis apresentações diferentes, cinco histórias diferentes, uma equipe trabalhando o dia inteiro para trazer cada um desses pacientes de volta.

Esse volume e essa complexidade a gente só vê mesmo no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes 😅 - PLANETA MESSEJANA!!

Caso de hoje: TAVR em uma paciente de 89 anos com estenose aórtica grave (gradiente médio de 50 mmHg), anel valvar peque...
23/08/2026

Caso de hoje: TAVR em uma paciente de 89 anos com estenose aórtica grave (gradiente médio de 50 mmHg), anel valvar pequeno (área de 310 mm², perímetro de 61 mm) e aorta descendente muito tortuosa.

Desafio técnico superado com a prótese Navitor Vision de 23 mm, após pré-valvuloplastia com balão de 18 mm.

Acesso bifemoral, com o sistema AngelGuide (tamanho *extra small*) navegando pelo trajeto tortuoso da aorta. Fio-guia Lunderquist de prontidão como *backup* — felizmente, não foi necessário.

Resultado final: gradiente médio de 3 mmHg, ausência de vazamento paravalvar e excelente posicionamento da prótese.

Planejamento pré-procedimento e da seleção criteriosa do dispositivo em anatomias desfavoráveis muda resultado. Um anel pequeno associado a uma aorta tortuosa coloca toda a equipe à prova do início ao fim — e ver a prótese funcionar perfeitamente ao final faz tudo valer a pena. Gabrielle Sousa. Cardiomedicc Dr. Carlos Mota Dr. Daniel Trompieri Renato Áttila Hedilberto Feitosa Leandro Sá Hospital Cura d’Ars

Na cardiologia moderna, alguns casos não devem ser decididos por um único especialista‼️Pacientes com doença arterial co...
18/08/2026

Na cardiologia moderna, alguns casos não devem ser decididos por um único especialista‼️

Pacientes com doença arterial coronariana complexa — especialmente aqueles com múltiplas comorbidades, anatomia de alto risco ou necessidade de estratégias de revascularização — podem se beneficiar da discussão multidisciplinar entre cardiologistas clínicos, intervencionistas, cirurgiões e especialistas em imagem.

O mesmo acontece nas doenças estruturais do coração, como estenose aórtica, insuficiência mitral e tricúspide, cardiopatias congênitas e outras condições em que a escolha entre tratamento clínico, cirurgia ou intervenção percutânea precisa considerar muito mais do que a anatomia.

O Heart Team integra diferentes perspectivas para responder às perguntas mais importantes:

• Qual é a melhor estratégia para este paciente?
• Cirurgia ou tratamento percutâneo?
• Qual procedimento oferece maior benefício e menor risco?
• A anatomia é adequada para uma intervenção?
• Qual o impacto da decisão na qualidade e na expectativa de vida?

Mais do que escolher um procedimento, o objetivo é escolher a melhor estratégia para cada paciente.

Porque, em casos complexos, decisões compartilhadas e multidisciplinares podem fazer a diferença. 🫱🏼‍🫲🏽

Avaliação fisiológica das obstruções coronáriasA angiografia mostra a anatomia. A fisiologia mostra o impacto funcional ...
17/08/2026

Avaliação fisiológica das obstruções coronárias

A angiografia mostra a anatomia. A fisiologia mostra o impacto funcional da doença coronária.

Hoje, durante a coronariografia, podemos realizar uma avaliação muito mais completa:

🔹 FFR – relação Pd/Pa durante hiperemia máxima. ≤0,80 sugere lesão funcionalmente significativa.

🔹 iFR – índice de repouso, analisado no período wave-free. ≤0,89 indica repercussão fisiológica.

🔹 RFR – avalia o menor valor de Pd/Pa durante todo o ciclo cardíaco, sem hiperemia. ≤0,89 sugere significância funcional.

🔹 DFR | Boston Scientific – índice não hiperêmico que analisa uma janela diastólica específica, sem adenosina. ≤0,89 é o ponto de corte utilizado. DFR e iFR apresentam elevada equivalência numérica. (www.bostonscientific.com⁠)

🔹 CFR – avalia a capacidade global de aumentar o fluxo coronário durante hiperemia. Redução da CFR pode refletir doença epicárdica e/ou microvascular.

🔹 IMR – quantifica a resistência da microcirculação. IMR ≥25 sugere disfunção microvascular. (OUP Academic⁠)

E podemos avançar ainda mais com HMR, MRR, te**es com acetilcolina e avaliação de vasoespasmo, além de IVUS e OCT.

👉 O resultado é uma verdadeira avaliação funcional da árvore coronária, permitindo diferenciar doença focal, doença difusa, lesões intermediárias e disfunção microvascular.

Para o cardiologista clínico, isso é particularmente relevante naquele paciente com angina persistente, lesões intermediárias ou coronárias sem obstrução significativa, quando a angiografia isoladamente não explica os sintomas.

Anatomia mostra a lesão.
Fisiologia ajuda a identificar se ela é realmente responsável pela isquemia.

Caso da semana de M-TEER com dispositivo Pascal para caso de IM severa Secundária forma ventricular. IM com refluxo em v...
15/08/2026

Caso da semana de M-TEER com dispositivo Pascal para caso de IM severa Secundária forma ventricular. IM com refluxo em veias pulmonares com jato central > 50% AE. Implantado 1 Pascal 10 central e 2 Pascal ACE lateral e medial da Edwards Lifesciences . Resolução completa da IM, mantendo gradiente AE-VE

No cuidado com o coração, cada detalhe importa. Hoje homenageamos os cardiologistas que, com conhecimento, experiência e...
14/08/2026

No cuidado com o coração, cada detalhe importa. Hoje homenageamos os cardiologistas que, com conhecimento, experiência e dedicação, trabalham todos os dias pela prevenção, pelo diagnóstico e pela saúde de seus pacientes. Feliz Dia do Cardiologista! 👏🏼🫀

Muito honrado em participar do 31º Congresso Cearense de Cardiologia – 2026. 🫀Um momento especial de atualização científ...
13/08/2026

Muito honrado em participar do 31º Congresso Cearense de Cardiologia – 2026. 🫀

Um momento especial de atualização científica, troca de experiências e discussão dos avanços que estão transformando a prática da Cardiologia, especialmente no campo da Cardiologia Intervencionista e das terapias estruturais.

Congressos como esse fortalecem a nossa missão de buscar constantemente o melhor para nossos pacientes, unindo ciência, experiência e inovação.

Parabéns à organização e a todos os colegas que fazem parte desse grande encontro da Cardiologia cearense! 👏🏻

Nem toda dor torácica é infarto. Mas toda dor potencialmente isquêmica merece avaliação sistemática.🔴 Quando suspeitar d...
12/08/2026

Nem toda dor torácica é infarto. Mas toda dor potencialmente isquêmica merece avaliação sistemática.

🔴 Quando suspeitar de SCA?

Dor ou desconforto opressivo, retroesternal, especialmente desencadeado por esforço, com irradiação para braço, mandíbula, dorso ou epigástrio.

Mas as apresentações podem ser atípicas: dispneia, sudorese, náuseas, síncope ou fadiga podem representar equivalentes anginosos, especialmente em idosos, mulheres e diabéticos.

🧠 O diagnóstico não está apenas na dor

A avaliação deve integrar:

1. ECG de 12 derivações — idealmente em até 10 minutos. ECG normal não exclui SCA; diante de suspeita persistente, realizar ECGs seriados.

2. Troponina de alta sensibilidade (hs-cTn) — é o biomarcador preferencial. Porém:

Troponina elevada ≠ necessariamente infarto.

Ela indica lesão miocárdica e pode ocorrer no IAM tipo 1 ou 2, miocardite, IC, TEP, taquiarritmias, sepse, doença renal, entre outras condições.

O diagnóstico de IAM exige elevação/queda da troponina associada a evidências de isquemia.

🟢 E quando pensar em outras causas?

Dor claramente pleurítica, reprodutível à palpação ou relacionada aos movimentos reduz a probabilidade de SCA, mas não substitui a avaliação clínica quando a suspeita é relevante.

Sempre considerar diagnósticos potencialmente fatais:

TEP • dissecção de aorta • pneumotórax • pericardite • miocardite

📌 Para o cardiologista

Dor torácica ≠ diagnóstico.
Troponina elevada ≠ infarto.
ECG normal ≠ exclusão de SCA.

A abordagem atual combina probabilidade clínica + ECG + hs-cTn seriada + protocolos de decisão clínica, direcionando o paciente para alta segura, observação ou estratégia invasiva.

👨‍👩‍👧 Para o paciente

Dor nova ou persistente no peito, principalmente associada a falta de ar, suor frio, náusea, desmaio ou irradiação para braço/mandíbula/dorso, deve ser avaliada imediatamente em um serviço de emergência.

❤️ No infarto, tempo é músculo.

🫀 TAVI em pacientes mais jovens: já chegou a hora?Durante muitos anos, o implante transcateter de válvula aórtica (TAVI)...
06/08/2026

🫀 TAVI em pacientes mais jovens: já chegou a hora?

Durante muitos anos, o implante transcateter de válvula aórtica (TAVI) foi reservado para pacientes idosos ou com alto risco cirúrgico. Mas a evolução das próteses, da técnica e das evidências científicas mudou esse cenário.

🤔 Afinal, um paciente de 60 ou 65 anos já pode fazer TAVI?

A resposta não é tão simples.

Antes da escolha, precisamos avaliar diversos fatores:
✔️ Idade cronológica e expectativa de vida.
✔️ Anatomia da valva e da aorta.
✔️ Risco cirúrgico.
✔️ Durabilidade da prótese.
✔️ Possibilidade de futuras intervenções (TAVI-in-TAVI ou cirurgia).
✔️ Presença de outras doenças cardíacas que necessitem tratamento cirúrgico.

📌 Mais importante do que perguntar “qual é a idade?” é perguntar:

➡️ Qual é a melhor estratégia para este paciente ao longo de toda a sua vida?

Cada caso deve ser discutido por um Heart Team, individualizando a decisão e considerando não apenas o presente, mas também as possibilidades futuras.

💬 Agora quero saber sua opinião:

❓Existe uma idade mínima para indicar TAVI?
❓Você indicaria TAVI para um paciente de 58 anos?
❓O que pesa mais na decisão: a idade ou a anatomia?

Deixe sua resposta nos comentários! Vamos discutir esse tema que está transformando o tratamento da estenose aórtica.

A estenose aórtica já foi uma doença com poucas opções de tratamento para muitos pacientes. Hoje, vivemos uma verdadeira...
31/07/2026

A estenose aórtica já foi uma doença com poucas opções de tratamento para muitos pacientes. Hoje, vivemos uma verdadeira transformação na cardiologia intervencionista.

👉🏼 Com o avanço das técnicas minimamente invasivas, especialmente o Implante Transcateter de Válvula Aórtica (TAVI), pacientes que antes eram considerados de alto risco para cirurgia, e agora também muitos pacientes de risco intermediário e baixo, podem ser tratados com segurança, recuperação mais rápida e excelentes resultados.

O futuro aponta para procedimentos cada vez mais precisos, guiados por imagens avançadas, próteses de nova geração e uma abordagem individualizada, permitindo oferecer o tratamento mais adequado para cada paciente.

🫀 O papel do cardiologista intervencionista (hemodinamicista) é fundamental nesse processo: desde a avaliação clínica e anatômica, passando pelo planejamento do procedimento, até a realização do implante da válvula em conjunto com o Heart Team.

É importante lembrar: nem todo sopro é benigno e sintomas como falta de ar, dor no peito, tonturas ou desmaios podem ser sinais de uma estenose aórtica importante. O diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença.

Estamos à disposição para avaliar pacientes com suspeita ou diagnóstico de estenose aórtica e discutir, de forma individualizada, as melhores opções terapêuticas, incluindo o tratamento percutâneo quando indicado.

💬 Você conhece alguém que recebeu o diagnóstico de estenose aórtica ou tem dúvidas sobre o TAVI? Deixe sua pergunta nos comentários!

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