03/10/2026
E se estivermos tão ocupados a medir a amamentação que nos esquecemos de observar o bebé?
Quantos minutos mamou.
Quantos mililitros bebeu.
Quantas vezes mamou hoje.
Quantas horas passaram desde a última ma**da.
Quanto leite tirámos na bomba.
Quantas sessões de extração fizemos.
Quantas fraldas molhadas.
Hoje conseguimos transformar quase tudo em números.
E os números podem ser úteis.
O peso, o crescimento e a eliminação são dados clínicos importantes.
Mas há uma coisa que nenhuma aplicação consegue fazer por nós: observar verdadeiramente o nosso bebé.
A amamentação não é apenas uma quantidade de leite que entra.
É uma relação.
É comunicação.
É um bebé que dá sinais e um adulto que aprende, pouco a pouco, a reconhecê-los e a responder-lhes.
Conseguimos saber muitas coisas através da observação.
Aliás, a alimentação responsiva baseia-se precisamente nisso: reconhecer os sinais de fome e saciedade do bebé e responder-lhes de forma adequada.
Não significa ignorar o peso.
Não significa ignorar as fraldas.
Não significa dizer às famílias “confia no teu bebé” quando existem sinais clínicos de que alguma coisa não está bem.
O instinto materno existe! Não tenhas medo de o ouvir e de confiar nele. 🤍