Drª Cátia Duque - Psicologia e Hipnose Clinica

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Psicóloga Clinica | Hipnoterapia & Hipnoparto
Integra também a Terapia de Som, Mindfulness, Reiki, Breathwork, Constelações Familiares e Trance Dance, criando espaços de acolhimento para bem-estar e transformação interior, aliando ciência e sensibilidade.

15/09/2026
REGRESSO ÀS AULAS TAMBÉM MEXE COM EMOÇÕES O regresso às aulas pode trazer entusiasmo, reencontros e vontade de começar.M...
14/09/2026

REGRESSO ÀS AULAS TAMBÉM MEXE COM EMOÇÕES

O regresso às aulas pode trazer entusiasmo, reencontros e vontade de começar.
Mas também pode trazer medo, ansiedade, insegurança, irritabilidade, dificuldades em separar-se dos pais ou simplesmente uma maior necessidade de tempo para readaptar-se.

Nem sempre uma criança que não quer ir para a escola está apenas a fazer uma birra.
Nem sempre um adolescente que responde mal está apenas a ser mal-educado.
Por vezes, há emoções difíceis por detrás de comportamentos que não sabemos interpretar.
E quando olhamos apenas para o comportamento, podemos perder aquilo que a criança ou o jovem está a tentar comunicar.

Em vez de perguntar apenas:
❌ “Porque é que estás a fazer isso?”

Podemos experimentar perguntar:

🤍 “O que está a ser difícil para ti?”
🤍 “Há alguma coisa que te esteja a preocupar?” 🤍 “Como posso ajudar-te?”

Acolher não significa permitir tudo.
Significa procurar compreender antes de corrigir. Estabelecer limites sem humilhar. Dar espaço para falar, sem desvalorizar. E lembrar que cada criança tem o seu próprio ritmo de adaptação.
Nem sempre aquilo que parece falta de vontade é falta de vontade. Às vezes, é ansiedade. Às vezes, é medo. Às vezes, é apenas uma criança a tentar lidar com mais do que consegue explicar.

Neste regresso às aulas, talvez possamos estar mais atentos ao que existe por detrás dos comportamentos.Porque acompanhar também é aprender a escutar aquilo que nem sempre é dito por palavras.

DEPOIS DE PERGUNTAR, SABER ESCUTARNo dia 10 falámos sobre a importância de perguntar. Hoje vamos falar sobre aquilo que ...
11/09/2026

DEPOIS DE PERGUNTAR, SABER ESCUTAR

No dia 10 falámos sobre a importância de perguntar. Hoje vamos falar sobre aquilo que vem depois: saber escutar.

Quando alguém nos diz que não está bem, que está cansado/a de tudo ou que já não encontra saída, podemos sentir vontade de encontrar imediatamente uma solução.

Queremos dizer alguma coisa que alivie a dor, dar um conselho, mostrar que há coisas boas na vida, dizer que vai ficar tudo bem. Mas, naquele momento, talvez a pessoa não precise de uma solução.

Talvez precise de alguém que consiga ficar e que escute sem interromper, sem julgar, sem comparar sofrimentos, sem dizer “tens de ser forte” e sem tentar transformar imediatamente a dor em pensamento positivo.

Podemos simplesmente dizer:
🤍 “Estou aqui.”
🤍 “Quero ouvir-te.”
🤍 “O que estás a sentir é importante para mim.”
🤍 “Não tens de passar por isto sozinho/a.”
🤍 “Vamos procurar ajuda juntos.”

Escutar não significa assumir a responsabilidade por salvar alguém. Significa não deixar a pessoa sozinha com o seu sofrimento e ajudá-la a aproximar-se do apoio de que precisa.

E se aquilo que ouvirmos nos preocupar, não devemos carregar essa preocupação sozinhos. Podemos procurar ajuda profissional e envolver pessoas de confiança, sobretudo quando existe risco imediato.

Às vezes, não temos as palavras certas e está tudo bem. Porque cuidar de alguém nem sempre é saber o que dizer.
Às vezes, é simplesmente ter coragem para perguntar, disponibilidade para escutar e presença suficiente para ficar.

🕊️ Que possamos aprender a perguntar “Como estás realmente?” e a estar preparados para ouvir a resposta.

🕊️ 10 DE SETEMBRO | DIA MUNDIAL DA PREVENÇÃO DO SUICÍDIOQuando alguém diz “já não aguento”, vamos escutar.“Estou cansado...
10/09/2026

🕊️ 10 DE SETEMBRO | DIA MUNDIAL DA PREVENÇÃO DO SUICÍDIO

Quando alguém diz “já não aguento”, vamos escutar.

“Estou cansado/a de tudo.”
“Já não consigo mais.”
“Não vejo saída.”

Perante estas palavras, nem sempre sabemos o que dizer.

Podemos responder: “Não penses nisso.” “Isso vai passar.” “Tens de ser forte.”

Mas uma pessoa que está em profundo sofrimento pode, antes de mais, precisar de sentir que pode falar sem ser julgada, criticada ou ter a sua dor desvalorizada.

Podemos perguntar diretamente:

“Estás a pensar em suicídio?”

Perguntar não coloca a ideia na cabeça de alguém. Pelo contrário, pode abrir uma porta para uma conversa que, de outra forma, talvez não acontecesse.

Se estamos preocupados com alguém, podemos escutar, permanecer presentes e ajudar a procurar apoio. Podemos envolver uma pessoa de confiança e procurar ajuda profissional.

Prevenir o suicídio também passa por estarmos atentos a sinais de sofrimento intenso: isolamento, perda de sentido, desesperança ou expressões como “já não aguento”.

O suicídio pode ser prevenido. O sofrimento pode ser acompanhado e tratado.

Se houver perigo imediato:
112 — emergência médica.

Peça ajuda a um psicólogo, psiquiatra ou médico de família

🌿 Não tenhamos medo de perguntar:

“Como estás realmente?”

E, sobretudo, que saibamos ficar para ouvir a resposta.

08/09/2026

E, depois, há os pais. Que, de uma semana para a outra, deixam a tranquilidade do sol e têm de montar toda um logística complicadíssima onde se conjugam o trabalho, a escola e as actividades extra-curriculares e a agitação de andar cidade-acima cidade-abaixo a fazer de Uber, pelos próximos meses. E o material escolar, as inscrições na natação, no futebol, na dança e em tudo o mais, e a necessidade carregar o cartão de cada criança com um plafond já para o próximo mês. E as t-shirts e todo o vestuário que muitas escolas entendem exigir. E as chuteiras e o material de desporto. O fato e as sapatilhas de ballet. E a roupa e os sapatos de outono/inverno. E há os livros, e a necessidade de os encadernar e de pôr o nome luminoso de cada filho em todas as capas. E a agitação de saltar duma superfície comercial para outra e preparar tudo ao pormenor, desde a lancheira, às novas refeições e a um sem número de pormenores que se seguem uns aos outros. Finalmente, fazem-se as contas. E cai-se para o lado, quando se descobre, uma vez mais, que a escola talvez não seja tão para todos como se repete por aí. E que há uma diferença (enorme!) entre ter livros e cadernos usados e esse material a brilhar de orgulho e a cheirar a novo.

Não, o ano novo não é em Janeiro. Começa em Setembro. E desbarata, muito depressa, as pilhas carregadas nas férias. O importante seria que, depois desta avalanche, chegasse, a seguir, a calmaria. Mas não vai ser assim. Há o stress e a agitação de todos os dias. Demasiada escola dentro da escola e um exagero de escola fora da escola. A ausência (assustadora!) de recreios e de tempos para brincar. A exigência de resultados, desde o minuto zero, a toda a hora. A ideia que tem de se aprender depressa, com as respostas na ponta da língua, sem tempo para pôr perguntas ou dúvidas ou errar, nem para ir da curiosidade ao espanto, leve o tempo que isso tiver de levar.

Antes da escola abrir as suas portas, eu queria que ela fechasse. Dois dias. Para balanço. Para que - então, sim - abra com outra gerência. De forma a que um novo ano queira dizer uma nova escola. Que pense o futuro. E se abra para o amor de conhecer como devia.

Bom Ano Novo!

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