28/09/2026
Há uma frase que ouvimos com frequência de filhos que estão a considerar um lar, e que nunca dizem em voz alta a mais ninguém.
"Sinto que estou a desistir dele."
Não é isso que está a acontecer, mas a culpa não costuma respeitar a lógica.
A decisão de internar alguém nasce quase sempre do medo genuíno de não conseguir garantir segurança suficiente em casa, não de falta de amor.
Só que essa distinção f**a difícil de sentir a meio de uma crise, quando parece que só existem duas opções, aguentar sozinho ou entregar a outra estrutura.
O que muitas famílias não sabem é que existe um caminho intermédio, com o mesmo nível de vigilância clínica e de resposta a emergências que um lar oferece, mas dentro da casa onde a pessoa construiu a sua vida, rodeada dos seus próprios objetos, da sua própria vizinhança, da sua própria rotina.
Isto não substitui sempre um lar, há situações em que o internamento é mesmo a decisão certa.
Mas antes de a tomar por falta de alternativas, vale a pena saber que a alternativa existe.
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