17/10/2026
As guidelines orientam-nos. O raciocínio clínico ajuda-nos a perceber como aplicá-las à pessoa que temos à frente.
Foi esta a ideia que quis levar à sessão para a qual fui convidada pelo Núcleo de Estudantes de Ciências da Nutrição da Egas Moniz School of Health and Science e que decorreu esta semana. O tema proposto eram as guidelines na doença inflamatória intestinal, mas sugeri que fôssemos um pouco mais além.
As recomendações científ**as são uma base indispensável. Mas acompanhar estes pacientes exige também compreender a doença, conhecer a medicação, interpretar análises, avaliar possíveis carências e perceber como o sono, o cansaço, as dores, a alimentação e as rotinas se cruzam na vida de cada pessoa.
É preciso saber o que perguntar, por que razão perguntar e o que fazer com a resposta. E perceber que, por vezes, por trás de uma refeição que não foi feita está o medo de sair de casa e precisar de uma casa de banho.
Mais do que transmitir recomendações, quis despertar curiosidade. Aquela vontade de fazer mais uma pergunta, procurar uma explicação e continuar a aprender. Um raciocínio que espero que levem para a vida profissional, independentemente da área da nutrição que escolham.
A sessão estava prevista para 45 a 60 minutos e acabou por durar o dobro. É um tema sobre o qual tenho muito para partilhar e com o qual me entusiasmo facilmente. Mas o que mais me surpreendeu foi ver os alunos continuarem desse lado, atentos e interessados até ao fim. 🤍
As mensagens que recebi depois, algumas das quais partilho aqui, deixaram-me muito feliz.
Acredito que ser um bom profissional exige conhecimento, mas também curiosidade para reconhecer o que ainda não sabemos e vontade de procurar respostas.
Obrigada pelo convite, pelo tempo e pelo interesse. Poder contribuir, mesmo que um pouco, para a forma como os futuros nutricionistas vão olhar para os seus pacientes foi uma das partes mais bonitas desta experiência.
Com carinho e amor,
Núria 💜
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