13/10/2026
Dez anos a seguir crianças escocesas, e o tempo de ecrã não explicou o que se esperava.
O estudo, publicado em agosto na JAMA Network Open, acompanhou 3 786 crianças aos 5, aos 10 e aos 15 anos. Depois de contar com o rendimento, a escolaridade dos pais e o clima em casa, o tempo total de ecrã não se associou a mais dificuldades emocionais ou de comportamento aos 5 e aos 10 anos. Aos 15, jogar cinco ou mais horas por dia associou-se a mais dificuldades; o uso moderado de redes sociais, a menos.
O que o estudo não diz: qual vem primeiro, se o jogo ou o mal-estar. Mediu-se tempo, não conteúdo, e os dados são anteriores ao vídeo curto (antes do TikTok, dos Reels e dos Shorts).
Os autores concluem que regras só sobre tempo de ecrã podem ter pouco efeito. Nós acrescentamos: é nas perguntas, não nas horas, que se percebe uma criança.
Estudo de McQuaid, F., Skafida, V., McQuillan, R., & Lee, B. (2026). Screen Use and Emotional, Behavioral, and Social Development in Children. JAMA Network Open, 9(8), e2626804. https://doi.org/10.1001/jamanetworkopen.2026.26804