Caminho da Essência

Caminho da Essência Isabel Bárbara Ribeiro
Mestre, praticante e terapeuta de Reiki
Instrutora de Yoga e Mindfulness educativo

24/08/2026
05/07/2026

Projeto S.E.R. Jovem – Serenidade, Equilíbrio e Reiki: um projeto ao serviço da comunidade
Entre 25 de maio e 25 de junho, o Núcleo APR de Carregal do Sal, da Associação Portuguesa de Reiki, promoveu o Projeto S.E.R. Jovem – Serenidade, Equilíbrio e Reiki, nas instalações da Junta de Freguesia de Canas de Senhorim e da União de Freguesias de Carvalhal Redondo e Aguieira.
Partilhamos alguns dos momentos vividos ao longo desta iniciativa, marcada pela proximidade, pela partilha e pelo compromisso de cuidar das pessoas e promover o seu bem-estar.
O projeto teve como objetivo promover o equilíbrio emocional dos jovens durante a época de exames, proporcionando um espaço de serenidade, relaxamento e autorregulação emocional através de sessões de Reiki realizadas por voluntários da APR. Reconhecendo que este período representa igualmente um desafio para as famílias, a intervenção foi alargada aos pais, proporcionando-lhes momentos de relaxamento e bem-estar.
A avaliação de impacto confirma a relevância desta iniciativa. Participaram 27 jovens, incluindo, a título excecional, seis crianças do 2.º ciclo, em resposta ao interesse manifestado pelas famílias, bem como 25 pais.
Os resultados demonstram um impacto muito positivo. O nível médio de ansiedade dos jovens diminuiu de 3,6 para 1,4 (numa escala de 1 a 5), enquanto os níveis médios de dor e exaustão dos pais reduziram de 6,0 para 1,6 (numa escala de 1 a 10). Além disso, 100% dos participantes avaliaram positivamente as condições do projeto e o desempenho da equipa de voluntários, manifestando o desejo de que esta iniciativa tenha continuidade.
Estes resultados reforçam a importância de desenvolver projetos comunitários que promovam a saúde, o equilíbrio emocional e a qualidade de vida, assentes no voluntariado, na ética, no respeito pela pessoa e na proximidade com a comunidade.
O Núcleo APR de Carregal do Sal agradece a todos os participantes, voluntários e entidades parceiras que tornaram esta iniciativa possível, em especial à Junta de Freguesia de Canas de Senhorim, à União de Freguesias de Carvalhal Redondo e Aguieira e à FisioUp, pelo apoio e confiança demonstrados.
Continuaremos a trabalhar para levar mais serenidade, equilíbrio e bem-estar à nossa comunidade.

22/06/2026

Querido praticante, quero convidar-te a leres as orientações que a OMS traz para a Saúde e Bem-estar de todos.

O Reiki insere-se no universo da medicina tradicional, complementar e integrativa (MTCI), não como uma medicina mas sim como terapia complementar e integrativa, de origem cultural japonesa, que a Declaração de Gujarat procura enquadrar, pelo que a cimeira é relevante por estabelecer princípios que poderão moldar o estatuto futuro de práticas deste tipo: o reconhecimento de que muitas pessoas recorrem a abordagens complementares para o seu bem-estar, a abertura à sua eventual integração nos sistemas de saúde através de uma lógica de cuidados de saúde primários, a possibilidade de documentação normalizada (incluindo no quadro da CID-11) e o apelo à regulamentação adequada de produtos, práticas e praticantes, com o consequente desenvolvimento de normas de formação e de quadros éticos. Ao mesmo tempo — e este é o ponto decisivo para o Reiki — a declaração condiciona repetidamente essa integração à existência de evidência científica, validação rigorosa, segurança e ao princípio de «não causar dano»: o reconhecimento institucional não é automático, dependendo da capacidade de cada prática demonstrar eficácia e segurança através de investigação de qualidade. Para o Reiki, cuja base de evidência clínica é limitada e contestada (vários estudos e revisões não encontram efeitos consistentes para além do placebo, no entanto outros apresentam evidência de benefícios), a cimeira representa assim simultaneamente uma oportunidade — um caminho formal para investigação, financiamento e diálogo — e uma exigência, ao colocar a fasquia da prova científica como condição para qualquer papel reconhecido nos sistemas de saúde, devendo ser apresentado de forma honesta como terapia de relaxamento e apoio ao bem-estar, e não como substituto de tratamentos médicos comprovados.

Podes ler o artigo aqui:

O que significa ver cores durante o Reiki?​Se já fechou os olhos durante uma sessão de Reiki e, de repente, se viu num a...
13/06/2026

O que significa ver cores durante o Reiki?
​Se já fechou os olhos durante uma sessão de Reiki e, de repente, se viu num autêntico festival de luzes — com flashes de violeta, nuvens verdes ou ondas de azul — saiba que não está sozinho. E não, não está a imaginar coisas!
​Ver cores no Reiki é uma experiência super comum, perfeitamente normal e, acima de tudo, um sinal de que a energia está a mexer-se.
​Mas afinal, o que é que o nosso corpo e a nossa mente nos estão a tentar dizer com este "espetáculo de luz ligada"? Vamos descomplicar a coisa.
​1. O "Roteiro" dos Chakras
​A explicação mais conhecida está ligada aos sete chakras principais (os centros de energia do nosso corpo). Cada um deles vibra numa frequência que corresponde a uma cor. Quando vê uma cor específica, o Reiki pode estar a fazer um "recheio" de energia ou uma limpeza precisamente nesse ponto:
​Vermelho: Tem a ver com as suas raízes, segurança, energia física e os pés bem assentes na terra.
​Laranja: É a cor da criatividade, das emoções e da vitalidade.
​Amarelo: Liga-se ao seu poder pessoal, autoestima e àquela "fome" de realizar projetos.
​Verde ou Rosa: Ocupam o centro do peito. O verde fala de cura e equilíbrio; o rosa traz o amor-próprio e a compaixão.
​Azul Claro: Está sintonizado com a garganta. Diz respeito à comunicação e à capacidade de dizer a sua verdade.
​Azul Índigo (Escuro): É a cor do "terceiro olho" (entre as sobrancelhas). É a sua intuição a despertar. Aliás, é das cores mais vistas no Reiki!
​Violeta, Dourado ou Branco: Representam a ligação espiritual, a paz profunda e aquela sensação de que fazemos parte de algo maior.
​2. O cérebro em modo "Spa"

​Se preferir uma explicação mais científica, o mistério também se desfaz. Durante o Reiki, o seu corpo relaxa de tal forma que o cérebro abranda o ritmo e entra em ondas Alfa ou Theta.
​É o mesmíssimo estado em que ficamos mesmo antes de adormecer ou durante uma meditação profunda. Com o lado racional meio a dormir, o seu subconsciente ganha asas e projeta cores, formas e luzes. É apenas o seu cérebro a traduzir o relaxamento profundo em imagens.
​3. Faxina emocional em curso
​Sabe quando vê uma cor meio baça ou cinzenta que, de repente, se transforma num verde brilhante ou num azul límpido? Isso costuma ser o equivalente energético a abrir as janelas de casa para arejar. Significa que uma tensão, um bloqueio ou uma preocupação antiga acabou de ser libertada.
​O melhor conselho? Não pense muito nisso.
A pior coisa que podemos fazer numa sessão de Reiki é começar a analisar tudo com a cabeça: "Olha, amarelo! Será que estou com problemas de autoestima?". Deixe o pensamento passar. O Reiki funciona na mesma, quer perceba o significado das cores ou não. Aproveite a viagem, saboreie o descanso e desfrute das vistas!

O Escudo Invisível: Como o Magnetismo da Terra Afeta o Corpo Humano​O campo geomagnético da Terra é invisível, mas a sua...
13/06/2026

O Escudo Invisível: Como o Magnetismo da Terra Afeta o Corpo Humano
​O campo geomagnético da Terra é invisível, mas a sua interação connosco é constante. Embora os humanos não naveguem com a precisão geomagnética das aves migratórias ou das tartarugas marinhas, a biofísica moderna tem comprovado que o nosso organismo responde de forma subtil, mas mensurável, a esta força planetária.
​Eis as principais formas, validadas pela ciência, como o magnetismo terrestre nos afeta:
​1. Proteção Vital a Nível Celular (A Nossa Armadura Cósmica)
​Esta é a influência mais crucial e cientificamente incontestável. O campo magnético da Terra gera a magnetosfera, um escudo que desvia os ventos solares e a radiação cósmica de alta energia. Sem esta barreira, a atmosfera seria varrida e a radiação ionizante bombardearia a superfície terrestre. A nível biológico, este magnetismo é o que protege o nosso ADN de mutações celulares fatais, viabilizando a vida humana.
​2. A Descoberta da Magnetoreceção Humana (O Sentido Subconsciente)
​Durante anos debateu-se a existência de microcristais de magnetite no cérebro humano. Contudo, as provas científicas mais robustas e replicáveis apontam hoje para outra direção: os criptocromos.
​O mecanismo: Estas são proteínas sensíveis à luz presentes na retina humana (especificamente a proteína hCRY2).
​A prova científica: Estudos de neurobiologia demonstraram que a atividade elétrica do cérebro humano — em especial as ondas alfa — altera-se em resposta a variações na direção de campos magnéticos com intensidade idêntica à da Terra. Não temos uma bússola consciente, mas o nosso sistema nervoso processa esta informação de forma subconsciente.
​3. Ritmo Circadiano e Regulação do Sono
​O nosso relógio biológico central (o núcleo supraquiasmático) e a glândula pineal evoluíram sob a influência dos ciclos de luz e das flutuações magnéticas diárias da Terra. A glândula pineal, responsável pela síntese da melatonina (a hormona reguladora do sono), possui mecanismos bioquímicos sensíveis a variações eletromagnéticas. Perturbações drásticas no ambiente magnético circundante podem interferir na curva de produção desta hormona, afetando a arquitetura do sono e o bem-estar geral.
​4. Tempestades Geomagnéticas e o Sistema Cardiovascular
​Quando o Sol liberta ejeções de massa coronal violentas, ocorrem as chamadas tempestades geomagnéticas, que comprimem e perturbam o campo magnético da Terra. Grandes estudos epidemiológicos (análises de dados de saúde pública ao longo de décadas) revelam uma correlação estatística nestes períodos:
​Observa-se uma variação na pressão arterial e na variabilidade da frequência cardíaca (VFC) em indivíduos suscetíveis.
​Embora a correlação não implique uma causalidade direta e isolada (as tempestades não "causam" o enfarte por si só), os dados sugerem que o stresse geomagnético ambiental pode atuar como um fator de stresse fisiológico adicional em pacientes com patologias cardiovasculares preexistentes.
​Nota de Rigor Científico: É fundamental separar a realidade da biofísica global da chamada "magnetoterapia" comercial (como pulseiras, faixas ou colchões magnéticos). Enquanto o campo geomagnético da Terra é uma força estática e homogénea à qual a nossa biologia se adaptou ao longo de milhões de anos, os ímanes estáticos utilizados em produtos comerciais não têm suporte científico robusto que comprove qualquer benefício médico ou terapêutico no corpo humano.

Isabel Bárbara Ribeiro

Bibliografia
​1. Proteção Vital e Magnetosfera
​NASA (National Aeronautics and Space Administration): Os relatórios e dados de monitorização da missão THEMIS e MMS (Magnetospheric Multiscale) detalham como a magnetosfera deflete o vento solar e protege a atmosfera e a biosfera da radiação ionizante.
​Artigo de Referência: Van Allen, J. A. (1959). Radiation Belts Around the Earth. Scientific American. (Estudo pioneiro sobre as cinturas de radiação que provam a retenção de partículas nocivas pelo campo magnético).
​2. Magnetoreceção Humana, Criptocromos e Ondas Alfa
​O Estudo das Ondas Alfa (Caltech):
​Wang, C. X., et al. (2019). Transduction of the Geomagnetic Field as Evidenced by Alpha-Band Activity in the Human Brain. eNeuro (Artigo da autoria do geofísico Joe Kirschvink do Caltech que utilizou gaiolas de Faraday e EEG para provar que o cérebro humano responde a alterações magnéticas).
​O Papel dos Criptocromos (Proteína hCRY2):
​Foley, L. E., et al. (2011). Human CRY2 can function as a magnetoreceptor in the Drosophila photoreceptor system. Nature Communications. (Este estudo demonstrou que a proteína do olho humano, quando inserida em moscas da fruta, restaurou a capacidade destas detetarem campos magnéticos, provando o potencial sensor quântico em humanos).
​3. Ritmo Circadiano e Glândula Pineal (Melatonina)
​Artigo de Revisão sobre Efeitos Biológicos:
​Reiter, R. J. (1993). Static and extremely low frequency electromagnetic field exposure: reported effects on the circadian production of melatonin. Journal of Cellular Biochemistry. (Uma das revisões mais citadas sobre como as perturbações eletromagnéticas afetam a síntese de melatonina na glândula pineal).
​Efeitos Geofísicos:
​Burch, J. B., et al. (1999). Geomagnetic activity and human melatonin metabolite excretion. American Journal of Epidemiology. (Estudo que correlaciona a atividade geomagnética natural com a redução da excreção de melatonina em humanos).
​4. Tempestades Geomagnéticas e Saúde Cardiovascular
​Estudos Epidemiológicos de Grande Escala:
​Kleimenova, N. G., et al. (2007). Geomagnetic storms and cardiovascular diseases. Biophysics. (Análise do impacto das tempestades geomagnéticas na incidência de enfartes do miocárdio).
​Caswell, J. M., et al. (2016). Cardiovascular Incidence and Geomagnetic Activity. International Journal of Biometeorology. (Estudo que avalia as flutuações da variabilidade da frequência cardíaca [VFC] e da pressão arterial durante picos de atividade solar).

Endereço

Canas De Senhorim
3525

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