28/05/2026
Não vamos celebrar esta data com um simples post cor-de-rosa. Vamos usá-la para dizer o que precisa de ser dito.
A saúde da mulher ainda é sistematicamente subvalorizada. As queixas levam mais tempo a ser levadas a sério.
Alguns dados sobre a saúde da mulher ao longo da vida ajudam-nos a entender um
pouco melhor a realidade portuguesa e a perceber o que pode e deve ser
melhorado.
➡️ As mulheres vivem, em média, no nosso país, 83-84 anos, valor acima da média mundial e alinhado com os países europeus desenvolvidos.
➡️ A cobertura vacinal contra o HPV (vírus do papiloma humano) com as doses recomendadas até aos 15 anos é de 91%, o que coloca Portugal na liderança na União Europeia.
➡️ Em Portugal, o uso de contracetivos em 2015 foi de 94,5%, sendo a pílula o método mais utilizado.
➡️ No entanto, em Portugal, cerca de 12% das mulheres em idade fértil ainda não têm um acesso fácil a unidades de obstetrícia, com distâncias superiores a uma hora de viagem.
➡️ A endometriose demora em média 7 a 10 anos a ser diagnosticada, mesmo afectando 1 em cada 10 mulheres.
➡️ Além disso, a mortalidade por cancro ginecológico é uma preocupação crescente.
Anualmente, cerca de 3.000 mulheres são diagnosticadas com cancro ginecológico em Portugal, sendo que muitos desses casos são detetados em estágios avançados devido à natureza silenciosa da doença.
➡️ Em termos de saúde mental, as mulheres apresentam taxas mais elevadas de doenças como depressão e ansiedade (38,2% das mulheres, face a 24,7% dos homens).
A saúde da mulher não é um nicho. É uma necessidade estrutural que ainda não recebe a atenção, o investimento e o rigor que merece.
Aqui, no Centro Médico do Cartaxo, tratamos estas conversas - e estas mulheres - com a seriedade que merecem. Todos os dias. Não só hoje.
A sua saúde não é um exagero. É uma prioridade. 💙
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Fonte: Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal