Cristina L. Bordignon - Nutricionista Materno Infantil

Cristina L. Bordignon - Nutricionista Materno Infantil Nutricionista Materno Infantil. ONLINE! Atendimentos para gestantes, crianças e adolescentes. Consultoria em Aleitamento Materno - Cascais/ Portugal

Quando comecei a estudar nutrição pediátrica, uma das coisas que mais me chamou atenção foi o quanto as recomendações mu...
09/09/2026

Quando comecei a estudar nutrição pediátrica, uma das coisas que mais me chamou atenção foi o quanto as recomendações mudaram nos últimos 30/40 anos. Não porque as mães da época faziam errado. Porque a ciência avançou muito, e o que se sabia nos anos 80 era o que existia de melhor naquele momento.

Algumas coisas que eram super comuns então, e hoje já não se orienta mais:

- Começar a introdução alimentar com 3 ou 4 meses, achando que quanto antes, melhor.

- Água com açúcar ou chazinhos e suco de laranja lima pra cólica.

- Evitar alimentos como ovo e peixe até depois de 1 ano, com medo de alergia. Hoje sabemos que é o contrário: introduzir esses alimentos cedo, do jeito certo, ajuda a prevenir alergias.

- Bater tudo no liquidificador por muito tempo, sem avançar a textura.

- Engrossar a mamadeira com farinha ou bolacha, achando que isso ajudava o bebê a “sustentar” mais.

Sei que tem quem vai ler isso e pensar “eu recebia bolacha e farinha na mamadeira e não m0rri”. E é verdade, muita gente cresceu recebendo esses produtos e seguem vivíssimos. Mas vale lembrar de uma coisa, a composição desses produtos também mudou muito desde então. Hoje eles costumam ter mais açúcar, mais farinhas refinadas e hidrolisadas, mais gordura e mais sal do que tinham décadas atrás. Não é a mesma bolacha, mesmo que a embalagem pareça a mesma.

Se leu isso e pensou “minha mãe fez tudo isso comigo”, relaxa. Ela fez o melhor que podia, com o que existia de informação na época. Hoje a gente sabe mais, e é exatamente por isso que a orientação de hoje também vai continuar evoluindo. Não dá pra ficar preso ao que se orientava nos anos 80!!!

Se identificou com alguma dessas? Conta aqui embaixo qual.

Eu nasci no finalizinho dessa década e sou fã da trilha sonora dela. 😍

Quando comecei a atender famílias brasileiras vivendo na Europa, uma coisa me chamou atenção logo nos primeiros cardápio...
08/09/2026

Quando comecei a atender famílias brasileiras vivendo na Europa, uma coisa me chamou atenção logo nos primeiros cardápios de creches que vi: “sopa” escrito em quase todas as refeições. Minha primeira reação foi de estranhamento. Quando iniciei a faculdade, no Brasil, estávamos caminhando para que a introdução alimentar não fosse mais com alimentos pastosos e de repente ali, na frente, via algo completamente diferente do que tinha aprendido no Brasil.

Foi só depois de parar e entender que eu não estava vendo um erro de condução. Estava vendo uma cultura alimentar diferente da minha, com sua própria lógica e seu próprio tempo. Como eu sempre brinco, aqui tem sopa até no cardápio do Mc.
Mas isso é uma das coisas que mais aparece nas mães brasileiras que atendo aqui na Europa. A introdução alimentar que aprenderam, ou que viveram com o primeiro filho no Brasil, muitas vezes não é a mesma que a creche segue no país onde vivem agora. E o primeiro impulso é comparar, e sentir que algo está errado.

Mas textura também é cultura. Assim como o arroz e feijão entram cedo na alimentação brasileira, a sopa entra cedo na alimentação daqui. Nenhuma das duas é atraso. São só jeitos diferentes de fazer a mesma coisa: alimentar uma criança com o que aquele lugar entende que é certo.

Você não precisa escolher entre duas culturas alimentares pro seu bebê. Pode oferecer as duas, com direção, sem transformar isso numa competição interna.

Se você já se pegou comparando a alimentação daqui com a do Brasil, compartilha esse post com uma mãe que vive o mesmo. E se está perdida nessa jornada, seu lugar é no Primeiros Sabores.

Essa semana atendi uma mãe que chegou preocupada porque o seu bebê vinha comendo “cada vez menos” há alguns dias. Quando...
02/09/2026

Essa semana atendi uma mãe que chegou preocupada porque o seu bebê vinha comendo “cada vez menos” há alguns dias. Quando fomos olhar a rotina com calma, percebemos que ele não tinha parado de comer. Ele tinha parado de comer do jeito que ela esperava que comesse.

Isso acontece com muita frequência. A gente cresceu aprendendo a associar prato vazio com dever cumprido, e prato com sobra com alguma coisa que deu errado. Só que o apetite do bebê não é constante. Varia com a fase, com o sono da noite anterior, com quantos dentes estão nascendo, com o quanto ele já comeu no lanche de duas horas atrás.

Quando a mãe some o valor da refeição pela quantidade que sobrou no prato, ela está usando uma régua que não foi feita pra medir o que realmente importa ali. O que sustenta a alimentação de um bebê não é uma refeição perfeita isolada. É a repetição, a exposição, o vínculo que se constrói dia após dia, mesmo nos dias em que o prato volta quase intacto.

Se você também já mediu a alimentação do seu bebê só com a quantidade ingerida de um dia inteiro e com o quanto ficou no pratinho, talvez seja hora de mudar a régua.

Compartilha esse post com uma mãe que precisa ouvir isso hoje.

A adaptação à creche não acontece só nos primeiros dias. Muita gente pensa que a primeira semana já resolve, mas na prát...
01/09/2026

A adaptação à creche não acontece só nos primeiros dias. Muita gente pensa que a primeira semana já resolve, mas na prática o processo pode levar o mês inteiro pra se estabilizar de verdade. Sono, apetite, comportamento, tudo isso vai se ajustando aos poucos.

Nas consultas dos últimos dias, todos os bebês iniciarão essa nova fase, e uma mãe me contou que passou dias tentando adivinhar o que podia ou não mandar de casa pra creche, sem saber o que esperar dos primeiros dias. Hoje trago um pequeno check que fará muita diferença nesse começo.

Se esse post te ajudou, comenta CRECHE que te mando o checklist completo, com perguntas pra levar à creche e sinais de que a adaptação está indo bem.

Hoje é Dia do Nutricionista no Brasil, e nas imagens eu já contei um pouco do que esse trabalho me ensinou. Mas tem uma ...
31/08/2026

Hoje é Dia do Nutricionista no Brasil, e nas imagens eu já contei um pouco do que esse trabalho me ensinou. Mas tem uma parte da minha trajetória que quero dividir com quem me acompanha por aqui.

Depois que migrei, tentei muitas coisas para além da nutrição, mas ela sempre me chamava de volta. Quando finalmente consegui fazer todo o processo aqui, quis ir pro presencial, atender todos os públicos, pra me estabelecer e crescer num país e numa cultura novos. Mas meu coração sempre sinalizava onde eu queria estar, e eu ignorava, até o dia em que entendi que não adiantava lutar contra o que eu amava, ajudar mães de bebês nas diferentes fases da introdução alimentar, mostrando que o processo pode se adaptar a cada realidade.

Já quis desistir várias vezes, mas ainda bem que segui. E hoje, o que me motiva todos os dias é justamente quem está do outro lado da tela: cada uma de vocês que lê, comenta, compartilha ou só acompanha em silêncio essa caminhada.

Se você quer continuar perto, tenho uma Lista VIP onde compartilho materiais, ofertas e novidades antes de todo mundo. Quem entra ganha de presente o e-book “Meu bebê não come, e agora?”. Link na bio.

25/08/2026

Ninguém te avisa que por volta dos 13 meses o bebê que comia de tudo pode virar o bebê que só quer aquilo que já conhece. E a primeira sensação da mãe costuma ser de fracasso, como se algo tivesse dado errado no meio do caminho.

Não deu. O que muda nessa fase é a consciência do bebê, não a capacidade dele de comer. Ele está mais atento, mais seletivo, testando mais em tudo, não só na comida. É desenvolvimento, não retrocesso.

A forma de conduzir muda. A paciência que essa fase pede também. Mas o caminho continua o mesmo: seguir apresentando, sem forçar, sem virar guerra à mesa.
Em que fase vocês estão aí e como tem sido pra você enfrentar as dificuldades?

Toda vez que releio mensagens assim, penso na mesma coisa, o que muda não é só o prato do bebê, é a mãe que para de duvi...
23/08/2026

Toda vez que releio mensagens assim, penso na mesma coisa, o que muda não é só o prato do bebê, é a mãe que para de duvidar de si mesma a cada refeição.

Às vezes isso vem depois de uma recusa que parecia definitiva. Às vezes vem de uma rotina cheia demais para tentar adivinhar sozinha o que fazer. Em todos os casos, o que aparece depois é parecido, mais segurança para decidir e menos peso emocional na hora de sentar à mesa.

Não é sorte, nem nada mágico, é ter alguém acompanhando de perto enquanto a família aprende a conduzir a introdução alimentar do seu jeito.

Se você quer isso para a sua rotina também, comenta VIP aqui embaixo ou manda mensagem no direct para entrar na lista e receber os detalhes do Grupo VIP em primeira mão. Vou liberar hoje às 20 hs.

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