11/06/2026
Há uma pergunta que pode surgir quando falo de menopausa no trabalho: “Mas a Luísa trabalhou sempre em escritório. Será que compreende mesmo o que vive uma mulher numa fábrica, num armazém, numa loja ou num trabalho precário?”
A minha resposta honesta é esta: Eu não vou fingir que vivi todas essas realidades.
Mas isso não me impede de as escutar, estudar, compreender e ajudar a transformar.
Porque a não acontece apenas a mulheres com cargos de chefia, bons salários, flexibilidade horária e gabinetes climatizados.
Acontece também a mulheres que trabalham por turnos, que estão horas em pé, que não podem simplesmente “fazer uma pausa”, que têm medo de falar porque precisam daquele emprego, que sentem afrontamentos, insónia, ansiedade, dores, cansaço e nevoeiro mental — e continuam a produzir como se nada fosse.
E isto precisa de ser dito: quanto menor é a margem de escolha de uma mulher, maior deve ser a responsabilidade da empresa em criar condições humanas de trabalho.
A menopausa não é uma desculpa. Mas ignorá-la também não é uma estratégia.
Quando as empresas compreendem esta fase da vida, ganham todos:
- mulheres mais apoiadas,
- chefias mais preparadas,
- equipas mais saudáveis,
- menos absentismo,
- mais produtividade,
- mais confiança.
É por isso que criei o Menopause Inclusive Workplace: um programa para ajudar empresas a falar de menopausa com ciência, empatia e soluções práticas.
Porque inclusão não é só uma palavra bonita no relatório de sustentabilidade.
É o que acontece quando uma mulher deixa de sofrer em silêncio para conseguir continuar a trabalhar com dignidade.
Se trabalha numa empresa que quer apoiar melhor as suas colaboradoras, envie-me mensagem com a palavra MENOPAUSE.