30/08/2026
A nossa situação
Resumo atualizado
Sou mãe de uma adolescente de 15 anos que, há cerca de um ano, enfrenta graves dificuldades de saúde mental, emocional e do desenvolvimento.
Temos vivido meses de crises, comportamentos autolesivos, ideação suicida, idas ao hospital, alterações de medicação e diferentes avaliações e diagnósticos.
Entre as hipóteses e diagnósticos já levantados estão a Perturbação da Personalidade Borderline, Perturbação Psicótica, Perturbação do Desenvolvimento Intelectual e Perturbação do Espetro do Autismo (PEA).
Relativamente ao autismo, pedi anteriormente que esta hipótese fosse reavaliada, mas essa reavaliação não chegou a acontecer. Ainda assim, há cerca de uma semana, numa nova ida às Urgências de Portimão, depois de a minha filha voltar a magoar-se e manifestar ideias de terminar a própria vida, esse diagnóstico voltou a ser considerado.
Mais uma vez, deparámo-nos também com uma realidade assustadora: não ha médicos de Pedopsiquiatria disponíveis nem no Hospital de Portimão nem no Hospital de Faro!
Perante a falta de respostas e de acompanhamento especializado no serviço público, uma das soluções que estamos a considerar passa também por procurar ajuda no privado.
Não procuro um rótulo para a minha filha.
Procuro respostas. Procuro acompanhamento adequado. Procuro ajuda para que ela possa voltar a ter estabilidade, segurança e qualidade de vida.
Depois das minhas publicações, recebi várias mensagens com indicações de médicos, terapias, avaliações e outros profissionais a quem poderia recorrer. Agradeço profundamente cada uma delas.
Mas existe uma realidade que não posso ignorar:
Como posso recorrer a essas opções se não tenho condições financeiras para as pagar?
Encontro-me de baixa médica e, neste momento, a minha filha continua a precisar muito da minha presença e acompanhamento. Não posso deixá-la sozinha devido às crises que temos vivido e ao risco de voltar a magoar-se.
Ao mesmo tempo, enfrentamos uma situação financeira extremamente difícil.
Vivo atualmente com cerca de 500 € por mês, enquanto só a nossa renda é de 750 € mensais.
No dia 6 de fevereiro de 2026, apresentei um pedido de apoio ao arrendamento à Câmara Municipal de Lagoa aovqual tenho direito e continuo a aguardar solução.
Passaram-se vários meses e continuamos sem uma solução definitiva como se vê.
O problema prende-se, alegadamente, com o facto de eu ser herdeira de 1/4 de um imóvel degradado e indiviso, situado a cerca de 400 km da nossa residência.
Não vivo nesse imóvel, não obtenho qualquer rendimento através dele e, no estado em que se encontra, não constitui uma solução habitacional para mim nem para a minha filha.
Perante esta situação, a minha advogada apresentou uma providência cautelar para defender os nossos direitos e continuamos a aguardar uma decisão.
Enquanto esperamos, as contas continuam a chegar.
Temos renda, eletricidade e água em atraso, alimentação, deslocações para consultas e todas as restantes despesas do dia a dia.
E a nossa situação financeira impede-nos também de recorrer a algumas avaliações, terapias, médicos e outros profissionais que poderiam ser importantes para a minha filha.
Não estou simplesmente à espera que alguém resolva os nossos problemas.
Criei o meu pequeno projeto artesanal, Purple Dreams ( Purple Dreams ), onde faço velas, wax melts e outros artigos artesanais.
Cada compra ajuda diretamente a nossa família, embora, infelizmente, as vendas sejam insuficientes para suportar todas as nossas despesas.
Estou também disponível para trocar alguns dos meus artigos artesanais por alimentos (carne, peixe, ovos, frango), ração ou até areia para os nossos gatos, numa tentativa de reduzir um pouco as despesas, e também porque temos cinco gatos e também temos de garantir as necessidades deles.
Tudo isto podia ser evitado se as entidades competentes nos ajudassem e se o sistema de saúde do Algarve não nos colocasse nesta posição!
O dinheiro angariado através desta campanha será utilizado nas necessidades mais urgentes da nossa família:
- renda;
- eletricidade e água em atraso;
- alimentação e necessidades básicas;
- deslocações para consultas e terapias;
- avaliações e acompanhamento da minha filha.
Não procuro pena.
Procuro ajuda, orientação e uma oportunidade de continuar a cuidar da minha filha, procurar as respostas de que ela precisa e manter alguma estabilidade na nossa vida.
Se puder contribuir, qualquer valor fará diferença.
Se não puder ajudar financeiramente, uma simples partilha também pode fazer muito, porque pode levar a nossa história até alguém que nos consiga ajudar.
Continuo igualmente a agradecer indicações de médicos, profissionais, associações ou famílias que tenham passado por situações semelhantes. Mesmo quando, neste momento, não consigo suportar financeiramente determinadas opções, toda a informação pode ser importante.
Continuamos sem todas as respostas de que precisamos.
Continuo a lutar com a saúde da minha filha, com processos, contas, consultas, hospitais e uma enorme incerteza em relação ao futuro.
Tem sido uma luta extremamente desgastante.
Mas continuo.
Porque não posso desistir da minha filha.
Obrigada a todos os que já contribuíram, partilharam, enviaram uma mensagem, tentaram orientar-nos ou simplesmente pararam para conhecer a nossa história.
Às vezes, uma pequena ajuda é precisamente aquilo que permite a uma família continuar.
Obrigada.
Marina G. ( Mary )
Mbway: 924 874 210
NIB: 0033 0000 4534 0294 0650 5
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