Escola Saúde Integral da Mulher

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Vou começar a dar consultas em Leiria também! No , fundado pela Michele Carvalho, fisioterapeuta especializada em saúde ...
17/06/2026

Vou começar a dar consultas em Leiria também! No , fundado pela Michele Carvalho, fisioterapeuta especializada em saúde da mulher, que desenvolve um trabalho interessantíssimo a nível de pavimento pélvico e de muitas questões ginecológicas que podem encontrar resposta na fisioterapia pélvica.

Portanto é um grande privilégio para mim poder colaborar com ela, e podermos, juntas, apoiar as mulheres de forma integral.

Se ainda não ouviste, podes ficar a conhecer o trabalho da Michele no Podcast Sanity Fair da Escola Saúde Integral da Mulher, no episódio 35: Cuidar do pavimento pélvico em todas as fases da vida.

Não tenho por hábito publicar receitas. Mas sei que às vezes precisamos de algumas inspirações, para quebrarmos a rotina...
09/06/2026

Não tenho por hábito publicar receitas. Mas sei que às vezes precisamos de algumas inspirações, para quebrarmos a rotina. F**a aqui com este Tiramisu de Morango plant-based, e rico em proteína

Esta sobremesa é uma verdadeira potência plant-based:

- Tofu sedoso → fonte de proteína e magnésio, com textura naturalmente cremosa sem natas nem ovos.
- Tâmaras → adoçante natural rico em fibra, potássio e magnésio
- Proteína de tremoço → a proteína vegetal em pó mais limpa, completa e digerível, com elevado teor em fibra. Eu compro a da sabor neutro. Perfeita.
- Manteiga de amêndoa → gorduras monoinsaturadas, proteina, vitamina E e magnésio
- Sementes de linhaça moída → ricas em ómega-3 ALA, lignanas (ação antioxidante) e fibra solúvel.
- Morangos → baixo IG, vitamina C elevada, antioxidantes e água. Finalmente estamos na estação deles!

🔢 Estimativa por porção: 535 kcal · 29g proteína · 62g hidratos · 22g gordura · 10g fibra

O meu filho mais velho tem 18 anos e está todo lançado para a vida. Ele acha que sou uma boomer e que não sei promover o...
28/05/2026

O meu filho mais velho tem 18 anos e está todo lançado para a vida.

Ele acha que sou uma boomer e que não sei promover o meu trabalho, que o meu business é demasiado pequeno.

Eu explico-lhe que tenho a Janine da que me ajuda fazendo todos estes posts que tu vês aqui, e com as newsletters mensais e todos os podcasts que podes ouvir nos canais habituais. Mas ele acha que é insuficiente, que preciso de ajuda.

Ontem ele quis fazer um brainstorming comigo. Olhou para o meu site e viu o programa Os Anos da Transição. Expliquei que tem a ver com a menopausa, e ele perguntou-me quais são as queixas das mulheres que atendo.

Expliquei-lhe a questão dos calores, das securas, da insónia, do humor, da memória e tudo o que tu já sabes mas ele não sabia.

Ficou a olhar para mim e perguntou: “E tudo isto não tem cura do ponto de vista da medicina?”.

Respondi que sim, claro que sim. Mostrei-lhe os artigos e os sites das clínicas anti-ageing, e todo o marketing à volta das hormonas.

Ele disse-me “Então não tens hipótese! Eles fazem marketing à séria, tu não. Tu não consegues convencer a maioria das mulheres com os teus argumentos”.

“Pois não. Mas eu não quero convencê-las. Não posso nem quero lutar contra os gigantes, as clínicas, gente famosa que aparece na TV, gente com redes sociais de milhões de seguidores, etc. Eu nem tento. Eu estou aqui para aquelas que não é preciso convencer. Aquelas que já sabem ou sentem, que querem cuidar de si pela nutrição, estilo de vida e plantas”.

Convenci-o.

“Então tens o teu nicho de mercado”.

Pronto, agora posso-me gabar. Não tenho um negócio pequeno tendente ao minúsculo: tenho um produto de nicho, como os discos de vinil e a cerveja artesanal.

Gosto.

(Na foto, tenho os meus filhos a jogar aqueles jogos antigos, numa cervejaria de nicho ;))

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26/05/2026

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O nome mudou!Em inglês, a sigla para a Síndrome de Ovários Poliquísticos (PCOS) mudou para PMOS, que significa Polyendoc...
23/05/2026

O nome mudou!

Em inglês, a sigla para a Síndrome de Ovários Poliquísticos (PCOS) mudou para PMOS, que significa Polyendocrine Metabolic Ovarian Syndrome. Em português: Síndrome Ovárica Metabólica Poliendócrina (não existe ainda uma tradução oficial em português).

O nome mudou porque evoluiu a compreensão da síndrome e os critérios de diagnóstico.

O que não mudou: Em adultas, o diagnóstico continua a exigir 2 de 3 critérios: hiperandrogenismo (sinais clínicos como hirsutismo ou valores de de hormonas androgénicas elevadas), disfunção ovulatória (ciclos irregulares) e morfologia ovárica compatível.

Na prática mudam 4 coisas concretas:

- A ecografia foi atualizada. O limiar antigo de 12 folículos por ovário ficou obsoleto com equipamentos mais modernos; hoje usam-se 25 ou mais folículos, ou volume ovárico ≥10 mL. E já aqui eliminamos boa parte dos sobre-diagnósticos.

- A AMH (hormona anti-mulleriana) passou a ser uma alternativa à ecografia, o que simplifica o processo.

- Se já existem irregularidade menstrual e hiperandrogenismo, a ecografia ou AMH deixam de ser necessárias para fechar o diagnóstico.

- FINALMENTE! em adolescentes, são necessários hiperandrogenismo *e* disfunção ovulatória, porque ciclos irregulares e morfologia ovárica poliquística podem ser parte normal da puberdade. E sempre foi aqui que aconteceram e acontecem milhares de prescrições de pílula não só inúteis mas até danosas.

A mudança mais importante é conceptual. A PMOS deixou de ser vista apenas como um problema reprodutivo. É uma condição multissistémica, com implicações metabólicas e cardiovasculares. O diagnóstico passa agora a incluir avaliação de colesterol, pressão arterial e glicemia, e não só ciclos e ovários.

Logo, a abordagem nutricional deve ser de primeira linha.

Em questão de dias, num consultório perto de si, começarão as prescrições de Ozempic e afins para tratar PMOS, mas esta é outra história…

22/05/2026

É tão rentável transformar em doença a normal resposta do corpo à presença de estímulos adversos, ou à ausência de estímulos adequados, não é?

Outro grande equívoco é confundir a falta de desejo com a falta de lubrificação.Para a segunda, há remédios: desde lubri...
20/05/2026

Outro grande equívoco é confundir a falta de desejo com a falta de lubrificação.

Para a segunda, há remédios: desde lubrificantes sintéticos e terapias hormonais locais, às alternativas naturais e não hormonais que proponho aqui.

Desta lista aqui em cima, os meus preferidos são os omega 7, e a onagra, em conjunto.

Mas ocuparmo-nos da “viabilidade” da coisa, é apenas isso. Mas a falta de vontade não se cura com loções, poções, suplementos ou medicamentos. O único medicamento aprovado nos EUA com este fim, a flibanserina, pura e simplesmente não funciona. E as “terapias” hormonais não têm esta indicação clínica. Os únicos que querem que acredites que sim, são aqueles que as vendem.

19/05/2026

A excitação ge***al depende de fluxo sanguíneo. Sem ele, não há lubrificação, não há sensibilidade, não há resposta.

Há plantas com mecanismo de acção interessante aqui, via óxido nítrico, que regula a dilatação dos vasos.

Ginseng coreano (Panax ginseng): os ginsenosídeos aumentam a síntese de óxido nítrico. Estudado também para fadiga e vitalidade geral, que não é irrelevante neste contexto. Mas atenção em caso de insónias ou ansiedade.

Pycnogenol (casca do pinheiro marítimo): antioxidante com efeito vasodilatador documentado. Usado em circulação periférica com bons resultados.

Ginkgo biloba: menos conhecido neste contexto, mas há evidência no uso para anorgasmia associada a antidepressivos SSRI, via mecanismo central e vascular.

Arginina: aminoácido precursor directo do óxido nítrico. Não é uma planta, mas funciona pela mesma via.

Nenhuma destas opções substitui uma avaliação do que está de facto a acontecer no teu corpo. Interacções, contra-indicações, doses, tudo a avaliar caso a caso.

Se queres uma abordagem natural e informada para esta fase, faço acompanhamento nutricional dedicado à menopausa. Sabe tudo sobre o meu programa - Anos da Transição - no link da bio.

Aos 25, suprimimos. Aos 50, repomos. Faz sentido a quem?Reparaste nesta sequência?Entras na puberdade. Aos poucos, o teu...
08/05/2026

Aos 25, suprimimos. Aos 50, repomos. Faz sentido a quem?

Reparaste nesta sequência?

Entras na puberdade. Aos poucos, o teu corpo aprende a fazer estrogénio, progesterona, testosterona. Hormonas que não regulam só o ciclo. Regulam o osso, o coração, o cérebro, o humor, a glicose, o sono, a imunidade. Os ovários não são órgãos reprodutores que por acaso fazem hormonas. São glândulas endócrinas, com um papel sistémico, que por acaso também participam na reprodução.

Aos 18, 20, 25, alguém te oferece uma pílula. Para a acne. Para o período doer menos. Para regular. Para "descansar os ovários", expressão que, vista de perto, não faz sentido fisiológico nenhum. Tomas. Suprimem-se as tuas hormonas verdadeiras. Recebes versões sintéticas, que o fígado processa de outra forma, que aumentam ligeiramente o risco de tromboses, que mexem com lípidos, com inflamação, com a glicose, com a tiróide, com a vitamina D. Coisas que as tuas hormonas naturais não faziam.

20, 30 anos depois, chegas à menopausa. E o discurso muda.

Agora faltam-te hormonas. Agora és deficiente. Agora precisas de repor.

As mesmas hormonas que foram suprimidas com leveza quando o teu corpo as fabricava com perfeição, tornam-se de repente indispensáveis no momento em que biologicamente é suposto baixarem.

Quem ganha em definir o teu corpo como sempre, em qualquer fase, ligeiramente avariado?

A fase fértil não é um excesso. A menopausa não é uma deficiência.

E eu criei um programa dedicado a mulheres nesta fase - sabe mais no link da bio

Há uma palavra que a indústria aprendeu a usar muito bem.Natural.Funciona em qualquer direcção. Serve para vender suplem...
06/05/2026

Há uma palavra que a indústria aprendeu a usar muito bem.

Natural.

Funciona em qualquer direcção. Serve para vender suplementos, serve para vender pílulas, serve para vender terapia hormonal. Basta escolher de que lado da história nos colocamos hoje.

Menstruar centenas de vezes na vida não é, de facto, aquilo que a nossa fisiologia previu. As nossas antepassadas menstruavam muito menos. Engravidavam cedo, amamentavam, voltavam a engravidar. Nós temos opções, e ainda bem. Mas a indústria pega neste dado real e propõe uma solução curiosa: já que menstruar tantas vezes "não é natural", suprimimos com hormonas sintéticas. E pronto.

Depois, trinta anos mais tarde, a mesma indústria volta a bater à porta. Agora a menopausa é "uma deficiência". Faltam-te hormonas. Tens de as repor.

As mesmas hormonas que foram suprimidas com extrema leveza quando faziam falta a sério, tornam-se de repente essenciais quando o corpo já não as devia produzir.

Não te quero dizer o que tomar ou não tomar. Quero que vejas o padrão.

O maior mismatch da nossa fisiologia talvez não seja com o estilo de vida moderno. Talvez seja com a pressão social que insiste em ler o corpo da mulher como permanentemente deficiente. Em fase fértil, deficiente porque menstrua de mais. Em menopausa, deficiente porque deixa de menstruar.

Escrevi sobre isto em detalhe no blog, com o título "A natureza como argumento de venda".

Link na bio.

(Imagem gerada com recurso a IA)

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