Pintavida

Pintavida Associação Lusófona para a Promoção da Literacia em Saúde Oncológica

03/06/2026
02/06/2026

Vanessa Catuna integra a equipa do Hospital de Dia de Oncologia da Unidade de Portimão da ULS Algarve. Hoje, fala-nos da mucosite, considerada um dos efeitos secundários com maior impacto na qualidade de vida das pessoas em tratamento oncológico. Leia o artigo no link do 1º comentário:

02/06/2026
02/06/2026
A Prestação Social Única é uma proposta deste atual governo e que entra agora em ação . Veja o que tem de fazer se estiv...
02/06/2026

A Prestação Social Única é uma proposta deste atual governo e que entra agora em ação . Veja o que tem de fazer se estiver abrangido por esta nova medida….

Prestação Social Única: quem recusar fazer trabalho social f**a com apoio suspenso durante 2 anos

02/06/2026

É um orgulho anunciar que Mónica Curado, Técnica Coordenadora no Laboratório de Anatomia Patológica do Ipatimup, foi distinguida como uma das ESPA 2026 Awardees pela European Society of Pathology.

O reconhecimento foi atribuído ao projeto “Exploring the influence of laboratory sample management on the quality of digital pathology images and artificial intelligence tools for diagnosis”, focado no impacto da gestão laboratorial de amostras na qualidade da patologia digital e das ferramentas de inteligência artificial aplicadas ao diagnóstico.

A distinção reforça o contributo do Ipatimup para a inovação e desenvolvimento tecnológico em Anatomia Patológica, numa área cada vez mais crítica para o futuro do diagnóstico de precisão.

Saiba mais: https://ipatimupdiagnosticos.pt/en/diagnosticos/anatomia-patologica/





02/06/2026
Das coisas inacreditáveis do nosso país…
02/06/2026

Das coisas inacreditáveis do nosso país…

| NOTÍCIA |

🎓 O Ministério da Educação alterou as regras de acesso ao contingente prioritário para candidatos com deficiência no Ensino Superior e a consequência é clara: mais estudantes com deficiência vão f**ar de fora ❌

A partir do próximo ano letivo, apenas estudantes com atestado médico de incapacidade multiuso igual ou superior a 60% poderão concorrer às vagas reservadas.

⚠️ Na prática, esta decisão exclui estudantes com deficiência intelectual e outras pessoas com necessidades específ**as de apoio, que até aqui podiam aceder ao contingente prioritário através de avaliação técnica, relatórios pedagógicos e pareceres especializados, após beneficiarem de medidas de suporte ao longo do percurso escolar.

Ou seja, estudantes cuja deficiência foi reconhecida pela escola, que tiveram adaptações e apoios para aprender, passam agora a ver esse percurso ignorado no momento de acesso ao Ensino Superior.

🚧 Em nome da “uniformização de critérios”, o Governo escolhe restringir direitos e criar novas barreiras no acesso à educação. Ao ratif**ar a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, Portugal assumiu o compromisso de garantir uma educação inclusiva. No entanto, esta decisão vai no sentido oposto ao previsto no artigo 24.º, que estabelece uma educação inclusiva em todos os níveis, incluindo o acesso ao Ensino Superior, sem discriminação e em igualdade de oportunidades.

Mais uma vez, a resposta parece ser a mesma: tornar o acesso mais restritivo em vez de remover obstáculos.
A inclusão não se faz excluindo pessoas.
Os direitos não se cumprem criando novas barreiras.
Isto não é inclusão❗

📰 Lê a notícia aqui: https://expresso.pt/educacao/ensino-superior/2026-05-27-ensino-superior-ministerio-restringe-acesso-as-vagas-prioritarias-para-candidatos-com-deficiencia-5a5e6771?fbclid=IwY2xjawSDvtNleHRuA2FlbQIxMABicmlkETBWc0Z4QVRVd0xlVWRFS3N5c3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHodc44gMOlhcnGuheGUYK6XY7xowmuksCp-k37HUfCnB_EIIaiojGm7zyqUg_aem_XHQ7rmfvZELYUAPHRgEdbQ =1779869371

02/06/2026

Morfina: A Melhor Amiga do Doente com Cancro

O medicamento que alivia sofrimento há mais de 200 anos — e que continua rodeado de medo, mitos e desinformação

😱 Poucas palavras assustam tanto um doente oncológico e a sua família como esta:
Morfina.

Basta o médico ou enfermeiro pronunciar o nome para surgirem imediatamente pensamentos como:

"Então já não há nada a fazer?"
"Isto é o princípio do fim?"
"Vai f**ar dependente?"
"Vai deixar de respirar?"
"A morfina mata."

Estas ideias estão tão enraizadas que muitas pessoas chegam a recusar um dos medicamentos mais importantes da medicina moderna.
E isso é um problema.
Porque a morfina não é apenas um analgésico.
A morfina é um dos maiores aliados que a medicina alguma vez teve para combater o sofrimento humano.

Milhões de doentes beneficiaram dela. Milhões continuam a beneficiar.
E talvez esteja na altura de explicar exactamente porquê.

💉 O Que é a Morfina?

A morfina pertence à família dos opioides.
Actua ligando-se a receptores específicos localizados:
no cérebro,
na medula espinhal,
e em várias outras regiões do organismo.

Quando estes receptores são activados, ocorre uma redução da transmissão dos sinais de dor.
Mas a morfina faz muito mais do que isso.

Também influencia:
a percepção emocional da dor,
a sensação de falta de ar,
a ansiedade associada ao sofrimento físico.
Por isso é tão valiosa em oncologia.
Porque o sofrimento raramente é apenas físico.

🤕 Porque é Que a Dor Oncológica Pode Ser Tão Intensa?

Nem toda a dor associada ao cancro é igual.
Um tumor pode provocar dor por vários mecanismos:
• invasão de nervos,
• compressão de estruturas,
• inflamação intensa,
• metástases ósseas,
• fracturas patológicas,
• complicações dos tratamentos.

Particularmente nas metástases ósseas, a dor pode tornar-se devastadora.
Muitos doentes descrevem-na como:
profunda,
constante,
incapacitante,
impossível de ignorar.

Nestes casos, analgésicos simples muitas vezes deixam de ser suficientes.
E é aqui que a morfina entra.
Não porque a situação seja desesperada.
Mas porque a dor exige uma ferramenta mais potente.

🪜 A Escada Analgésica da OMS Mudou a História da Medicina

Em 1986, a Organização Mundial de Saúde apresentou a famosa escada analgésica.

A ideia era simples:
utilizar medicamentos cada vez mais potentes conforme a intensidade da dor aumenta.
Quando a dor se torna intensa, os opioides fortes passam a ser recomendados.
A morfina tornou-se durante décadas a referência mundial.
Não porque fosse o único medicamento disponível.
Mas porque demonstrou eficácia extraordinária, previsibilidade e segurança quando utilizada correctamente.
Ainda hoje continua a ser considerada um dos pilares do tratamento da dor oncológica.

✋ O Mito Mais Perigoso: "A Morfina Mata"

Este talvez seja o maior mito de todos.
E infelizmente continua muito vivo.
A realidade científ**a é completamente diferente.
A morfina não é administrada para provocar a morte.
É administrada para aliviar sofrimento.

Quando prescrita adequadamente:
√ a dose é calculada,
√ o doente é monitorizado,
√ os efeitos são avaliados,
√ e os ajustes são feitos progressivamente.

A medicina moderna conhece extremamente bem:
√ a farmacologia da morfina,
√ os seus efeitos,
√ as suas interacções,
√ e as doses apropriadas.

É precisamente esse conhecimento que permite a sua utilização segura.
O que muitas famílias observam é diferente.
Muitas vezes a morfina é iniciada numa fase avançada da doença.
Quando o estado clínico já está muito comprometido.
E então cria-se uma falsa associação:
"A pessoa recebeu morfina e morreu pouco tempo depois."
Mas a causa não foi a morfina.
Foi a progressão da doença.
Confundir associação temporal com causalidade é um erro frequente.

🫁 A Morfina Não é Apenas Para a Dor

Aqui está algo que muitas pessoas desconhecem.
A morfina é também uma das ferramentas mais ef**azes para controlar dispneia.
Ou seja:
a sensação de falta de ar.

Este efeito está extremamente bem documentado na literatura científ**a.
Doentes com:
cancro avançado,
insuficiência cardíaca,
doença pulmonar avançada,
podem beneficiar signif**ativamente de pequenas doses de opioides.

Mas atenção:
a morfina não melhora necessariamente os números da oxigenação.
O que melhora é algo igualmente importante:
a sensação subjectiva de sufoco.

O cérebro interpreta menos intensamente o desconforto respiratório.
E para quem sente falta de ar constante, isso pode transformar completamente a qualidade de vida.

🛑 "Vai Ficar Dependente?"

Outro medo muito comum.
É importante distinguir conceitos.
Existe diferença entre:
dependência física e adição.
Dependência física signif**a que o organismo se adapta à presença do medicamento.
Isso acontece com inúmeros fármacos.

Adição implica:
procura compulsiva,
perda de controlo,
utilização apesar de prejuízo.
No contexto da dor oncológica verdadeira, o risco de adição é muito inferior ao que a maioria das pessoas imagina.
O objectivo não é obter prazer.
É controlar sofrimento.
E isso muda completamente o contexto clínico.

🛑 "Depois Já Não Vai Fazer Efeito"

Outro mito frequente.
Muitas famílias têm receio de iniciar morfina cedo porque acreditam que:
"depois já não haverá nada mais forte."
Isto não corresponde à realidade da medicina actual.

Hoje dispomos de:
morfina,
oxicodona,
hidromorfona,
fentanilo,
buprenorfina,
técnicas intervencionistas,
bloqueios nervosos,
radioterapia analgésica,
cuidados paliativos especializados.

O tratamento da dor é uma área extremamente desenvolvida.
A ideia de que existe uma única oportunidade para utilizar morfina é falsa.

🫡 Os Efeitos Secundários Existem?

Claro que sim.
Como qualquer medicamento ef**az.
Os mais frequentes incluem:
obstipação,
sonolência inicial,
náuseas,
boca seca.

Mas a maioria destes efeitos pode ser prevenida ou controlada.
Por exemplo:
a obstipação provocada pelos opioides é tão previsível que frequentemente se prescrevem laxantes desde o início.
É precisamente por conhecermos bem os efeitos secundários que conseguimos geri-los adequadamente.

😪 Quando a Dor é Mal Tratada, o Corpo Sofre

Dor persistente não afecta apenas o conforto.
Afecta:
o sono,
o humor,
a alimentação,
a mobilidade,
a reabilitação,
a relação com a família,
a adesão aos tratamentos.

Um doente com dor intensa:
move-se menos,
come menos,
dorme pior,
recupera pior.

Por isso controlar a dor não é um luxo.
É tratamento médico.

🫴 O Que os Cuidados Paliativos Sabem Há Décadas

Existe uma frase que resume muito da filosofia dos cuidados paliativos:
As pessoas não devem sofrer desnecessariamente.
Parece simples.
Mas durante demasiado tempo muitos doentes sofreram porque:
tinham medo da morfina,
as famílias tinham medo da morfina,
ou os próprios profissionais tinham receio de a utilizar adequadamente.

Hoje sabemos muito mais.
Sabemos que controlar dor:
melhora qualidade de vida,
melhora dignidade,
melhora funcionalidade,
reduz sofrimento emocional.

E sabemos que permitir sofrimento evitável não traz qualquer benefício.

🎯 A Grande Verdade Sobre a Morfina

Talvez esta seja a mensagem mais importante de todo o artigo.
A morfina não representa derrota.
Não representa desistência.
Não representa o fim.
Representa uma das maiores conquistas da medicina na luta contra o sofrimento humano.
Quando utilizada correctamente, não tira dignidade.
Devolve-a.
Não rouba tempo.
Melhora o tempo que existe.
Não encurta necessariamente a vida.
Muitas vezes permite vivê-la melhor.
E para um doente com dor intensa ou falta de ar incapacitante, isso pode mudar absolutamente tudo.

👂 Agora queremos ouvir-vos.

Quando ouviram falar de morfina pela primeira vez, sentiram medo?
Alguma vez recusaram ou hesitaram em aceitar este tratamento?
A morfina ajudou alguém da vossa família a controlar dor ou falta de ar?
Partilhem a vossa experiência nos comentários. Porque poucos medicamentos fizeram tanto para aliviar sofrimento humano — e continuam a ser tão mal compreendidos.

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