Biodanza SRT - Orlando Nascimento

Biodanza SRT - Orlando Nascimento Facilitador de Biodanza - Escola de Biodanza SRT de Lisboa. Aulas abertas: sábados | 10h

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Há momentos em que um evento muda tudo. Na tua vida.Ou no mundo. Um nascimento.Um encontro.Uma mudança de cidade ou país...
11/09/2026

Há momentos em que um evento muda tudo.

Na tua vida.
Ou no mundo.

Um nascimento.
Um encontro.
Uma mudança de cidade ou país.
Uma despedida.
Uma decisão.
Uma descoberta.
Uma data que f**a para sempre na memória.

Há acontecimentos que dividem a nossa história em duas partes: o antes e o depois.

Às vezes, sabemos no momento que alguma coisa mudou.
Outras vezes, só percebemos mais tarde.

E há também mudanças que não chegam como grandes acontecimentos.

Começam devagar.
Num encontro.
Numa música.
Num movimento.
Num momento em que decidimos experimentar algo diferente.

Porque nem sempre precisamos de mudar tudo.
Às vezes, basta começar a mover alguma coisa em nós.

Este pode ser um desses momentos.

E se experimentasses algo novo?
Já imaginaste?

☀️ Biodanza | música, movimento e encontro.

Um espaço para estar presente, sentir, expressar e descobrir novos caminhos.

Vem experimentar. Começa o teu caminho.

Estamos em Setembro. E novidades? Talvez seja tempo de fazer algo que nunca fizeste.De experimentar.De deixar o corpo fa...
09/09/2026

Estamos em Setembro. E novidades?

Talvez seja tempo de fazer algo que nunca fizeste.
De experimentar.
De deixar o corpo falar.
De dançar sem precisar de saber dançar.

Este sábado, há Biodanza perto da praia, na Caparica 🌊

Música, movimento, encontro e um fim de tarde para viver de outra maneira.

E se a novidade deste mês começasse aqui?

Reserva o teu lugar!

📍 Ocean Yoga Caparica Ocean Yoga • Fit • Wellness
🗓 sábado, 12 setembro
⏰️ 17h

Inscrições e informações:
📧  [email protected]
📲  917 005 719

Precisamos do outro mais do que pensamos. No início de 2026, a história de Punch, um jovem macaco-japonês do Ichikawa Ci...
08/09/2026

Precisamos do outro mais do que pensamos.

No início de 2026, a história de Punch, um jovem macaco-japonês do Ichikawa City Zoo, no Japão, chamou a atenção de milhares de pessoas. Abandonado pela mãe pouco depois de nascer, Punch recebeu dos tratadores um orangotango de peluche para se agarrar. O peluche tornou-se uma fonte de conforto e acompanhou-o durante os primeiros meses de vida.

A história de Punch não é uma experiência científ**a, mas evoca uma questão que a investigação sobre o vínculo já vinha explorando há décadas: o que precisamos do outro para nos sentirmos seguros?

Na década de 1950, o psicólogo Harry Harlow realizou experiências com macacos-rhesus criados em condições de privação materna. Perante duas estruturas que funcionavam como mães substitutas, uma revestida com pano e outra com um biberão, os macacos preferiam permanecer junto da estrutura mais confortável e acolhedora. Estes estudos evidenciaram a importância do contacto físico e do conforto na formação do vínculo, mostrando que esta necessidade não podia ser reduzida à alimentação.

As investigações de Harlow cruzaram-se com o trabalho de John Bowlby e com o desenvolvimento da teoria da vinculação. Ambos contribuíram para compreender que a procura de proximidade, proteção e segurança está profundamente inscrita na nossa natureza e que a ausência de vínculos afetivos precoces pode ter consequências importantes no desenvolvimento e na capacidade de estabelecer relações.

Isto leva-nos a olhar de outra forma para as relações humanas.

Precisamos de contacto. Precisamos de proximidade. Precisamos de alguém que nos reconheça, que nos acolha e junto de quem possamos sentir-nos seguros.

Na Biodanza, esta dimensão encontra uma expressão muito concreta. Através do movimento, da música e do encontro, são criadas situações que estimulam o contacto, o sentido de pertença e a confiança. Mas esse contacto não é imposto: acontece através da progressividade, do feedback e do acordo entre as pessoas.

Porque relacionar-se não é apenas uma escolha consciente. Há algo mais profundo em jogo. O nosso corpo procura o outro, aproxima-se, responde ao contacto e encontra nele condições para se sentir seguro.

Desde o início da vida, a nossa existência desenvolve-se em relação. E essa é uma das características mais fundamentais do ser humano: não somos seres que simplesmente vivem juntos. Somos seres que precisam uns dos outros para viver.

O vínculo não é uma opção. É sobrevivência.

Rede Afetiva | 6




SETEMBRO CHEGOU! E há escolhas que fazem bem ao corpo e à alma. A Biodanza é um desses momentos: com a música, com o mov...
02/09/2026

SETEMBRO CHEGOU!

E há escolhas que fazem bem ao corpo e à alma.

A Biodanza é um desses momentos: com a música, com o movimento, com os outros e contigo.

Movimento, música e encontro humano são ingredientes simples para uma vida com mais alegria, energia e leveza.

Vem experimentar. Junta-te a este encontro.

Duas aulas abertas a todos.

Deixa o corpo encontrar o seu próprio ritmo.

📍12 setembro | 17h · Caparica
- no Ocean Yoga • Fit • Wellness

📍19 setembro | 10h · Martim Moniz
- no Sukharma Yoga Studio

Inscrições e informações:
📧 [email protected]
📲 Whatsapp: +351 917005719





Aproximar-se de alguém é também respeitar o tempo do encontro. A aproximação humana não acontece de uma só vez. Constrói...
01/09/2026

Aproximar-se de alguém é também respeitar o tempo do encontro.

A aproximação humana não acontece de uma só vez. Constrói-se aos poucos, através de camadas sucessivas de abertura, confiança e disponibilidade.

No encontro, vamos percebendo sinais, no olhar, na respiração, na tensão ou soltura do corpo, na distância que naturalmente se estabelece entre nós. Percebemos o nosso ritmo, o ritmo do outro, aquilo que nos aproxima e aquilo que pede mais tempo. Há momentos para avançar, mas também momentos para esperar.

Na Biodanza, este processo é acompanhado pela progressividade: cada pessoa pode avançar gradualmente, respeitando o seu nível de conforto e ampliando, passo a passo, a sua capacidade de se vincular.

A autorregulação permite, por sua vez, reconhecer aquilo que precisamos em cada momento, seja mais espaço, mais silêncio ou já alguma proximidade, evitando tanto a retração excessiva como uma exposição para a qual ainda não estamos preparados. E essa escuta de nós próprios caminha lado a lado com a escuta do outro: aproximar-se bem é também deixar-se guiar pelo que o outro mostra estar pronto para viver.

Aproximar não é ultrapassar o espaço do outro. É encontrar, com o outro, a distância a partir da qual o encontro pode acontecer. É esse cuidado, repetido em cada encontro, que vai tecendo a confiança.

A confiança é um caminho que se faz passo a passo.

Rede Afetiva | 5




Há coisas que só acontecem na presença. Na presença, não comunicamos apenas com palavras. O corpo também fala, escuta e ...
25/08/2026

Há coisas que só acontecem na presença.

Na presença, não comunicamos apenas com palavras. O corpo também fala, escuta e responde. E talvez seja por isso que alguns encontros nos transformam de uma forma que nenhuma mensagem consegue reproduzir.

Na Biodanza, esta dimensão da presença assume um lugar central: é através do movimento, da música e do encontro com os outros que a relação passa a ser vivida no corpo, e não apenas pensada.

Foi esta ideia que me levou a investigar, na minha monografia, de que forma a prática da Biodanza pode influenciar os relacionamentos. Num inquérito realizado a praticantes de Biodanza, 90,7% dos participantes afirmaram que a prática tinha mudado os seus relacionamentos. Entre as mudanças mais referidas destacaram-se a expressão afetiva, o autoconhecimento e a construção de relações mais saudáveis.

Estes resultados confirmam, com números, o que muitas vezes se sente apenas no corpo: que a presença, quando verdadeiramente vivida, transforma também a forma como nos relacionamos com os outros.

Rede Afetiva | 4



Estar conectado é estar em relação? Nunca estivemos tão conectados. Temos ao alcance dos dedos pessoas, lugares, acontec...
18/08/2026

Estar conectado é estar em relação?

Nunca estivemos tão conectados. Temos ao alcance dos dedos pessoas, lugares, acontecimentos e informações que antes estavam a milhares de quilómetros de distância.

As redes sociais transformaram profundamente a forma como comunicamos e nos relacionamos. Criaram novas possibilidades de contacto e uma rede quase permanente de conexões. Mas estar conectado signif**a necessariamente estar próximo?

Podemos trocar mensagens sem partilhar o mesmo espaço, reagir sem olhar, comunicar sem tocar, estar disponíveis sem estarmos verdadeiramente presentes.

Jonathan Haidt (psicólogo social e investigador) identif**a algumas diferenças entre as interações que acontecem no mundo real e aquelas que acontecem no mundo virtual. Uma delas é a corporeidade: no encontro presencial, o corpo participa na comunicação. O olhar, a expressão do rosto, o gesto, a postura, a proximidade e o toque acrescentam dimensões àquilo que as palavras dizem.

Talvez por isso uma conexão não seja necessariamente um vínculo. Podemos estar ligados através de um ecrã e, ainda assim, sentir a ausência da presença do outro.

Porque uma coisa é estar conectado. Outra, talvez bem diferente, é estar em relação.

É no encontro real, cara a cara e pele a pele, que o outro se apresenta na sua totalidade, com o seu corpo, as suas emoções, os seus gestos e a sua presença.

Rede Afetiva | 3




O ser humano nasce na relação. Antes de aprendermos a falar, já comunicávamos. Antes de caminharmos, já procurávamos o o...
12/08/2026

O ser humano nasce na relação.

Antes de aprendermos a falar, já comunicávamos. Antes de caminharmos, já procurávamos o olhar, o toque, a presença. A relação não é um capítulo da vida humana; é a condição a partir da qual a vida começa a ganhar forma.

Ao longo do último século, diversos autores e investigadores, desde a teoria da vinculação à biologia das relações, passando pelas neurociências e pela psicologia do desenvolvimento, têm mostrado que o vínculo não é um simples complemento da existência humana. É uma necessidade fundamental para o desenvolvimento, para a aprendizagem e para a construção da identidade.

Desde o primeiro vínculo, crescemos num processo contínuo de interação. É na relação com o outro que aprendemos a confiar, a reconhecer emoções, a descobrir limites, a construir identidade e a encontrar um lugar no mundo.

Talvez por isso o encontro humano não seja um acontecimento secundário. É uma necessidade profundamente inscrita na nossa natureza e uma das forças mais transformadoras da existência.
É nessa capacidade de nos ligarmos aos outros que começa a tecer-se a rede afetiva que nos acompanha ao longo da vida.

Rede Afetiva | 2




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