Cátia Castro Psicóloga

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Cátia Castro Psicóloga Estacionamento de parque subterrâneo 24 h; transportes públicos autocarro 774 (+), metro Marquês Pombal ou Rato, Eléctrico 24E.

Psicóloga Clínica (CP OPP 22963) · Psicoterapia, Avaliação e Consulta · Saúde mental e uso problemático de tecnologias • Workshops, Cursos, Ensino 📩 [email protected]

No passado dia 20, dei a palestra «Presos ao Ecrã: Jogo e Redes Sociais», na Faculdade de Farmácia da Universidade de Li...
28/10/2026

No passado dia 20, dei a palestra «Presos ao Ecrã: Jogo e Redes Sociais», na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, no âmbito da iniciativa «Na Dose Certa».

Conversámos sobre o lugar que os videojogos e as redes sociais ocupam nas nossas vidas: o prazer, a pertença, a descoberta e, por vezes, o alívio de emoções difíceis.

Compreender essa relação exige olhar para o que procuramos quando nos ligamos e para aquilo que, progressivamente, podemos estar a adiar: o descanso, uma conversa, uma tarefa ou o encontro com o que sentimos.

A prevenção ganha profundidade quando ajuda cada pessoa a reconhecer os seus padrões. Quando conseguimos perceber o que desencadeia o impulso de continuar, como nos sentimos depois e que espaço f**a para as outras dimensões da vida, criamos condições para fazer escolhas mais conscientes.

Foi também por aí que passou a nossa conversa sobre regulação emocional, estratégias quotidianas e procura de apoio.

Foi especialmente signif**ativo encontrar jovens universitários tão interessados em pensar estas questões, tanto para o seu próprio bem-estar como para a sua futura prática profissional.

Há uma responsabilidade que começa a construir-se nestes momentos:
🔸 aprender a reconhecer sofrimento onde pode parecer existir apenas um hábito;
🔸 saber escutar antes de formular um juízo;
🔸 criar espaço para que alguém consiga dizer que está a perder o controlo, sem receio de ser desvalorizado.

A formação de futuros profissionais de saúde também passa por esta atenção à experiência humana.

Pelo cuidado com as perguntas que fazemos e com as respostas que tornamos possíveis.

Muito obrigada ao Departamento de Intervenção Cívica e Educação para a Saúde (DICES) da Associação dos Estudantes da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (AEFFUL) pelo convite e a todos os estudantes pelo interesse e pela disponibilidade para refletir sobre um tema que atravessa a vida pessoal e o futuro exercício profissional.

A Psicologia está nos lugares onde procuramos compreender o comportamento humano e contribuir para o bem-estar das pesso...
23/10/2026

A Psicologia está nos lugares onde procuramos compreender o comportamento humano e contribuir para o bem-estar das pessoas.
Mas, independentemente do contexto em que intervém, é a ciência psicológica que fundamenta e dá identidade às diferentes áreas da Psicologia.

Foi esta uma das reflexões que procurei trazer ao primeiro episódio do podcast Prémios Psicologia, dedicado à questão: «Onde é que a Psicologia está realmente a fazer a diferença?»

O que distingue o trabalho dos psicólogos não é apenas a capacidade de compreender ou falar sobre o comportamento humano, mas o rigor do seu discurso técnico-científico, o conhecimento que sustenta as suas intervenções e o compromisso com práticas fundamentadas na evidência científ**a e na ética profissional.

Neste sentido, a Ordem dos Psicólogos Portugueses desempenha uma função essencial. Mais do que representar os profissionais, cabe-lhe contribuir para a qualidade e a responsabilidade do exercício da Psicologia, salvaguardando, sobretudo, os direitos e a segurança das pessoas a quem os nossos serviços se destinam.

Falámos também da importância de uma presença mais efetiva dos psicólogos nas políticas públicas. O conhecimento produzido pela Psicologia não deve permanecer circunscrito à investigação ou à intervenção individual. Deve informar decisões, orientar estratégias de prevenção e contribuir para respostas sociais mais adequadas às necessidades das pessoas e das comunidades.

Porque afirmar a Psicologia não é apenas dar-lhe maior visibilidade. É assegurar que o seu contributo para a sociedade se constrói a partir do conhecimento científico, do pensamento crítico e da responsabilidade pública.

Agradeço aos Prémios Psicologia o convite para esta conversa e a oportunidade de partilhar perspetivas com profissionais de diferentes áreas da Psicologia.

🎙️ Episódio completo: https://youtu.be/y46ecOf765I

Dia Mundial da Saúde Mental
10/10/2026

Dia Mundial da Saúde Mental

Hoje estive à conversa com estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa, no âmbito da 6.ª edição do projeto inFORMA-TE,...
04/10/2026

Hoje estive à conversa com estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa, no âmbito da 6.ª edição do projeto inFORMA-TE, numa sessão dedicada à dependência digital e aos comportamentos aditivos sem substância.

Falámos de gaming, uso problemático da internet, prevenção, risco e, sobretudo, da importância de distinguir envolvimento intenso de verdadeira perturbação clínica.

Muito obrigada ao DSPS e à AEFML pelo convite, e a todas e a todos os estudantes que se juntaram a esta conversa. Há temas a que regressamos muitas vezes e que, ainda assim, nunca se esgotam. Estes são alguns deles.

Medicina LiteraciaEmSaúde Prevenção inFORMATE AEFML

Crianças online: até onde deve ir a responsabilidade dos pais e onde começa a responsabilidade das plataformas?Hoje, a C...
17/09/2026

Crianças online: até onde deve ir a responsabilidade dos pais e onde começa a responsabilidade das plataformas?

Hoje, a Comissão Europeia apresentou o EU KIDS Act, uma proposta que pretende alterar signif**ativamente a forma como crianças e adolescentes podem aceder às redes sociais e a outros serviços digitais na União Europeia.

A proposta estabelece uma progressão de acesso de acordo com a idade:

🔸antes dos 13 anos, sem acesso às redes sociais; 🔸entre os 13 e os 14 anos, apenas através de contas supervisionadas pelos pais;
🔸e, a partir dos 15 anos, possibilidade de criar uma conta própria.
🔸Para os mais novos, prevê-se ainda o acesso a conteúdos de vídeo adequados à idade através de contas geridas pelos responsáveis.

👉 Mas talvez uma das mudanças mais interessantes esteja noutro ponto: a proteção deixa de depender apenas da capacidade dos pais para controlar aquilo que os filhos fazem online.

🗒️ A proposta introduz o princípio de “safety by design”: são as próprias plataformas que terão de demonstrar que os seus serviços foram concebidos de forma segura e adequada a menores.

Isto inclui medidas dirigidas a mecanismos que todos reconhecemos no quotidiano digital:

🔸funcionalidades concebidas para prolongar continuamente a utilização, infinite scroll, sistemas de recompensa, notif**ações durante as horas de sono, contactos não solicitados por desconhecidos e sistemas de recomendação que podem conduzir progressivamente os jovens para conteúdos prejudiciais.

🔸Para menores, as contas deverão ainda ser privadas por defeito e algumas funcionalidades, como geolocalização, câmara e microfone, deverão estar desativadas.

👉 Também os companheiros de IA e chatbots entram nesta discussão: a proposta prevê que estejam desligados por defeito para menores e que não sejam concebidos de forma a simular relações interpessoais suscetíveis de promover dependência emocional.

Outro elemento relevante é a verif**ação da idade, que deverá procurar preservar a privacidade do utilizador, e a chamada inversão do ónus da prova: em vez de ser necessário demonstrar posteriormente que determinada característica de uma plataforma prejudicou os menores, as grandes plataformas terão de demonstrar previamente que os seus serviços são seguros.

Enquanto psicóloga e investigadora na área dos comportamentos digitais, há um aspeto que considero particularmente importante nesta discussão:

🔸proteger crianças no espaço digital não signif**a necessariamente afastá-las da tecnologia, signif**a discutir seriamente que tecnologia lhes estamos a oferecer, em que idade, com que características e com que responsabilidade por parte de quem a desenvolve.

O EU KIDS Act é, para já, uma proposta. Segue-se o processo legislativo no Parlamento Europeu e no Conselho, e será importante acompanhar o que permanecerá, o que será alterado e de que forma estas medidas poderão ser aplicadas na prática.

04/09/2026

🗣"Somos uma profissão cada vez mais presente na sociedade portuguesa. Uma profissão que cresceu, se diferenciou e conquistou reconhecimento. Mas somos, sobretudo, uma comunidade de profissionais unida por uma responsabilidade extraordinária: trabalhar com aquilo que existe de mais singular em cada pessoa: a sua história, as suas relações, as suas escolhas, o seu sofrimento, as suas possibilidades e a sua capacidade de mudança."

Mensagem da Bastonária Sofia Ramalho, no Dia Nacional do Psicólogo.
Para ler a mensagem, consulte o seu email.

No próximo dia 9 de dezembro de 2026, terei o gosto de participar na 30.ª Jornada de Adictologia de Genebra, nos Hôpitau...
01/09/2026

No próximo dia 9 de dezembro de 2026, terei o gosto de participar na 30.ª Jornada de Adictologia de Genebra, nos Hôpitaux universitaires de Genève.

Às 15h15, na sessão «Les 20 ans de ReConnecte : médias sociaux et technologie», apresentarei:

«Profils psychologiques de joueurs : étude longitudinale et pistes pour la clinique»

Fico muito feliz por poder participar neste encontro, ao lado de investigadores e clínicos tão distintos, e contribuir para a reflexão sobre os usos digitais e as adições comportamentais.

Um agradecimento muito especial à Prof. Sophia Achab pelo convite e pela confiança.

📍 HUG, Genebra
📅 9 de dezembro de 2026

No ICBA 2026, houve também espaço para uma dimensão da investigação e da prática clínica que considero essencial: dar ma...
28/08/2026

No ICBA 2026, houve também espaço para uma dimensão da investigação e da prática clínica que considero essencial: dar maior visibilidade às experiências das mulheres no campo das adições.

Em duas participações distintas, tive oportunidade de apresentar o nosso trabalho desenvolvido através do Women & Addiction Interest Group (WAIG) da International Society of Addiction Medicine (ISAM) e de integrar uma mesa-redonda dedicada a uma perspetiva internacional feminina sobre as adições comportamentais.

Foram momentos de reflexão e diálogo sobre desigualdades ainda existentes, acesso aos cuidados, representação, advocacy e a importância de incluir as vozes e experiências das mulheres na investigação, na prática clínica e nas decisões que moldam a saúde.

Porque compreender melhor também signif**a aprender a escutar melhor.

MentalHealth ClinicalPsychology WomenInScience

De Istambul, no ICBA 2026, f**am sobretudo as ideias, as perguntas e as boas conversas científ**as.Tive a oportunidade d...
28/08/2026

De Istambul, no ICBA 2026, f**am sobretudo as ideias, as perguntas e as boas conversas científ**as.

Tive a oportunidade de apresentar dois trabalhos sobre gaming e Gaming Disorder: um sobre a evolução de diferentes perfis psicológicos de jogadores ao longo do tempo e outro centrado na experiência vivida de quem joga. Numa das apresentações co-moderei a sessão “Gaming: Symptoms, Profiling, and Typologies”.

Grata pelas partilhas, pela aprendizagem e pelos encontros que fazem a ciência avançar.

Research

Daqui a poucos dias, Istambul será ponto de encontro para investigadores e profissionais de vários países no ICBA 2026 —...
20/08/2026

Daqui a poucos dias, Istambul será ponto de encontro para investigadores e profissionais de vários países no ICBA 2026 — International Conference on Behavioral Addictions, de 24 a 26 de agosto.

Serão dias para ouvir, discutir, aprender e cruzar perspetivas sobre temas que continuam a levantar perguntas importantes na investigação e na prática clínica.

Ao longo do congresso, irei participar através de quatro comunicações orais sobre:

🔸Gaming Disorder, perfis psicológicos de jogadores e experiência vivida do gaming, incluindo o nosso estudo longitudinal e o estudo qualitativo baseado em nas experiências vividas de jogadores. Terei também a oportunidade de co-presidir uma sessão dedicada a “Gaming: Symptoms, Profiling, and Typologies”.

🔸 Mulheres e a adição, com sessões sobre cuidados sensíveis ao género, prevenção, equidade em saúde e a necessidade de dar maior espaço às experiências das mulheres na investigação, nos serviços e nas políticas de saúde.

Em todos estes contributos salienta-se a importância da intervenção psicológica centrada na pessoa, no seu contexto, nas relações, na sua história individual e nas suas condições sociais.

Endereço

Amoreiras Square Rua Carlos Alberto Da Mota Pinto, Nº17
Lisbon
1070-313

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 19:30
Terça-feira 09:00 - 17:30
Quarta-feira 09:00 - 19:30
Quinta-feira 09:00 - 19:30
Sexta-feira 09:00 - 17:30

Telefone

+351933828512

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