Dra. Fátima Santiago

Dra. Fátima Santiago Página da Dra. Fátima Santiago dedicada à Medicina com abordagem ao Método Kousmine

ANTIOXIDANTES e STRESS OXIDATIVOOuvimos falar tanto em antioxidantes, todos sabemos que devemos ingerir alimentos com al...
09/09/2026

ANTIOXIDANTES e STRESS OXIDATIVO

Ouvimos falar tanto em antioxidantes, todos sabemos que devemos ingerir alimentos com alto teor em antioxidantes,mas saberemos o porquê e porque são tão essenciais ao nosso organismo?

Começamos a viver dentro do útero da nossa mãe, nesta fase os nossos pulmões não funcionam. A placenta além de nutrientes leva oxigénio para a corrente sanguínea do bebé e a circulação sanguínea é feita pelo coração. Quando passa pelos pulmões o oxigénio é devolvido sobre a forma de dióxido de carbono para a corrente sanguínea da mãe. O cordão umbilical, que liga o bebé à placenta, é o responsável por estas trocas gasosas.

Quando nascemos, à primeira respiração, sofremos o embate desta grande mudança. Os pulmões começam a funcionar e recebemos pela primeira vez oxigénio por via aérea, devolvendo dióxido de carbono. Aqui começamos o processo oxidativo, aqui começamos a morrer (perdoem-me a literalidade, mas é quando nascemos que começamos a morrer fisicamente).

Além dos processos fisiológicos e metabólicos inerentes ao nosso corpo, o nosso estio de vida afecta decisivamente a produção de radicais livres (stress, radiação solar, tabaco), alimentação e factores externos como a poluição e os radicais livres. Os radicais livres são átomos ou moléculas de alta capacidade reactiva produzidos nos processos metabólicos celulares.Contêm um número ímpar de eletrões e é devido a este não emparelhamento que é atribuída alto poder reactivo. Essas moléculas são libertadas pelo metabolismo e quando produzidas em excesso podem acelerar o envelhecimento e morte celular.

Acentuo portanto a importância dos antioxidantes endógenos, produzidos pelas nossas células-podemos optimizar a sua produção através da alimentação - como reforço das nossas defesas e combate aos radicais livres aos quais estamos sujeitos.

STRESS OXIDATIVO

Somos constituídos por carbono, oxigénio e hidrogénio basicamente, embora tenhamos muitos outros elementos na nossa composição física.
Como já aqui se disse, as trocas com o meio ambiente e os processos metabólicos internos (digestão, respiração, eliminação), consomem oxigénio...ora é esse mesmo oxigénio que é vital para a vida que por outro lado, ao oxidar as células do corpo, nos acaba por conduzir à morte: de uma forma muito simplista, não está errado dizer isto.
Como poderemos envelhecer mais lentamente?Controlando os processos oxidativos naturais com uma alimentação e estilo de vida correctos e antioxidativos.

Já aqui tenho referido que a vida que levamos é pró-inflamatória: ora a inflamação e a oxidação (produção de radicais livre de oxigénio) estão ligadas entre si e ligadas ao adoecer e aos processos dinâmicos funcionais,portanto num equilíbrio instável, a manter o melhor possível.

Fonte: http://www.fpcardiologia.pt/os-antioxidantes/

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Cozinha mágica ou cozinha conscienteRelacionar os termos magia e consciência parece inusitado mas não é. A magia é tão s...
05/09/2026

Cozinha mágica ou cozinha consciente

Relacionar os termos magia e consciência parece inusitado mas não é. A magia é tão somente a intenção e o propósito que colocamos nas acções e a consciência corresponde ao estado mental com o qual fazemos ou estamos. Sendo que esse estado mental procura presença, calma, concentração e intenção nas acções e palavras.

Portanto, hoje trago o tema da cozinha mágica enquanto acto consciente de criar, compor ou seguir com o propósito de preparar uma refeição que contribua não só para satisfação como para o bem-estar de quem a irá comer.

Trata-se de honrar a simplicidade, a calma e o cuidado para que se sinta o momento da preparação e da refeição para além do seu propósito de alimentar e saciar mas de nutrir e provocar bem-estar.

É inevitável não separar alguns conceitos de saúde, organização e qualidade da cozinha consciente. Procura-se não só aliar sabores e propriedades nutricionais a alimentos reais, de proximidade e de época, como preparar o espaço da cozinha, mantendo-o limpo e organizado, cozinhar de forma lenta e preparar a mesa da refeição com brio para que no final a refeição seja um momento do dia que se recorda e do qual se espera satisfação e bem-estar.

Já tinha pensado nisto?
Consegue pôr em prática?

Note que a cozinha como terapia pode ser diferente da cozinha consciente. A cozinha como terapia pode implicar uma tentativa de fazer da cozinha um escape aos problemas e aos pensamentos. Na cozinha consciente há uma preparação emocional, física e espiritual antes de se cozinhar. A roupa e o espaço estão limpos e arrumados. Há um plano que pode ser seguido para evitar stress e ansiedade sobre 'o quê' e 'como' e desfruta-se da cozinha como se fosse um momento em que a mente está activa e consciente.

A magia é uma forma de placebo para que o fantástico, o possível e o presente possam ganhar uma dimensão metafísica que se sente, na realidade.

Após uma refeição harmoniosa a magia por vezes acontece.

imagem: Madame Min e Maga Patalógica

O Mundo em que vivemosAs pessoas que conhecem o funcionamento da sociedade - a rotina do trabalho, a a voracidade do con...
02/09/2026

O Mundo em que vivemos

As pessoas que conhecem o funcionamento da sociedade - a rotina do trabalho, a a voracidade do consumo e da criação de dívida, as distrações de massa - acham normal a formatação do dia a dia e a repetição ad nauseam do que era feito antes de nós tendo em conta o objectivo de sempre: ganhar dinheiro, produzir riqueza, trabalhar até a reforma, aceitar os problemas de saúde e o fim de lágrimas e partilhas, quando as há.

Não se ensina, nem se pratica a verdadeira espiritualidade.

Leia-se ''Siddhartha'', de Hermann Hess
Leia-se ''Sete Anos no Tibete'', de Heinrich Harrer
Leia-se ''O Cavaleiro da Armadura Enferrujada'', de Robert Fisher
Leia-se ''O Universo Auto-Consciente'', de Amit Goswami

Nunca ninguém foi educado para crescer espiritualmente e não temer a morte…os chamados estados laicos são tão maus como os fundamentalistas pseudo religiosos…o verdadeiro espiritualismo (o tibetano) foi devorado e apagado…já ninguém ouve falar nele e nem sequer sabe quais as suas bases.

A morte recorda-nos que devemos procurar o sentido da vida e vivê-lo com fulgor, magia, compaixão, amor e alegria. E se inevitavelmente, o rico e o pobre, o famoso e o desconhecido, o doente e o saudável, o poderoso e o desapegado, enfim...se todos vamos passar pela morte, será preferível encará-la com naturalidade e calma. O sofrimento e a revolta não atrasarão a morte, pelo contrário.
E muito importante...não ignorar a nossa dimensão espiritual, religiões à parte - a espiritualidade é uma dimensão do ser humano, já a religião uma crença, fé do plano terreno.

É pois pela continuada repetição do padrão comportamental e deseducativo, agora aceite e superficialmente emendado aqui e ali na ortografia, no género em vez de s**o, nos maillots das atletas femininas nos olímpicos sem público, sendo que é na superficialidade e não na essência que se mede o progresso na matéria.

Agora virou um must ir ao espaço(?) Qual espaço? Alguém sabe o que é?

Lembro-me bem em pequena, de sonhar um dia que viajava pelas estrelas sem ruído e sem ser montada numa bomba perigosa (é isso que é um foguete) e acordar maravilhada a tentar reter o máximo que podia…e ficou a memória: vamos às estrelas todos os dias em que dormimos, silenciosamente, pelo éter, bem guardadas pelos anjos que nos protegem…

Porque é que estes ignorantes teimam em não perceber?

A humanidade não precisa de mais tecnologia nem mais organizações. A humanidade precisa de mais silêncio, compaixão, empatia, bondade e amor. A humanidade precisa de integrar a natureza e os animais no mesmo plano.

E só mudamos o mundo quando nos mudamos a nós próprios. Através de mim o mundo verá a mudança, e através do mundo eu serei a mudança.

Por isso fui para Medicina, para que ao estudar o corpo pudesse descobrir a alma.
Por isso estudo a Física, para chegar ao Espírito.

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A ocupação e intervenção humana, a natureza e a catástrofeVamos presenciando, umas vezes à distância, outras vezes com m...
28/08/2026

A ocupação e intervenção humana, a natureza e a catástrofe

Vamos presenciando, umas vezes à distância, outras vezes com maior proximidade, alterações naturais que modif**am a paisagem e interferem com a vida humana, causando o que chamamos de catástrofe.

A natureza como conjunto de organismos vivos vai-se modif**ando lentamente, quase de forma imperceptível. Graças à ocupação humana, essas alterações foram sendo mais drásticas com sinais crescentes de aumento se temperatura a cada ano que passa. Além disso, é raro haver espaços naturais sem intervenção/presença da ocupação do ser humano. Aliás, se existe é como luta do homem contra o homem. O ser humano a definir como reserva natural o que deve ser protegido da intervenção humana. Muitas vezes estas reservas são-no devido às suas características morfológicas, representando um perigo à instalação da vida humana. Quando esta se instala ignorando a previsibilidade das alterações naturais, permite-se o surgimento das catástrofes.

No sopé das montanhas mais altas do mundo a ocupação humana foi sendo feita de forma desordenada e sem cálculo de riscos do território, alimentando assim a curiosidade humana - curioso é que apesar de tantas e tantas construções mirabolantes, o ser humano continua a precisar e a procurar a beleza natural sem ocupação humana.

Continuando...no Nepal vemos leitos fluviais ocupados com construções até ao limite do que é o curso natural/normal dos rios.

Mesmo nas épocas de inundações "normais", são comuns imagens de casas inteiras a ser levadas pelo rio pois, uma vez construídas sobre solo aluvionar, nem sequer têm uma fixação capaz aos solos.

Se não houvesse ocupação humana, continuaria a haver imagens impressionantes, mas sem a dimensão trágica/catastróf**a da alteração da natureza.

Continuando com o tema da Saúde IntestinalNo intestino vivem triliões de microrganismos, incluindo bactérias, vírus, fun...
23/08/2026

Continuando com o tema da Saúde Intestinal

No intestino vivem triliões de microrganismos, incluindo bactérias, vírus, fungos e arqueias que compõem a microbiota intestinal.

O intestino desempenha várias funções, incluindo a digestão e fermentação da fibra, a produção de algumas vitaminas e ácidos gordos de cadeia curta (como o butirato), a modulação do sistema imunitário e a proteção da barreira intestinal, que tem um impacto directo na nossa saúde, nível de energia e estado de espírito.

As plantas fornecem diferentes fibras e compostos bioativos (polifenóis, amidos resistentes, prebióticos) e, quanto mais variedade consumimos, maior será a diversidade microbiana gerada. Não é a quantidade de um único alimento que faz a diferença, mas sim a diversidade do padrão alimentar.

Nos últimos anos, a ciência tem-se focado num conceito mais amplo e poderoso: a diversidade vegetal. Surgiu, assim, o número 30 para representar o mínimo de plantas diferentes que devem ser consumidas por semana - uma estratégia simples e flexível, associada a uma melhor saúde digestiva, metabólica e imunitária

O que a ciência diz sobre 30 plantas por semana

O American Gut Project analisou mais de 10.000 pessoas e encontrou um padrão claro: aqueles que consumiram 30 ou mais plantas diferentes tinham uma microbiota mais diversif**ada.

Uma microbiota rica em bactérias benéf**as está associada a: Melhor absorção de nutrientes-chave como ferro, cálcio e magnésio Produção de ácidos gordos de cadeia curta (como o butirato), essenciais para a saúde intestinal Reforço da barreira intestinal, ajudando a prevenir o intestino permeável Redução da inflamação crónica de baixo grau Melhor regulação do apetite e da saciedade Equilíbrio na resposta do açúcar no sangue Suporte para o eixo intestino-cérebro (melhoria do humor e energia) As evidências sugerem que uma microbiota diversif**ada pode ajudar a proteger contra doenças e apoiar um envelhecimento saudável.

Mais variedade não é opcional, é o que o corpo precisa para funcionar bem.

Porque devemos tentar comer, no mínimo, 30 plantas diferentes por semana?

Por vezes chama-se o desafio das 30 plantas, mas não é uma moda passageira – há ciência real por trás disso. Padrões como a dieta mediterrânica, rica em vários alimentos vegetais, estão associados a um menor risco de doenças crónicas como: Doenças cardiovasculares Diabetes tipo 2 Alguns tipos de cancro
Também estão associadas a uma vida mais saudável a longo prazo.

Mas o ponto chave está na microbiota intestinal.O intestino precisa de variedade já que alberga triliões de bactérias cujo comportamento é influenciado pelo que comemos.

As plantas contêm prebióticos que alimentam as bactérias boas do intestino. Incluem diferentes tipos de fibra e compostos, como polifenóis, responsáveis pela cor de muitos alimentos e com efeito antioxidante e anti-inflamatório.

Cada planta alimenta diferentes bactérias
Mais variedade = mais diversidade na microbiota Mais diversidade = um intestino mais forte e resistente

O que se considera uma "planta"?

Esta abordagem inclui os 6 grupos alimentares que compõem uma dieta de origem vegetal:
leguminosas,
cereais integrais e pseudocereais,
legumes,
frutas,
ervas e especiarias,
frutos secos e sementes.

Podemos também considerar alguns dos seus derivados, como tofu, tempeh ou proteína texturizada de leguminosas. Não se trata de cumprir uma quota diária perfeita, mas sim de adicionar variedade ao longo da semana, combinando alimentos reais e acessíveis.

Concluindo, coma todos os dias plantas diferentes, sem se preocupar em alcançar este número mas tenha em mente que comer alimentos reais diferentes todos os dias contribui para a diversidade da microbiota e para:
Melhor digestão Menos inflamação Melhor saúde metabólica Maior resistência corporal

Fontes:
https://www.veggie.es/guia-vegana/dieta-30-plantas-semana-beneficios

https://foodit.lanacion.com.ar/menu-semanal/la-regla-de-las-30-plantas-semanales-que-regenera-la-microbiota-y-desinflama-el-organismo-nid26072026/

https://www.sciencealert.com/eating-30-plants-a-week-a-healthier-diet-or-just-a-gimmick

https://guthealth.org/30-plants-a-week/

SIBO1. O que é?2. Revisões científ**as mais recentes3. Conclusão1. O QUÊ É?O sobrecrescimento (ou hiperproliferação) bac...
19/08/2026

SIBO

1. O que é?
2. Revisões científ**as mais recentes
3. Conclusão

1. O QUÊ É?

O sobrecrescimento (ou hiperproliferação) bacteriano do intestino delgado (SIBO, em inglês, crescimento bacteriano excessivo do intestino delgado) ocorre quando há um aumento anormal da população bacteriana total no intestino delgado — particularmente tipos de bactérias que não se encontram frequentemente nessa parte do trato digestivo. Esta condição é por vezes chamada de síndrome do laço cego.

O SIBO ocorre frequentemente quando uma circunstância — cirurgia ou doença — retarda a passagem de alimentos e resíduos pelo trato digestivo, criando um terreno fértil para bactérias. O excesso de bactérias frequentemente causa diarreia e pode causar perda de peso e desnutrição.

Embora o SIBO seja frequentemente uma complicação da cirurgia abdominal, esta condição pode também resultar de problemas estruturais e algumas doenças, tais como:

Hipotiroidismo
Diabetes
Doença de Parkinson
Infecção pelo VIH, déficit em IgA
Endometriose
Alterações estruturais do intestino delgado como diverticulos
Dietas com alimentos predominantemente processados e desiquibradas
Obstipação crónica.

E/OU:

Todos os fármacos que interferem na normal motilidade dos intestinos(movimentos peristálticos), stress crónico e disfunções do nervo vago.

LISTA INTERMINÁVEL.

QUE CONSEQUÊNCIAS TRARÃO PARA A DISBIOSE, DA QUAL NINGUÉM FALA?

A Síndrome de hiperproliferação bacteriana no intestino delgado é uma disfunção de que se fala, mas que ninguém corrige as verdadeiras causas.
Quando o ácido gástrico normalmente está presente no estômago para iniciar a digestão (ou continuar, pois começa logo na boca com a saliva) está diminuído ou desequilibrado, podem ocorrer problemas intestinais.
Quando a nossa alimentação potencia um fígado gordo, (açúcares, gorduras animais, álcool - até na TV vi promoção de refeições tipo "foie gras'' frito, alheiras, refogados, ovos moles e isto na promoção do TURISMO GASTRONÓMICO...)

Dizia eu, quando comemos lácteos, carnes, processados, fritos e doces, propiciamos uma alteração na produção e armazenamento da bílis. Os sucos biliares alterados juntamente com a alteração do ambiente ácido do estômago...são o início de quase todas as patologias, incluindo o refluxo gástrico-esofágico...aliado ao excesso de peso e falta de exercício e obstipação considerada normal (faço dia sim, dia não) levam ao SIBO e o SIBO é o terreno fértil de quase tudo do que é mau no nosso organismo.

E as crianças, cheias de cólicas, diarreias e obstipação, a maioria das vezes bastante gordinhas e mal nutridas?

Deixo aqui um link interessante:

Small Intestinal Bacterial Overgrowth in Children: A State-Of-The-Art Review
David Avelar Rodriguez1*, Paul MacDaragh Ryan2, Erick Manuel Toro Monjaraz1, Jaime Alfonso Ramirez Mayans1 and Eamonn Martin Quigley.

2. REVISÕES CIENTÍFICAS MAIS RECENTES

Revisão Arq Gastroenterol 17 de fevereiro de 2025:62:e24107. doi: 10.1590/S0004-2803.24612024-107. eCollection 2025.
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO SOBRECRESCIMENTO BACTERIANO DO INTESTINO DELGADO: UM DOCUMENTO DE POSICIONAMENTO OFICIAL DA FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE GASTROENTEROLOGIA
Bruno César da Silva 1, Gabriela Piovezani Ramos 2, Luisa Leite Barros 3, Ana Flávia Passos Ramos 4, Gerson Domingues 5, Décio Chinzon 3, Maria do Carmo Friche Passos 4
Afiliações Expandir
PMID: 39968993 PMCID: PMC12043196 DOI: 10.1590/S0004-2803.24612024-107

Resumo em inglês e português

Contexto: O sobrecrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO) é uma condição caracterizada por um aumento anormal da população bacteriana no intestino delgado, levando a sintomas como inchaço, Dor abdominal, distensão, diarreia e, eventualmente, má absorção. O diagnóstico e a gestão da SIBO continuam a ser desafiantes devido à sobreposição de sintomas com outras doenças gastrointestinais, como a doença inflamatória intestinal (DII), a síndrome do intestino irritável (SII) e a doença celíaca.

Objectivo: Este artigo visa rever a evidência actual sobre o diagnóstico e o tratamento da SIBO, com enfoque nas estratégias adequadas ao sistema de saúde brasileiro.

Métodos: Foi realizada uma revisão abrangente da literatura, com foco nas guidelines clínicas, ensaios clínicos randomizados e estudos de coorte sobre SIBO. Os métodos de diagnóstico, incluindo te**es respiratórios e técnicas de aspiração direta, foram analisados de forma crítica. As abordagens de tratamento, incluindo antibióticos, modif**ações dietéticas e probióticos, foram revistas. As recomendações foram formuladas com base num painel de gastroenterologistas, membros da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), com aprovação da maioria dos membros.

Resultados: Os te**es respiratórios com glicose e lactulose continuam a ser as ferramentas de diagnóstico não invasivas mais utilizadas, embora apresentem limitações como os resultados falso-positivos e falso-negativos. O tratamento com rifaximina é ef**az na maioria dos casos de SIBO, enquanto os antibióticos sistémicos, como o metronidazol e a ciprofloxacina, são alternativas. Os probióticos e as intervenções dietéticas, particularmente as dietas com baixo teor de FODMAP, podem complementar a antibioterapia. O seguimento a longo prazo é essencial devido à elevada taxa de recorrência, comum em doentes com SIBO.

3. CONCLUSÃO

Conclusão: A padronização do diagnóstico e tratamento da SIBO no Brasil é essencial para reduzir os atrasos diagnósticos e otimizar o atendimento, especialmente considerando as disparidades e a heterogeneidade na prática clínica em todo o país. Este artigo fornece recomendações baseadas em evidências para orientar a prática clínica. São necessárias mais pesquisas para refinar os métodos de diagnóstico, explorar novas estratégias de tratamento e compreender melhor as características específ**as da população portuguesa.



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Enfartamento, inchaço abdominal e doresMuitas vezes a causa para estes sintomas é, além da má postura e da mastigação ac...
15/08/2026

Enfartamento, inchaço abdominal e dores

Muitas vezes a causa para estes sintomas é, além da má postura e da mastigação acelerada, uma combinação de alimentos errada, o que provoca uma fermentação precoce no estômago e uma digestão difícil e longa. Outras causas poderão ser intolerância ao trigo ou ao glúten.

1. Coma devagar e sentado, com calma. Mastigue bem os alimentos, não encha demasiado a boca e dê tempo para cada alimento se transformar no bolo alimentar, que todos conhecemos e sobre o qual o estômago vai libertar o suco gástrico. Recorde-se que a digestão começa na boca.

2. Sirva-se de pouca quantidade. Coloque no seu prato o equivalente ao tamanho da palma das suas duas mãos. Além de ajudar o estômago a fazer bem o seu trabalho, está a evitar comer em demasia. A sensação de saciedade demora entre 15 a 20 minutos a ser processada pelo cérebro a partir do momento que começa a comer. Se comer em menos tempo, terá sempre a sensação de fome e depois de meia hora sentir-se-á com indisposição, cheio e com dores.

3. Não coma na mesma refeição proteínas animais de várias fontes. Não misture estes alimentos: carne, peixe, ovos, leguminosas, pão e cereais refinados como massa e arroz branco. Estes alimentos devem ser ingeridos separadamente e acompanhado com legumes e cereais integrais. A variedade é imensa.
Recorde-se que o mundo não vai acabar e que pode congelar comida e ir comendo várias vezes ao dia. Não exagere. Se tiver sintomas de compulsão alimentar, verifique padrões emocionais, inseguranças, insatisfações e peça acompanhamento médico e psicológico.

4-Atenção ao excesso de fruta-fermentação precoce e posteriormente fermentação alcoólica.

5-Não coma fruta que tem o sabor doce a seguir a uma refeição salgada.Não podem misturar-se e colidem na chamada de enzimas ao mesmo lugar e ao mesmo tempo, provocando distensão abdominal e proliferação anormal de bactérias no intestino delgado-SIB0.

Em breve republicarei um artigo sobre SIBO.

SOBRE a CORRECTA COMBINAÇÃO dos ALIMENTOSE sim, dirijo-me a si, o que lê tudo anonimamente...MODAS, culto do corpo, cozi...
14/08/2026

SOBRE a CORRECTA COMBINAÇÃO dos ALIMENTOS

E sim, dirijo-me a si, o que lê tudo anonimamente...

MODAS, culto do corpo, cozinha gourmet, etc...
Nunca a alimentação (ou a fome) esteve tão na moda na civilização do Ocidente...no Terceiro Mundo não há bandas gástricas, não há tempo...
Mas antes de começarmos a dar às crianças bolos "saudáveis" com farinhas integrais e açúcares de frutos...há que ter atenção a várias coisas, sendo o bom senso fundamental...uma criança habituada a carne e peixe, sandwiches de fiambre e queijo e pão branco, esparguete branco...etc..tem um paladar que não cede facilmente às tentativas menos avisadas e mais ou menos imprevistas das "festas de anos saudáveis".

Antes de educar os filhos há que educar os pais...

Além de que há de facto regras de compatibilidade e de incompatibilidade entre alimentos do ponto de vista bioquímico e metabólico, que os chefs menos experientes ou não, ignoram...

AQUI f**am alguns avisos-tipo regras gerais a ter em conta na combinação de alimentos:

1-As frutas frescas não ligam bem com verduras porque os ácidos das frutas reagem mal com os sais minerais das verduras -as saladas cruas não devem ter fruta.

2-Frutas frescas e secas combinadas com oleaginosas devem ser evitadas -a gordura das oleaginosas misturada com o açúcar da fruta provoca uma fermentação de base alcoólica.

2-Frutas ácidas e alimentos ricos em amido: os ácidos das frutas impedem o metabolismo normal dos amidos em maltose e glicose provocando fermentações intestinais... alterando o microbioma e sendo extremamente desagradável.

3-Azeite e óleos, manteigas e oleaginosas devem evitar-se com compotas e mel originam fermentação alcoólica também.

4-Feculentos: batatas, mandioca, etc não se devem misturar com pão, arroz, massas por causarem fermentações intestinais e a longo prazo, síndrome do intestino permeável.

AINDA e DE UM MODO GERAL:

5-O pão e cereais e os feculentos combinam bem com: verduras, raízes, tomate, abóbora.

6-Os feculentos não se devem combinar com os cereais, leguminosas e frutas ácidas.

7-As leguminosas podem combinar com tudo menos entre si e com cereais e frutas ácidas-ou seja não misture feijão seco com grão ou ervilhas.

8-Os frutos secos podem combinar-se com fruta fresca doce, mel, feculentos, cereais, leguminosas, mas não com oleaginosas, frutas ácidas, verduras, raízes, leite e derivados e tomate.

9- O limão não se deve combinar com o tomate, feculentos, cereais, leguminosas: excelente em jejum com água, excelente em saladas cruas com oleaginosas ,mas não com pão ou outros farináceos.

Adaptação livre do livro"Guia prático da Alimentação Saudável e da Terapêutica Natural" Manuel R.C.Melo Plátano Editora.

Claro que há mais erros alimentares comuns como misturar proteínas animais (bife com ovo estrelado ou ovos mexidos com farinheira etc...) mas eu nesta página não me dirijo a quem persiste no erro mesmo depois de ensinado...

Numa dieta de emagrecimento equilibrada, sobretudo em mulheres na menopausa e para quem tem propensão à formação de gases e inchaço abdominal, estas regras são essenciais.

Uma boa morte é uma morte aceitada e acompanhada.A morte deve ser reconhecida e tratada como aquilo que é: uma etapa da ...
11/08/2026

Uma boa morte é uma morte aceitada e acompanhada.

A morte deve ser reconhecida e tratada como aquilo que é: uma etapa da vida que merece atenção, carinho, acompanhamento, controlo de sintomas, tranquilidade e aceitação.

Quando se trata a morte como uma doença, pode causar-se muito sofrimento não só à pessoa mas aos seus familiares.
Os hospitais que não têm a valência de Cuidados Paliativos, são o PIOR sítio onde uma pessoa pode morrer.

Quando as pessoas em fim de vida não estão rodeadas por profissionais de saúde formados e competentes em Cuidados Paliativos, o medo e a ignorância, a pressão dos familiares, tendem a levar estes profissionais a tratar a morte como doença, colocando máscaras de oxigénio, pondo soros, sondas para alimentação e medicando futilmente o doente no seu processo natural de fim de vida. Ninguém precisa de soro, nem oxigénio para morrer, mas de intimidade, companhia e, repito, controlo de sintomas.

Porque A MAIORIA DOS MÉDICOS tenta curar o paciente da morte e isso é muito doloroso, INÚTIL, MÁ PRÁTICA e também é caro. Além disso, deixa uma marca muito dura em quem f**a, pois são testemunhas de agonias longas e desnecessárias.

As unidades de cuidados intensivos que salvam a vida de um jovem que teve um acidente, ou que teve um enfarte são maravilhosas mas uma pessoa no final da vida com uma progressiva deterioração que é levada às urgências precisa de um acompanhamento para a morte e não de um prolongamento da vida a todo e qualquer custo.

Texto a partir dos comentários do doutor Enric Benito Oliver, médico espanhol e especialista em cuidados paliativos, alma pater dos cuidados paliativos em geral e nas Ilhas Baleares em particular, numa entrevista dada ao programa EN PERSPECTIVA da Radio Radiomundo de Montevideo (Uruguai).

Tive a honra de ter tido uma aula dada por ele na minha formação.

Entrevista completa aqui: https://www.youtube.com/watch?v=OqEdIbQZEZ8

Este mundo ‘’pula e avança’’ como escreveu António Gedeão porque há pessoas que mobilizam as suas energias por projectos...
07/08/2026

Este mundo ‘’pula e avança’’ como escreveu António Gedeão porque há pessoas que mobilizam as suas energias por projectos de grande impacto e responsabilidade sociais.

Dois destes exemplos são:

A Sungai Watch, uma organização sem fins lucrativos na Indonésia fundada por um jovem para proteger e restaurar os cursos d'água do mundo, desenvolvendo e aplicando tecnologias simples para impedir que a poluição plástica chegue aos oceanos, nomeadamente, o uso de barreiras de contenção de lixo e limpezas comunitárias semanais.

The Ocean Cleanup, fundada pelo jovem holandês Boyan Slat que ficou determinado a criar impacto no mundo, depois de visitar a Grécia com 16 anos. Aos 18 anos, criou a organização e desenvolveu um sistema de barreiras flutuantes em formato de "U" para capturar o plástico que f**a na superfície da água sem colocar em risco a vida marinha. O plano parecia ambicioso demais para alguém tão jovem, mas ele continuou aperfeiçoando a tecnologia. Os resultados começaram a aparecer. A iniciativa já retirou mais de 45 milhões de quilos de plástico de rios e oceanos, tornando-se uma das maiores operações de limpeza ambiental já realizadas. Além de remover o lixo, a organização recicla o material recolhido, transformando-o em produtos como óculos, acessórios e até discos de vinil.
O objetivo de Boyan Slat é eliminar 90% do plástico flutuante dos oceanos até 2040, mostrando que uma única ideia, quando acompanhada de determinação e inovação, pode inspirar mudanças capazes de impactar o planeta inteiro.

Sobre este tema, por mais que os consumidores queiram deixar de usar plástico, a indústria a isso obriga. A quantidade de marcas que usa plástico para embalar os seus produtos é assustadora. Além disso, nos estabelecimentos de restauração a legislação de segurança e higiene no trabalho tem vindo a fazer um trabalho de substituição da madeira e do vidro por plástico e inox.

E em jeito de conclusão, quanto mais conscientes formos de que civilização é não destruir, seremos individualmente exemplos para uma sociedade que está aparentemente louca na ganância do consumismo e da guerra para consumir cada vez mais.

Esse não é o caminho.

Fontes:

https://www.dw.com/pt-002/a-luta-de-boyan-slat-por-oceanos-limpos/video-75183508

https://www.youtube.com/watch?v=hHADx953VyU

Imagem de análises disponibilizada pela The Ocean Cleanup mostra o protótipo de limpeza oceânica da empresa, sistema que captura detritos plásticos na Grande Mancha de Lixo do Pacífico, no Oceano Pacífico, em 30 de setembro de 2019 — Foto: Reprodução/The Ocean Cleanup

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