Miguel Figueiredo

Miguel Figueiredo Página de Miguel Figueiredo, Health Coach, Alimentação Funcional, Lifestyle Medicine
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Medicina Integrada Funcional e Medicina de Estilos de Vida (Lifestyle Medicine)

Antes de existir medicina moderna, a capacidade de uma pessoa sobreviver dependia sobretudo da sua aptidão física.Conseg...
14/06/2026

Antes de existir medicina moderna, a capacidade de uma pessoa sobreviver dependia sobretudo da sua aptidão física.

Conseguir levantar-se do chão, reagir rapidamente a uma perda de equilíbrio, transportar peso ou percorrer longas distâncias não eram hobbies. Eram competências essenciais.

Hoje vivemos mais anos, mas isso não significa necessariamente que vivamos melhor.

Um novo consenso científico internacional sobre exercício e longevidade deixa a mensagem clara: para envelhecer com autonomia não basta "fazer algum exercício".

É importante desenvolver diferentes capacidades físicas ao longo da vida.

Força para preservar músculo e densidade óssea.

Exercício cardiovascular para proteger o coração e o cérebro.

Potência muscular para reagir rapidamente e reduzir o risco de quedas.

Equilíbrio e coordenação para manter a autonomia.

Mobilidade para continuar a realizar as tarefas do dia a dia sem limitações.

O objetivo não é criar atletas aos 70 ou 80 anos. É aumentar a probabilidade de chegar a essas idades com capacidade para subir escadas, carregar compras, brincar com os netos e continuar a decidir a própria vida.

No fundo, a verdadeira longevidade mede-se pelos anos que conseguimos viver com qualidade, independência e liberdade de movimento.

Já pensaste se a tua rotina de exercício está realmente preparada para o futuro?

Se procuras otimizar a alimentação, a composição corporal, o metabolismo e os restantes pilares do estilo de vida que influenciam o envelhecimento saudável, posso ajudar.

O treino físico é uma peça fundamental deste processo e, se precisares, posso te recomendar profissionais qualificados para delinear um plano de treino adaptado ao teu caso.

Referência estudo: DOI: 10.1016/S0140-6736(24)02316-0

Os produtos "ricos em proteína" estão por todo o lado.Barras, pudins, iogurtes, gelados, bolachas, cereais, mousses...Pa...
14/06/2026

Os produtos "ricos em proteína" estão por todo o lado.

Barras, pudins, iogurtes, gelados, bolachas, cereais, mousses...

Parece que basta adicionar proteína para um alimento passar automaticamente para a categoria dos "saudáveis".

Mas a realidade é mais complexa.

A proteína é um nutriente essencial. Ajuda a preservar a massa muscular, aumenta a saciedade e é particularmente importante com o avançar da idade e para quem pratica exercício.

O problema é que adicionar proteína a um ultraprocessado não elimina o resto da fórmula.

Açúcares adicionados, xaropes, óleos refinados, aromas, corantes, emulsionantes e outros aditivos continuam lá.

E existe outro efeito menos discutido.

Muitos destes produtos mantêm um sabor doce muito intenso. Quando fazem parte da alimentação diária, continuam a reforçar o cérebro para a procura constante desse tipo de estímulo.

Isto significa que nunca os devemos consumir? Não.

Eu próprio utilizo e até recomendo alguns destes produtos em situações específicas. Viagens, falta de tempo, pós treino ou dias em que a praticidade é importante.

Mas uma exceção não deve transformar-se na base da alimentação.

O erro não está no produto. Está em acreditar que o rótulo "proteico" substitui a qualidade alimentar.

O corpo não responde ao marketing.
Responde ao padrão alimentar que repetimos todos os dias.

Já deste por ti a consumir mais produtos proteicos simplesmente porque pareciam uma opção mais saudável?

Lê ainda artigo completo sobre "Proteína: Quanta Consumir por Dia, Quando Comer e Melhores Fontes" - https://medicina-integrada.pt/proteina-quanta-quando-e-onde-a-obter-o-guia-completo/

Se queres ajuda para transformar a intenção em ação, fala comigo. Apresenta-me os teus objetivos e eu explico-te, sem qualquer compromisso, como te posso ajudar.✉️

Fala-se muito de calorias, hidratos, gorduras e proteínas mas, na verdade, o organismo não funciona apenas com energia.P...
13/06/2026

Fala-se muito de calorias, hidratos, gorduras e proteínas mas, na verdade, o organismo não funciona apenas com energia.

Precisa de ferro para transportar oxigénio, magnésio para centenas de reações metabólicas, vitamina D para os ossos e imunidade, colina para a memória, iodo para a tiroide, zinco para a cicatrização e muitos outros nutrientes essenciais.

O problema é que uma alimentação pode fornecer calorias suficientes e, ao mesmo tempo, ser pobre em vitaminas e minerais.

As carências raramente aparecem de um dia para o outro. Desenvolvem-se lentamente e podem contribuir para fadiga, perda de força, dificuldade de concentração, alterações do humor, pior recuperação ou diminuição da qualidade de vida.

Por isso, mais importante do que seguir modas alimentares, é garantir uma alimentação variada e rica em alimentos nutricionalmente densos.

Suplementos podem ter o seu lugar, mas a base continua a ser aquilo que coloca no prato todos os dias.

Se queres ajuda para transformar a intenção em ação, apresenta-me os teus objetivos e eu explico-te como te posso ajudar.✉️

Qual destes nutrientes achas que está mais vezes em falta na alimentação moderna?

Antes de pensar em fazer uma alimentação saudável, há uma pergunta que vale a pena fazer:Quantas vezes as más escolhas f...
13/06/2026

Antes de pensar em fazer uma alimentação saudável, há uma pergunta que vale a pena fazer:

Quantas vezes as más escolhas foram realmente falta de força de vontade… e quantas foram falta de preparação?

Muitas pessoas sabem o que deviam comer. O problema é chegar a casa cansadas, sem nada preparado e com pouco tempo para cozinhar.

É precisamente aqui que o planeamento das refeições pode fazer a diferença.

Preparar alguns alimentos com antecedência ajuda a poupar tempo, reduzir o desperdício, controlar melhor as porções e evitar muitas decisões impulsivas ao longo da semana.

Não significa passar horas na cozinha nem comer sempre o mesmo. Significa criar uma estrutura que torna as escolhas saudáveis mais fáceis e sustentáveis.

Pequenas ações como cozinhar mais proteína, lavar legumes, preparar snacks ou organizar algumas refeições podem ser suficientes para mudar toda a dinâmica da semana.

A consistência raramente depende de motivação. Depende, acima de tudo, do ambiente e da organização que criamos.

Costumas preparar as refeições com antecedência ou és daquelas pessoas que decide tudo no momento?

Se quiseres aprofundar este tema e descobrir estratégias práticas para simplificar a alimentação do dia a dia, lê o artigo completo dno meu blog: https://medicina-integrada.pt/planear-refeicoes-meal-prep/

Os ovos foram um dos alimentos mais injustamente penalizados da nutrição moderna devido ao colesterol.E como quase sempr...
12/06/2026

Os ovos foram um dos alimentos mais injustamente penalizados da nutrição moderna devido ao colesterol.

E como quase sempre acontece quando se simplifica demais a biologia, perdeu-se o contexto.

Hoje sabemos que o ovo é muito mais do que colesterol. É uma fonte de proteína de elevada qualidade, colina, luteína, carotenoides, vitaminas do complexo B, selénio e outros nutrientes importantes para a saúde metabólica e cerebral.

Num estudo do Rush Memory and Aging Project, com mais de 1.000 idosos acompanhados ao longo do tempo, o consumo de pelo menos 1 ovo por semana foi associado a menos 47% de risco de demência de Alzheimer. Cerca de 39% dessa associação pareceu ser explicada pela ingestão de colina.

Isto significa que demonizar alimentos reais, densos e nutricionalmente interessantes, sem olhar para o contexto global da alimentação, é uma forma pobre de pensar em alimentação saudável.

Durante décadas retiraram-se ovos “para proteger a saúde”. Em muitos casos, retirou-se também uma das melhores fontes alimentares de colina, um nutriente essencial para a produção de acetilcolina, neurotransmissor importante para memória, atenção e função cognitiva.

O ovo não é milagroso, mas também não é o vilão que quiseram vender.
É um alimento simples, barato, saciante, versátil e muito denso do ponto de vista nutricional.

A pergunta certa não é: “os ovos fazem mal?" mas sim “em que contexto alimentar, metabólico e clínico estão a ser consumidos?”

Já incluis ovos na tua rotina ou ainda tens receio?

Conhece os 20 alimentos com maior densidade nutricional, neste artigo: https://medicina-integrada.pt/superalimentos-sem-publicidade-20-alimentos-com-alta-densidade-nutricional/

Se queres perceber como ajustar a tua alimentação com base em evidência e não em mitos alimentares antigos, explica-me o teu caso e eu digo-te como posso ajudar. https://medicina-integrada.pt/em-que-posso-ajudar/

Refª do Estudo: Association of Egg Intake With Alzheimer’s Dementia Risk in Older Adults: The Rush Memory and Aging Project. DOI: 10.1016/j.tjnut.2024.05.012

Durante muito tempo, a resposta parecia simples: o importante era atingir a quantidade diária de proteína. O horário das...
12/06/2026

Durante muito tempo, a resposta parecia simples: o importante era atingir a quantidade diária de proteína. O horário das refeições teria pouca importância.

Mas a ciência evolui e obriga-nos, por vezes, a rever algumas ideias. A investigação mais recente sugere que a forma como distribuímos a proteína ao longo do dia pode influenciar a manutenção da massa muscular, sobretudo com o avançar da idade.

Um dos momentos que mais interesse tem despertado é a última refeição do dia.

Enquanto dormimos passamos várias horas sem ingerir alimentos. Alguns estudos mostram que uma refeição rica em proteína antes de deitar pode aumentar a disponibilidade de aminoácidos durante a noite e favorecer a síntese proteica muscular.

No entanto, também é importante evitar interpretações exageradas.

Os trabalhos mais recentes indicam que este benefício parece ser mais relevante em pessoas acima dos 50 anos, praticantes de treino de força, indivíduos em perda de peso ou quem tem dificuldade em atingir as necessidades proteicas diárias.

E há uma mensagem que continua a ser a mais importante:
Primeiro, fazer treino de força.
Depois, garantir proteína suficiente ao longo do dia.

Só depois faz sentido otimizar o momento em que essa proteína é consumida. A refeição antes de dormir não é uma solução milagrosa, mas pode ser uma estratégia simples e interessante para quem pretende preservar músculo, autonomia e qualidade de vida ao longo dos anos.

Pequenas decisões repetidas durante décadas acabam por produzir grandes diferenças.

Se queres ajuda para estruturar uma alimentação orientada para a preservação da massa muscular, otimização metabólica e longevidade, apresenta-me os teus objetivos e eu explico-te.como te posso ajudar.

Refª:
10.3390/nu17152461 e 10.1080/15502783.2025.251951

Eu adoro cerejas e acho que são daquelas frutas que quase toda a gente come pelo prazer, mas pouca gente valoriza pelo q...
11/06/2026

Eu adoro cerejas e acho que são daquelas frutas que quase toda a gente come pelo prazer, mas pouca gente valoriza pelo que realmente oferecem.

São pequenas, doces, sazonais e muito fáceis de comer sem pensar. O clássico “só mais uma”, que rapidamente deixa de ser só mais uma.

Mas quando olhamos para além do açúcar, a cereja torna-se bem mais interessante.

Tem água, fibra, antocianinas, compostos fenólicos e vários componentes que podem ter impacto positivo na inflamação, na recuperação muscular, na saúde vascular, no ácido úrico e até no ritmo circadiano.

Não estou a dizer que as cerejas são um tratamento, mas também não estou a dizer que comer cerejas compensa uma alimentação desorganizada.

E claro, a quantidade continua a contar, mas comer bem não é viver com medo da fruta. É perceber o que cada alimento pode oferecer, quando faz sentido usá-lo e em que quantidade.

Uma porção de cerejas pode ser um bom lanche, pode fazer sentido depois de uma refeição, pode encaixar bem numa fase de maior treino ou pode ser simplesmente uma forma prática de incluir mais compostos bioativos na alimentação.

O ponto é perceber que a saúde se constrói com escolhas repetidas, pequenas decisões e mais conhecimento sobre aquilo que colocamos no prato.

A longevidade não depende de um alimento isolado mas sim da soma:
Daquilo que comes.
Daquilo que repetes.
Daquilo que entendes.
E da forma como ajustas a tua alimentação ao teu metabolismo, aos teus objetivos e à tua fase de vida.

Quanto mais conheces os alimentos, menos dependes de regras rígidas, modas ou medo. E isso, para mim, é uma das formas mais importantes de liberdade alimentar.

Se queres aprender a usar melhor os alimentos para melhorar energia, composição corporal, saúde metabólica e longevidade, apresenta-me os teus objetivos e eu explico-te, sem compromisso, como te posso ajudar a transformar informação em escolhas concretas e resultados consistentes. ✉️

Durante muito tempo pensámos que o músculo era apenas músculo. Grande ou pequeno, forte ou fraco, pesado ou leve.Mas a i...
11/06/2026

Durante muito tempo pensámos que o músculo era apenas músculo. Grande ou pequeno, forte ou fraco, pesado ou leve.

Mas a investigação mostra que existe outro detalhe importante: a qualidade do próprio tecido muscular.

Um estudo recente com 615 adultos, avaliados por ressonância magnética, encontrou uma associação o consumo de alimentos ultraprocessados e maior infiltração de gordura no músculo, um fenómeno conhecido como mioesteatose.

O mais interessante é que esta relação manteve-se mesmo depois de ajustar fatores como:

• Calorias ingeridas
• Atividade física
• Tabagismo
• Depressão
• IMC
• Perímetro abdominal

Ou seja, duas pessoas com o mesmo peso podem ter músculos metabolicamente muito diferentes.

Pode parecer em forma, ter um peso considerado normal e, ainda assim, apresentar alterações na qualidade dos tecidos.

É um estudo observacional mas reforça uma ideia que faz cada vez mais sentido na medicina do estilo de vida:

A saúde não depende apenas da quantidade de comida. Depende também da qualidade daquilo que colocamos no prato, dia após dia.

Porque a longo prazo, a alimentação não ajuda apenas a controlar o peso.

Ajuda a construir, ou a degradar, os tecidos que vão sustentar a sua força, mobilidade, metabolismo e autonomia nas próximas décadas.

Durante décadas ouvi a mesma frase: "Se continuares a correr, vais destruir os joelhos."No meu caso, a história parecia ...
11/06/2026

Durante décadas ouvi a mesma frase: "Se continuares a correr, vais destruir os joelhos."

No meu caso, a história parecia confirmar esse medo.

Já fui submetido a três cirurgias ao joelho e praticamente toda a gente me dizia que correr era algo a evitar pois iria agravar o problema.

A verdade é que aconteceu exatamente o contrário.

Quando comecei a correr, há dois anos, de forma progressiva e com critério, foi quando comecei a sentir as melhorias mais significativas. Menos dor, mais estabilidade, mais força e uma confiança que durante muitos anos pensei que nunca voltaria a ter.

A minha experiência pessoal não é uma prova científica. Mas é interessante verificar que ela está alinhada com aquilo que a investigação tem mostrado.

Uma grande meta-análise concluiu que os corredores recreativos apresentam uma prevalência de artrose bastante inferior à das pessoas sedentárias.
Curiosamente, o risco mais elevado foi observado nos atletas de elite, sujeitos a volumes extremos de treino e a uma maior incidência de lesões.

Isto não significa que toda a gente deva começar a correr amanhã. Significa que o problema raramente é o movimento em si.

Na maioria das vezes, os verdadeiros fatores de risco são o excesso de peso, as lesões articulares prévias mal recuperadas, a falta de força muscular e a progressão demasiado rápida do treino.

A cartilagem não foi feita para ficar parada. O movimento ajuda a nutrir a articulação e a manter a sua função.

Os joelhos não precisam de uma vida passada no sofá. Precisam de carga adequada, músculos fortes e tempo para se adaptarem.

Depois de três cirurgias, nunca pensei em escrever isto, mas hoje acredito que, em muitos casos, o medo de mexer faz mais mal às articulações do que o próprio movimento.

Se queres ajuda para perder peso, fortalecer o corpo e construir um plano alimentar que respeite a tua realidade e as tuas limitações, apresenta-me os teus objetivos e eu explico-te como posso ajudar.

Refª: DOI: 10.2519/jospt.2017.7137

Os caracóis são um daqueles alimentos que quase toda a gente associa a um petisco de verão, mas poucos os olham como um ...
10/06/2026

Os caracóis são um daqueles alimentos que quase toda a gente associa a um petisco de verão, mas poucos os olham como um alimento com verdadeiro valor nutricional.

Na realidade, são uma excelente fonte de proteína de elevada qualidade, fornecem ferro, magnésio, fósforo, selénio e vitamina B12, tudo isto com poucas calorias e muito pouca gordura.

É um bom exemplo de como alguns dos alimentos mais interessantes da nossa gastronomia tradicional acabam por ser esquecidos, enquanto produtos ultraprocessados e cheios de marketing ocupam o seu lugar.

Claro que a qualidade da refeição depende do conjunto. O problema raramente são os caracóis. Muitas vezes é tudo o que os acompanha.

A alimentação saudável também passa por recuperar alimentos simples, acessíveis e com elevada densidade nutricional, sem complicar aquilo que já funcionava bem.

Costumas comer caracóis ou és daquelas pessoas que nunca conseguiu ultrapassar a aparência deles?

Conta-me nos comentários: equipa "adoro" ou equipa "nem pensar"? Quero perceber se este alimento tradicional ainda tem lugar na mesa dos portugueses.

Se queres ajuda para construir uma alimentação mais inteligente, baseada em ciência e em comida de verdade, fala comigo. Apresenta-me os teus objetivos e eu explico-te, sem compromisso, como te posso ajudar.✉️ Ver menos

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