Miguel Figueiredo

Miguel Figueiredo Página de Miguel Figueiredo, Health Coach, Alimentação Funcional, Lifestyle Medicine

Medicina Integrada Funcional e Medicina de Estilos de Vida (Lifestyle Medicine)

Há dias em que treinamos para evoluir. E há dias em que treinamos simplesmente para não levar o dia inteiro às costas.Ne...
06/09/2026

Há dias em que treinamos para evoluir. E há dias em que treinamos simplesmente para não levar o dia inteiro às costas.

Nem sempre o treino serve para bater recordes, levantar mais peso ou melhorar o que vemos ao espelho. Há benefícios que não aparecem numa fotografia.

O exercício pode ajudar a reduzir sintomas de ansiedade e depressão e é hoje reconhecido como uma ferramenta relevante na promoção da saúde mental.

Não resolve tudo, nem substitui acompanhamento psicológico ou médico quando este é necessário.

Talvez por isso seja demasiado redutor avaliar um treino apenas pelas calorias gastas, pelo peso levantado ou pelo número que aparece na balança.

Às vezes, a melhor medida do treino é bastante mais simples:
como entraste e como saíste.

E se tens dificuldade em encontrar uma rotina de exercício que faça sentido para o teu corpo, para a tua cabeça e para a fase de vida em que estás, talvez o problema não seja falta de disciplina.

Pode ser simplesmente falta de uma estratégia que seja realmente tua.

Cuidar do corpo é importante, mas há dias em que mexer o corpo é precisamente aquilo que a cabeça precisava.

E contigo? Já tiveste daqueles dias em que foste treinar sem vontade nenhuma e saíste de lá completamente diferente?

Aparentemente, o plano de carreira agora é simples: abrir o Instagram, apontar o telemóvel à cara e esperar que apareçam...
05/09/2026

Aparentemente, o plano de carreira agora é simples: abrir o Instagram, apontar o telemóvel à cara e esperar que apareçam marcas.

Entretanto, encontrar alguém que faça uma obra sem desaparecer durante três semanas já exige uma rede de contactos ao nível da Maçonaria.

Falta gente nas vindimas. Falta gente nas obras. Faltam canalizadores, eletricistas, carpinteiros, mecânicos.
Influencers, curiosamente, não parece haver falta.

Esses reproduzem-se por esporos.
Nada contra quem cria conteúdo com valor. O problema começa quando uma sociedade passa a achar mais interessante parecer útil do que ser útil.

E talvez aqui esteja o verdadeiro plot twist dos próximos anos:
um bom pedreiro pode vir a valer mais do que muita gente com curso de “personal branding”.

Agora quero saber: qual é o profissional que hoje pagarias quase sem discutir, desde que aparecesse à hora combinada e soubesse o que estava a fazer? 🤣

O ácido fólico é importante. Muito mesmo! Participa na síntese de ADN, na divisão celular e na formação normal das célul...
05/09/2026

O ácido fólico é importante. Muito mesmo! Participa na síntese de ADN, na divisão celular e na formação normal das células sanguíneas.

E antes da gravidez e no seu início tem um papel particularmente importante na redução do risco de defeitos do tubo neural.

Mas há uma parte que se esquece muitas vezes: importante não significa tomar por precaução
Na prática, encontro os dois extremos. Pessoas com folato demasiado baixo e outras com valores muito elevados, muitas vezes porque começaram a suplementar sem avaliar primeiro se precisavam.

E mais não é necessariamente melhor. Doses elevadas de folato podem, por exemplo, corrigir a anemia provocada por deficiência de vitamina B12 sem corrigir os danos neurológicos dessa deficiência.

Por isso, suplementar não é apenas escolher um suplemento. É perceber se precisas, qual a forma, dose, quanto precisas e durante quanto tempo.

Costumas avaliar o ácido fólico nas tuas análises, ou é um daqueles parâmetros que acaba por ficar de fora do que o teu médico pede?

Se precisas de ajuda para perceber que marcadores faz sentido avaliar e como os interpretar no teu contexto, fala comigo.

Há hábitos tão simples que quase desconfiamos deles.Acabas de comer, levantas-te e vais caminhar 10 minutos. Só isso.Não...
05/09/2026

Há hábitos tão simples que quase desconfiamos deles.

Acabas de comer, levantas-te e vais caminhar 10 minutos. Só isso.

Não é para “queimar” o que comeste, nem para compensar a refeição. É simplesmente uma boa altura para te mexeres e melhorares a tua saúde.

Ao caminhar, os músculos aumentam a utilização de glicose e isso pode ajudar a atenuar o aumento da glicemia depois da refeição. Ao mesmo tempo, interrompes o tempo que passarias sentado e acrescentas mais movimento ao teu dia.

E não precisas de correr, ficar ofegante ou transformar isto num treino.
Uma caminhada tranquila já é excelente.

Pensa também no efeito acumulado. Se fizeres 10 minutos depois do almoço e outros 10 depois do jantar, são 140 minutos de movimento ao fim de uma semana que, provavelmente, antes não existiam.

É uma estratégia simples, gratuita e fácil de encaixar na rotina.

Depois do almoço, dá uma volta. Depois do jantar, em vez de ires diretamente para o sofá, caminha um pouco.

Se não conseguires 10 minutos, faz 5.
Experimenta durante duas semanas.

Porque melhorar a saúde nem sempre começa por fazer mais e mais. Às vezes começa simplesmente por aproveitar melhor 10 minutos que já faziam parte do teu dia.

Grande parte da conversa sobre alimentação gira à volta do problema de comermos demais.Mas à medida que envelhecemos pod...
05/09/2026

Grande parte da conversa sobre alimentação gira à volta do problema de comermos demais.

Mas à medida que envelhecemos pode surgir outro, muito menos falado: comer de menos e começar a perder precisamente aquilo que mais precisamos de preservar.

Massa muscular. Força. Capacidade funcional. E, potencialmente, saúde cognitiva.

Um ensaio clínico recentemente publicado no American Journal of Clinical Nutrition acompanhou 105 adultos, com uma idade média de 68 anos, em risco de subnutrição e declínio cognitivo. Foram divididos entre uma dieta mediterrânica personalizada enriquecida em proteína, a mesma intervenção acompanhada de exercício em casa, ou apenas recomendações gerais de alimentação saudável.

Ao fim de seis meses, os dois grupos que receberam a intervenção nutricional apresentaram melhor estado nutricional e melhor desempenho cognitivo global do que o grupo de controlo. A qualidade da alimentação também melhorou substancialmente.

Isto não significa que “comer mais proteína previne demência”. O estudo foi relativamente pequeno, durou apenas seis meses, incluiu especificamente pessoas já em risco de subnutrição e a cognição era um outcome secundário.

Mas levanta a questão importante de que as prioridades nutricionais não são as mesmas aos 30 e aos 70 anos.

Com o envelhecimento, perda de apetite, menor ingestão alimentar, doença, medicação, dificuldades na preparação das refeições ou simplesmente a velha ideia de que “quanto menos comer, melhor” podem contribuir para uma ingestão insuficiente.

E quando há menos comida, cada refeição passa a ter de trabalhar melhor.

Proteína suficiente.
Alimentos nutricionalmente densos.
Energia suficiente para as necessidades.
Treino de força e atividade física adaptados à capacidade individual.

Depois dos 60, uma alimentação saudável não deve ser pensada apenas em termos daquilo que precisamos de retirar.

Também precisamos de avaliar se estamos a comer o suficiente daquilo que queremos preservar.

Viver mais interessa, mas chegar lá com músculo, força, autonomia e cérebro funcional interessa bastante mais.

Estudo: PROMED-EX · AJCN 2026 · doi:10.1016/j.ajcnut.2026.101383

A fotografia é quase uma metáfora perfeita de um sistema com uma boa intenção, mas uma execução que claramente não acomp...
04/09/2026

A fotografia é quase uma metáfora perfeita de um sistema com uma boa intenção, mas uma execução que claramente não acompanhou a procura.

Em 3 dias seguidos fui tentar devolver alguns recipientes e a máquina do Continente Bom dia estava sempre fora de serviço.

O princípio faz sentido: incentivar a devolução de latas e garrafas e dar-lhes um circuito próprio. Mas quando o resultado é este amontoado no chão, com pessoas à espera e embalagens espalhadas, há um problema de capacidade, logística e desenho do sistema.

E há ainda um detalhe importante: isto não é reciclagem. É recolha para posterior reciclagem. Se a recolha falha, toda a experiência perde credibilidade.

Um sistema destes só funciona bem quando devolver uma embalagem é tão simples como comprá-la. Caso contrário, estamos a pedir às pessoas consciência ambiental enquanto lhes oferecemos fricção, filas e confusão.

A sustentabilidade não se faz apenas com boas intenções. Faz-se com sistemas que funcionam quando são realmente utilizados.

Deixa a tua opinião abaixo e partilha o post.

Será que a hora a que comes também importa?Durante anos, falámos sobretudo de calorias, proteína, hidratos, gorduras e q...
04/09/2026

Será que a hora a que comes também importa?

Durante anos, falámos sobretudo de calorias, proteína, hidratos, gorduras e qualidade alimentar. Tudo isso continua a importar. Mas há outra variável a ganhar cada vez mais atenção: o momento em que comemos.

Num estudo recente com 31.044 adultos com 40 ou mais anos, uma primeira refeição mais tardia e comer depois da meia-noite estiveram associados a maior mortalidade ao longo de um seguimento mediano de 8,6 anos.

Isto não significa que jantar tarde, por si só, encurte a vida. O estudo é observacional e associação não prova causalidade. Mas reforça algo que a cronobiologia já nos vinha a mostrar: o metabolismo não funciona exatamente da mesma forma às 9h e à meia-noite.

A qualidade do que comes continua a ser prioritária. Mas talvez também valha a pena olhar para quando comes, como distribuis as refeições ao longo do dia e como isso se relaciona com o teu sono e ritmo diário.

O metabolismo também olha para o relógio.

Aprofundei este tema no meu artigo sobre crononutrição. Lê o artigo completo no meu blog: https://medicina-integrada.pt/crononutricao-metabolismo-horario-refeicoes/

Refª: European Journal of Clinical Nutrition. 2026. DOI: 10.1038/s41430-026-01796-1

Treinas, comes relativamente bem e, ainda assim, a gordura abdominal parece cada vez mais difícil de perder?Nem sempre a...
04/09/2026

Treinas, comes relativamente bem e, ainda assim, a gordura abdominal parece cada vez mais difícil de perder?

Nem sempre a resposta é simplesmente “come menos e treina mais”.

Com a idade, a composição corporal e a distribuição da gordura podem alterar-se. Há tendência para perder massa muscular e, em muitas pessoas, para aumentar a acumulação de gordura na região abdominal e visceral. Nas mulheres, esta alteração pode tornar-se particularmente evidente durante e após a transição para a menopausa.

Por isso, quando os resultados não correspondem ao esforço, vale a pena olhar para o problema de forma mais completa.

Começa pelo que podes medir: peso médio ao longo da semana, perímetro da cintura, evolução das cargas no treino, passos diários, sono e uma avaliação realista daquilo que comes durante 7 a 14 dias.

Depois olha para o contexto.

Se existe um aumento abdominal persistente ou aparentemente desproporcionado, alterações recentes do peso, cansaço ou outros sinais e sintomas, pode justificar-se uma avaliação clínica e, quando indicado, análises ou exames complementares.

Não para procurar obsessivamente uma “hormona culpada”, mas para perceber o quadro metabólico e de saúde como um todo.

Glicemia e HbA1c, perfil lipídico, função tiroideia ou outros parâmetros podem fazer sentido consoante a história, idade, sintomas e avaliação clínica. E quando interessa avaliar composição corporal ou distribuição da gordura, há métodos mais informativos do que simplesmente subir para uma balança.

Porque há uma diferença importante entre:

“Quero perder barriga.” e “Quero perceber porque é que a minha composição corporal está a mudar e o que posso fazer para a melhorar.”

A segunda pergunta costuma levar a decisões muito melhores. A barriga é visível. A causa nem sempre é.

Para leres mais sobre este tema segue o link: https://medicina-integrada.pt/?s=gordura

Felizmente temos medicamentos extraordinários para baixar a tensão arterial, controlar a glicemia, reduzir o colesterol,...
03/09/2026

Felizmente temos medicamentos extraordinários para baixar a tensão arterial, controlar a glicemia, reduzir o colesterol, tratar a depressão, aliviar a dor e salvar vidas.

O problema começa quando o tratamento é visto como substituto daquilo que também precisa de mudar.

Dormir 5 horas continua a ter consequências. Ficar sentado o dia inteiro continua a ter consequências. Fumar continua a ter consequências. Uma alimentação pobre continua a ter consequências. Viver permanentemente em stress também.

A medicação pode ser necessária e mesmo indispensável. Mas isso não torna o estilo de vida irrelevante.

Na maior parte das doenças crónicas, a abordagem mais inteligente não é escolher entre medicação ou hábitos.
É perceber quanto podemos ganhar quando usamos as duas ferramentas corretamente.

Talvez a pergunta não seja apenas: “O que devo tomar?”

Mas também: “O que ainda posso mudar?”

Porque tratar a doença é importante. Construir saúde continua a sê-lo ainda mais.

Não precisas de mudar tudo de uma vez. Precisas de perceber o que faz mais diferença no teu caso e conseguir manter essas mudanças.

E é precisamente aí que posso te ajudar. Apresenta-me os teus objetivos e explico-te, sem compromisso, como posso ajudar 👉 https://medicina-integrada.pt/em-que-posso-ajudar/

Vivemos numa época em que envelhecer bem virou mercado.Há te**es de “idade biológica”, suplementos, protocolos e promess...
03/09/2026

Vivemos numa época em que envelhecer bem virou mercado.

Há te**es de “idade biológica”, suplementos, protocolos e promessas de rejuvenescimento para quase tudo.

O problema é que, muitas vezes, a sofisticação da promessa cresce mais depressa do que a qualidade da evidência.

O estudo que partilho neste post é interessante porque mostra que nem todos os biomarcadores respondem da mesma forma e que mexer num marcador não é o mesmo que provar que vivemos mais ou melhor.

Por isso, antes de procurar o próximo truque de longevidade, eu começaria por perguntas muito mais simples:

Estás a treinar? Dormes bem? Manténs músculo e capacidade cardiovascular? Comes de forma adequada? Controlas os principais fatores de risco? Tens hábitos que consegues manter durante anos?

É menos apelativo do que falar em rejuvenescimento celular.

Mas é aqui que continua a estar grande parte do que realmente importa.

Longevidade não é parecer mais novo num teste. É chegar mais tarde com saúde, força e autonomia.

Guarda este post e envia para quem está sempre à procura de mais anos de vida dentro de um frasco.

Refª: “Responsiveness of epigenetic aging biomarkers to longevity interventions in humans”. Doi:10.1038/s41591-026-04562-9.

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