11/01/2024
Relógios, Sonos, Gripes e Mortalidade!
Em teoria (e na prática), a alteração do ciclo sono-vigília, suas oscilações, inadequabilidade e inoportunidade temporal, são fatores que influenciam, quer a curva de incidência de síndrome gripal, quer a curva de mortalidade que se acentuou de forma extraordinária nas últimas semanas. São conhecidas as interações entre a duração e a qualidade do sono e o sistema imunitário (inato e “adquirido”). Alguns trabalhos do nosso grupo mostraram bem mecanismos biomoleculares e celulares envolvidos na patogenia e fisiopatologia gripal perante o desacerto de ritmos biológicos e a restrição/ insuficiência de sono. Também conhecemos q relação independente que as disritmias circadianas e o sono inadequado, bem como as doenças de sono têm na taxa de mortalidade global, e cardiometabolica, em particular.
Atente-se! Se há fatores sobre os quais pouco podemos fazer, existem outros, perante os quais teremos efectiva capacidade de ação!
Pense nisto!
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Miguel Meira e Cruz
Médico Dentista
Especialista em Medicina do Sono
Diretor da Unidade de Sono, CCUL,
Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa
CEO do Centro Europeu do Sono