18/06/2026
A participação desportiva de pessoas transgénero exige ciência, prudência e rigor.
Uma revisão sistemática com meta-análise publicada no British Journal of Sports Medicine analisou 52 estudos e 6485 participantes, comparando composição corporal e aptidão física entre pessoas transgénero e cisgénero.
Os dados mostram diferenças em alguns parâmetros corporais, mas não demonstram uma vantagem atlética consistente das mulheres transgénero sobre mulheres cisgénero em medidas como força ou consumo máximo de oxigénio.
Ainda assim, a evidência é heterogénea e limitada. Faltam estudos robustos em atletas de elite, por modalidade, nível competitivo e performance real.
Na Medicina Desportiva, a resposta não deve ser ideológica nem simplista.
Deve ser baseada em evidência, contexto, justiça competitiva, inclusão, segurança e avaliação específica por modalidade.
📚Referência:
1.Sieczkowska SM, Mazzolani BC, Coimbra DR, et al. Body composition and physical fitness in transgender versus cisgender individuals: a systematic review with meta-analysis. British Journal of Sports Medicine. 2026;60(3):198-217. doi: 10.1136/bjsports-2025-110239