08/06/2026
VIVER NO PRESENTE
Hoje, eu e uma amiga fomos ser turistas em Lisboa...
É tão bommmm... descobrem-se recantos fantásticos.
Estivemos no Lx-Factory, no Palácio da Ajuda, no Jardim Botânico da Ajuda e no Parque Recreativo dos Moinhos de Santana, em Lisboa.
A minha amiga descobria encantada estes pequenos tesouros de Lisboa e tirava fotos... com o telemóvel...
O Palácio estava fechado... mas tem na entrada umas estátuas lindas representando as Virtudes: gratidão, perseverança, amabilidade, piedade, inocência, piedade, consideração, generosidade, liberdade....
E juro... fazia-me impressão...
As fotos de telemóvel têm uma qualidade baixinha, como sabemos.*¹
E perguntei-lhe:
"Não queres usar a minha máquina fotográfica?"
E ela:
"Nãaaao..."
Mas eu insistia...
"Mas usa! Sempre ficas com fotos mais nítidas!!"
E ela retorquia que não... que com o telemóvel por vezes conseguia captar sombras que com as melhores máquinas não conseguiria...
E eu pensava para os meus botões:
"Que desculpa da treta..."
E eu insistia, porque acho um disparate ter o melhor à mão e optar pelo que é menos bom...
Até que ela justificou:
"Não vou aceitar que me emprestes a máquina fotográfica, porque sei que depois não vou poder ter uma como a tua..."
E fiquei meio aparvalhada com a justificação... com a lógica...
Para mim foi como se ela dissesse:
"Não aceito o que é bom hoje, porque amanhã não posso ter bom de novo..."
Como se tivesse deliberadamente a recusar a abundância do universo...
E isso a mim faz-me confusão.
A mentalidade de escassez... faz-me confusão...
Se estivermos plenamente no presente, aceitamos o que é bom hoje...
Quem sabe amanhã até possamos ter melhor?
Ao menos, já experimentámos, já temos algo mais a ambicionar...
Aceito sempre o melhor para mim.
Nem que seja só por hoje.
Porque amanhã, não sei se vou poder saborear o prazer de ter o melhor de novo.
_________________
1*- sobre a qualidade do telemóvel: estávamos em 2013
Ni Hao Zen
𝘈𝘫𝘶𝘥𝘢𝘳 𝘗𝘰𝘳𝘵𝘶𝘨𝘢𝘭 𝘦 𝘰 𝘮𝘶𝘯𝘥𝘰 𝘢 𝘦𝘭𝘦𝘷𝘢𝘳 𝘢 𝘴𝘶𝘢 𝘤𝘰𝘯𝘴𝘤𝘪𝘦𝘯𝘤𝘪𝘢 𝘢𝘵𝘳𝘢𝘷é𝘴 𝘥𝘦 𝙞𝙣𝙛𝙤𝙧𝙢𝙖𝙘𝙖𝙤 𝙚 𝙥𝙚𝙣𝙨𝙖𝙢𝙚𝙣𝙩𝙤 𝙘𝙧𝙞𝙩𝙞𝙘𝙤 - Liberdade, autenticidade e coerência
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