21/05/2026
Sobre mim
Sou mãe de 3 crianças grandes. Sou do signo Virgem e, na numerologia, sou o número 8 — o número da transformação.
E, de facto, a minha vida foi feita de muitos ciclos, positivos e negativos.
Já não sou a mesma.
Depois de alguns trambolhões valentes, que doeram muito, mas que me trouxeram para o caminho da busca por mim mesma, percebi uma coisa: se há algo de que nunca desisti até hoje, foi de me conhecer melhor.
Mesmo que, no início, acreditasse que quem tinha de mudar eram os outros, e não eu.
Hoje vejo que há muita responsabilidade na forma como lidamos com aquilo que nos acontece. Que carregamos um mundo interior complexo.
O lugar de que mais gosto é a minha casa, os meus animais. Gosto de cozinhar para mim. Adoro plantas. Gosto de ler, de meditação, de yoga e de aprender coisas novas. Gosto de fazer a cesta depois do almoço. Mas aquilo de que mais gosto mesmo é de não fazer nada.
Detesto multidões, barulho, foguetes e confusão. Sou muito ansiosa e trapalhona.
Com o tempo, percebi que não gosto de estar sozinha, mas adoro a minha própria companhia. Posso passar horas comigo mesma e está tudo bem.
A minha maior dificuldade é ter de fazer algo pela segunda vez. Sou boa logo à primeira.
Sou boa ouvinte, entendo muito de pessoas e das suas emoções. Sinto a energia. E aquilo que mais prezo é a liberdade — que, felizmente, é aquilo que mais tenho.
Gosto de profundidade: nas relações, nos encontros, em tudo o que faço.
Às vezes sou uma pessoa difícil, porque não gosto de partilhar as minhas vulnerabilidades. Mas estou a aprender a deixar para trás a mulher que faz tudo e resolve tudo, para dar espaço à mulher que reconhece o seu cansaço e que percebe que há coisas que já não quer fazer mais — como, por exemplo, lavar o carro.
E aquilo de que mais gosto em mim é a cor dos meus olhos. Só quem me conhece de perto percebe que são verdes.
Talvez porque, durante muitos anos, também eu demorei a ver quem realmente era.