Enf.ª Ana Vale - Especialista em Saúde Mental Perinatal

Enf.ª Ana Vale - Especialista em Saúde Mental Perinatal Informações para nos contactar, mapa e direções, formulário para nos contactar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Enf.ª Ana Vale - Especialista em Saúde Mental Perinatal, Medicina e saúde, Loures.

Promovo a literacia em saúde mental perinatal e acompanho famílias no domicílio, por telefone, via online, na gravidez e durante o primeiro ano após o parto, desde 2015. A marca Mulher, Filha e Mãe sensibiliza para (e atua no âmbito da) saúde mental perinatal através de acompanhamento individual, em grupo e formação ministrada pela Enf.ª Ana Vale; parcerias e protocolos com entidades que visem des

envolver campanhas, projetos, trabalho no âmbito da saúde mental perinatal; consultoria a profissionais que trabalham com famílias no período perinatal.

23/08/2026

O caso tem dado muito que falar, mas existem alguns aspetos que me têm feito refletir sobre a forma como o caso tem sido abordado, de uma forma geral.

Falo sobre esses aspetos no vídeo, partilho recomendações relacionadas com a abordagem à e deixo-vos uma pergunta no final que gostava que respondessem na caixa de comentários ou por mensagem 😉

Qual é a vossa opinião? 🤔

🆘 CONTACTOS para onde podes ligar e pedir ajuda no âmbito da saúde mental:
Estão descritos no final do vídeo e partilho também aqui, caso estejas a precisar ou conheças alguém que esteja a precisar de pedir ajuda neste momento:

📞 Linha de prevenção do suicídio - 1411
📞 SOS voz amiga - 213 544 545 / 912 802 669
📞 SNS24 apoio psicológico - 808 24 24 24
📞 Emergência - 112



*O CASO LINDSAY CLANCY: o que os media não estão a explicar sobre saúde mental perinatal*Quando ouvimos falar do caso Li...
21/08/2026

*O CASO LINDSAY CLANCY: o que os media não estão a explicar sobre saúde mental perinatal*

Quando ouvimos falar do caso Lindsay Clancy, a narrativa parece simples: uma mãe matou os seus três filhos e agora um tribunal tenta decidir se sofria ou não de psicose pós-parto.

Mas a realidade pode ser muito mais complexa do que os títulos sugerem.

E talvez seja precisamente aí que reside a maior oportunidade de aprendizagem para todos nós.

A questão não é apenas "ela tinha ou não psicose pós-parto?"
Os media tendem a apresentar o caso como um confronto entre duas versões:

-> ou era uma mulher saudável que planeou os homicídios;
-> ou estava em psicose pós-parto e perdeu completamente o contacto com a realidade.

Mas na prática clínica, a saúde mental perinatal raramente é assim tão linear.

Existem sintomas, diagnósticos, medicação, fatores diversos, privação de sono, sofrimento psicológico, história clínica e respostas individuais ao tratamento que nem sempre cabem em categorias simples.

O julgamento procura uma resposta binária.
A psiquiatria raramente trabalha com respostas binárias.

Continuamos sem compreender totalmente as doenças mentais perinatais graves.

O QUE ME LEVA A OUTRA QUESTÃO: Na minha perspetiva, uma das grandes mensagens que este caso levanta é a humildade científica.

Sabemos muito mais hoje sobre depressão pós-parto, ansiedade perinatal e psicose pós-parto do que sabíamos há duas décadas.

Mas ainda não sabemos tudo.

Por exemplo:
**porque algumas mulheres desenvolvem doença psiquiátrica grave após o parto e outras não;
**porque algumas respondem bem ao tratamento e outras não;
**porque determinados sintomas evoluem rapidamente em algumas pessoas;
**qual o impacto exato de múltiplas alterações medicamentosas em situações complexas. (...)

Estas continuam a ser áreas onde existem muitas perguntas em aberto.

AINDA: O perigo de confundir diagnósticos!
UMA DAS CONSEQUÊNCIAS MAIS PREOCUPANTES deste caso tem sido a mistura constante de conceitos.

Muitas notícias e influencers utilizam quase como sinónimos:
depressão pós-parto;
ansiedade pós-parto;
pensamentos intrusivos;
psicose pós-parto.

Mas estas condições não são a mesma coisa.
E essa confusão pode aumentar o estigma.

Uma mãe que sofre de depressão pós-parto não deve, no final de uma reportagem ou artigo, ficar a pensar:
"Será que as pessoas vão achar que sou perigosa para o meu bebé?"

***Porque a esmagadora maioria das mulheres com perturbações perinatais nunca pratica qualquer ato de violência contra os seus filhos.***

A discussão pública centra-se frequentemente nos atos.
Os profissionais de saúde centram-se nos sinais de alerta:
- Insónia persistente.
- Agitação.
- Pensamento acelerado.
- Mudanças abruptas de comportamento.
- Confusão.
- Perda de contacto com a realidade.
- Delírios.
- Alucinações.

Talvez a pergunta mais importante NÃO seja:
"Porque aconteceu?"

Mas SIM:
"Como reconhecemos mais cedo quando uma mãe está a caminhar para uma situação de risco?"

OUTRA QUESTÃO DESCONFORTÁVEL: será que estamos a avaliar suficientemente as mães?

O caso também parece expor algo que raramente discutimos.

Algumas mulheres são rastreadas para depressão.

Mas quantas são avaliadas de forma aprofundada relativamente a:
sintomas psicóticos?
sintomas obsessivos?
ideação suicida?
capacidade funcional?
impacto da privação de sono?

Este é um debate que vai muito além de uma única família.

A verdadeira mensagem que gostaria que ficasse:
O caso Lindsay Clancy não deveria servir para gerar ou acentuar o medo das mães com doença mental perinatal.

Deveria servir para aumentar a nossa literacia.

Para aprendermos a reconhecer sinais precoces.

Para reduzir o estigma.

Para reforçar a importância de equipas especializadas em saúde mental perinatal.

E para lembrar que algumas das situações mais graves começam, muitas vezes, com sintomas que inicialmente parecem discretos.

Talvez a pergunta mais importante não seja se compreendemos o que aconteceu naquela casa, naquele dia...
..Talvez seja se estamos preparados para reconhecer e apoiar a próxima mãe que está a sofrer em silêncio.



imagem: NBC Boston. Ver menos

20/08/2026

A pode aparecer de muitas formas.

"E se algo correr mal por minha causa?"
"Não estou a fazer o suficiente"
"Devia ser mais paciente"
"Estou cansada, mas uma boa mãe não se queixa"
"Sei que devia estar feliz, mas pq me sinto assim?"

Muitas mães vivem numa procura constante por corresponder a expectativas impossíveis: as suas, as da sociedade, das redes sociais, e por vezes, das pessoas que mais amam também.

Mas a maternidade não exige perfeição.

Exige presença, adaptação, aprendizagem, humildade, compaixão.

Ser boa mãe não significa acertar sempre.
Se a culpa se mantém, talvez não precises de te esforçar mais. Talvez precises de mais apoio, compreensão, um espaço para cuidares de ti também 😉

Enquanto especialista em posso ajudar-te a:

🍀 Identificar expectativas irrealistas
🍀 Trabalhar a autocompaixão
🍀 Reforçar a confiança parental
🍀 Compreender a experiência
🍀 Diferenciar culpa de outros sinais de sofrimento emocional
🍀 Promover e trabalhar com a rede de apoio que identificarmos

A maternidade não precisa de mães perfeitas. Precisa de mães que se sintam apoiadas 💚

16/08/2026

Muitas mulheres sentem culpa quando não se apaixonam instantaneamente pelo bebé, quando não sabem intuitivamente o que fazer ou quando a maternidade não corresponde ao que imaginaram.

🍀 A verdade é esta: o chamado "instinto materno" não é uma garantia biológica que surge na ou

O amor, a ligação e a confiança no papel de podem precisar de tempo para se construir.

🌟 E isto não faz de ti uma má mãe!

O pós-parto é um período de enormes e frequentes mudanças físicas e psíquicas. Entre o cansaço, a recuperação e as novas responsabilidades, muitas mulheres sentem-se perdidas, sobrecarregadas ou desconectadas.

👩‍⚕️ Enquanto especialista em ajudo as mães a compreenderem o que estão a sentir, a libertarem-se da culpa e a encontrarem estratégias para viver a maternidade com mais segurança e bem-estar.

Quando entras nesta "rua", o caminho pode ser duro, e não precisas de passar por isto sozinha.

💛 A maternidade aprende-se. O vínculo constrói-se. E pedir ajuda, também é um ato de amor.

👌

04/08/2026

No é fácil as mães/pais sentirem que estão a gerir tudo, em todo lado, ao mesmo tempo 🤯

As refeições, as consultas, as rotinas, as emoções do bebé e da família, as necessidades de cada um e das duplas, o trabalho, a casa, mensagens por responder, compras por fazer, (quando existem) as necessidades dos filhos mais velhos, as opiniões alheias, e podíamos continuar...

E, no meio disto tudo, quem cuida de quem cuida do bebé?

A sobrecarga mental materna/paterna é muitas vezes invisível. Não se vê nas fotografias, nas redes sociais, não aparece nas listas de tarefas, mas ocupa espaço constante na mente de cada mãe/pai. É o peso que se sente por haver a necessidade de se estar sempre a antecipar, planear, lembrar, organizar e (pre)ocupar-se.

Até que... O copo transborda 🥛

Quando assim é pode surgir irritabilidade, exaustão, ansiedade, dificuldade em desfrutar da maternidade, culpa ou a sensação de que já não se consegue dar conta de tudo.

A verdade é que não é suposto que as mães/pais façam tudo sozinhos, havendo várias estratégias que podemos identificar e trabalhar para melhor gerir este período e diminuir esta sensação de sobrecarga.

Enquanto especialista em ajudo as mulheres e as famílias 👇

🍀 Identificar sinais de sobrecarga
🍀 Desenvolver estratégias práticas de autocuidado realistas
🍀 Gerir a ansiedade, culpa, exaustão
🍀 Reorganizar expectativas e encontrar maior equilíbrio na maternidade e em família
🍀 Construir uma rede de apoio eficaz
🍀 Rastrear a depressão perinatal
🍀 Artículo com profissionais de saúde mental com formação avançada em saúde mental perinatal que podem ajudar nesta área também

Entre outras intervenções que podem consultar no nosso site (link na bio).

Este trabalho pode ser desenvolvido em , em teleconsulta (ou ambos) 😉 na 💚

Se achares que posso ser a ajuda que precisas neste momento, fala comigo. Vamos evitar que o copo transborde, mas se acontecer, também há solução!

📞 (+351) 92 682 82 02

21/07/2026

Há uma ideia muito presente sobre a maternidade: a de que, quando um bebé nasce, a mãe deve sentir tudo de forma intensa. Um amor avassalador, uma felicidade constante, uma ligação imediata e absoluta.

Mas a realidade de muitas mulheres é diferente.

Há mães e pais que amam profundamente os seus bebés e, ainda assim, não vivem essa intensidade que tantas vezes lhes dizem que "deveriam" sentir. Que não conseguem aproveitar cada momento, no máximo esplendor (como esperado?). E parece-me que o consumo intenso das redes sociais pode acentuar esta ideia.

🌷 Há quem precise de tempo para conhecer o seu bebé, para se reconhecer no papel de mãe/pai, para deixar que o vínculo cresça ao seu ritmo.

E isso não faz desse amor, um amor menor.

O amor não se mede pela intensidade das emoções. Mede-se, muitas vezes, na presença, no cuidado, na escolha diária de continuar a cuidar com afeto, mesmo quando tudo parece novo, desafiante ou confuso.

Se és mãe e sentes que a tua experiência não corresponde àquilo que vês nas redes sociais ou ouves à tua volta, lembra-te: não existe uma única forma certa de amar um bebé.

Cada vínculo tem o seu tempo. E todos merecem respeito 🤍

Conta-me: alguma vez sentiste que havia uma expectativa sobre como "deverias" viver a maternidade?

Fala comigo, se precisares de ajuda 🍀





Acompanhar famílias no domicílio, como fazemos na   faz-nos viver muito para lá da prestação de cuidados de enfermagem.T...
19/07/2026

Acompanhar famílias no domicílio, como fazemos na faz-nos viver muito para lá da prestação de cuidados de enfermagem.

Ter a família como centro dos nossos cuidados implica identificar e reconhecer as suas vulnerabilidades, crenças, aspetos culturais específicos, valorizando-os na relação terapêutica.

Estas fotos são representativas dessa nossa vivência. Cada uma com uma história muito interessante que marca o nosso percurso.

1 - um bolo típico holandês, que se oferece à família/visitas após o nascimento do bebé e no regresso a casa. É alusivo à comemoração do nascimento, do bebé e recusar não é opção... 😅

2 - a Rita foi fazer uma consulta de de apoio ao de um casal nepalês que vivia numa situação financeira complicada. Ajudou-os também a registar a bebé e a traduzir uma série de documentos para o efeito, facilitando a transição para esta fase... Como "forma extra" de pagamento insistiram em oferecer-lhe esta delícia, que acabaram por comer todos juntos no chão da sala.

3 - uma situação parecida à anterior vivida p/mim com uma família portuguesa, q me ofereceu uma série de vegetais p/uma boa sopa "para continuar a ter força para ajudar famílias como fez connosco" 😉

4 - um bolo que a minha filha fez para mim qd cheguei a casa depois de um dia de trabalho denso e com notícias complicadas de gerir..

5 à 9 - Imagens com notícias e perguntas que as famílias partilham connosco p/esclarecimento e p/partilhar conquistas também 🤗

10/11 - Exemplo de locais onde conversamos com as famílias, gerimos notícias, partilhamos informação e ajudamos com outros elementos da família, p/ex; o que acham q estes locais nos oferecem?

12/13 - Espaços onde as famílias nos permitem chegar p/promover a - qd conquistados, são um presente valioso no âmbito da relação terapêutica 😉

14 - A alegria que nos dão qd nos permitem fazer o que adoramos - este acompanhamento domiciliário no período perinatal 🍀

15 à 19 - O entusiasmo, orgulho, o sentimento de q estamos no caminho certo, qd nos recomendam e elogiam 😍

20 - Uma ideia partilhada por uma família para usar no meu aniversário. A mensagem que me calhou 💚

13/07/2026

Até quando vai o ?

Por aqui falamos muito do pós-parto relacionado com o primeiro ano após o parto, atendendo à definição que a identifica nos vários artigos e documentos afetos à

Porém, no que toca à vivência do pós-parto, as experiências são tão subjetivas, que torna a resposta à primeira questão algo complexa..

A própria já identifica e defende em alguns dos seus últimos materiais que este pós-parto deve ir até aos dois anos após o nascimento do bebé. E não é a única entidade de referência a fazê-lo. E agora, em que ficamos?

Certamente que os próximos anos nos vão trazer muitas novidades nesta área!

Para já, uma coisa é certa para muitas mulheres e famílias: o pós-parto revela-se uma montanha-russa de emoções, onde seguem, muitas vezes, com uma sensação de desorientação e com a percepção frequente de falta de apoio, mesmo quando estão rodeadas/os de algumas pessoas significativas. O que não é equivalente a estarem a fazer um "mau trabalho" enquanto mães/pais 😜

Esta primeira série de reels que irei partilhar nas próximas semanas, visa promover a em perinatal, com linguagem simples e acessível a todos/as. Foram baseados num pedaço do trabalho desenvolvido pela (que adoro!) e adaptados a temas relacionados com a saúde mental perinatal. Temas estes que têm emergido com frequência na consulta de em saúde mental perinatal que desenvolvo na Caring4moms.

Este primeiro vídeo fala sobre um aspeto que muitos pais e mães evidenciam sobre a parentalidade, por vezes, com alguma culpa/vergonha subjacente.

Será que é o teu caso?

Se sim, acredita, é um lugar comum para muitos e não precisas de sentir vergonha por isso.

🍀Fala comigo se achares que posso ajudar.
☎️ (+351) 92 682 82 02
🔗 www.caring4moms.pt

E não hesites em partilhar a tua opinião nos comentários ou enviar-me mensagem ☺️

Considero-me uma pessoa simples. Gosto do mar. Não gosto de acordar cedo. Gosto de rir à gargalhada. Não gosto de peixe ...
28/06/2026

Considero-me uma pessoa simples.

Gosto do mar.
Não gosto de acordar cedo.
Gosto de rir à gargalhada.
Não gosto de peixe cozido.
Gosto de dançar, ler, meditar.

Os meus filhos dizem que sou divertida, amorosa, trabalhadora, dinâmica, demasiado preocupada, muito determinada..🥹 Concordo!

Sou mulher e mãe 💚 com grande orgulho desde 2011, e muito dedicada ao que faço, mas ainda tenho tanto para aprender...

Já trabalhei em várias áreas e locais, e cada um deles tem contribuído para a minha identidade profissional que está especialmente r/c:

✳️ Saúde mental
✳️ Saúde materna e obstetrícia
✳️ Geriatria
✳️ Apoio domiciliário
✳️ Formação e docência
✳️ Intervenção comunitária
✳️ Empreendedorismo social

As fotografias que partilhei refletem um pouco do que tenho feito e alguns momentos muito significativos da minha vida pessoal e profissional. Porém, foi difícil escolher!

🔝 Qual é que diriam que é a foto que melhor me caracteriza (para quem já me conhece) ? 😅

Apesar da minha identidade profissional ter vários lugares, cores e sabores... Quem me conhece sabe que há um lugar onde tenho permanecido com grande paixão a estudar, refletir, trabalhar, agir.. a 🫶 neste âmbito desenvolvi:

🍀Projeto (2015) e centro (2017) Mulher, Filha e Mãe
🍀 Associação Umbilical (2018)
🍀 Linha de apoio telefónica 'Mãe, nós ajudamos!' (2020)
🍀 Aquabonding (2022)
🍀 Caring4moms (2023)
🍀 Pós-graduação em saúde mental perinatal (2026)

Tbm já escrevi um livro dirigido a mulheres e famílias no período perinatal - A outra face da maternidade - e ultimamente tenho-me dedicado mais à área da investigação científica.

Uma das coisas que mais me tem movido (não sendo a única) é trabalhar em prol da união da enfermagem de (da qual sou especialista) e da enfermagem de saúde materna.

Será que irei conseguir? 🤷
Sei que se tal acontecer, mulheres, homens, famílias e bebés irão receber aquilo que tanto precisam no início de vida - tranquilidade na transição, cuidados seguros e eficazes.

Gosto de acreditar que sim 🙃
Estou a trabalhar para isso e ainda há tanto para fazer acontecer..

Conto convosco? 😉

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