Dra. Cátia Cardoso - Psicologia

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🤍 Um espaço para falar de Psicologia com humanidade
🌱 Deficiência • Famílias • Cuidadores • Profissionais
🧠 Para compreender, cuidar e também ser cuidado
✨ Aqui, há espaço para ti

Há um cansaço que nem sempre se vê: o de teres de explicar, vezes sem conta, porque é que algo te magoou. 🤎Não basta sen...
12/10/2026

Há um cansaço que nem sempre se vê: o de teres de explicar, vezes sem conta, porque é que algo te magoou. 🤎

Não basta sentires a dor. Parece que também tens de a justif**ar, encontrar as palavras certas, explicar o contexto e provar que não estás a exagerar.

E, a certa altura, podes começar a questionar-te:
«Será que sou demasiado sensível?»
«Será que devia ter deixado passar?»
«Será que estou a fazer disto algo maior do que é?»

Mas há uma diferença entre alguém não compreender imediatamente aquilo que sentes e alguém fazer-te sentir, repetidamente, que aquilo que sentes não tem valor.

Numa relação saudável, nem sempre vamos compreender tudo à primeira. Mas deve existir espaço para escutar, tentar compreender e reconhecer que algo nos magoou, mesmo quando não era essa a intenção.

Não tens de provar que a tua dor é suficientemente grande para merecer atenção.

As tuas emoções merecem ser escutadas. Não porque tenhas sempre razão sobre tudo, mas porque aquilo que sentes também faz parte da relação.

💭 Já sentiste que, além de estares magoado/a, ainda tinhas de justif**ar o direito de te sentires assim?

Se te identif**aste, guarda esta publicação para os dias em que começares a duvidar daquilo que sentes. E, se fizer sentido, partilha-a com alguém que precise de ler estas palavras.

🤎 Aqui, há espaço para ti.

08/10/2026
✨ Há novidades por aqui.Depois de algum tempo a pensar neste passo, estou a preparar a possibilidade de iniciar consulta...
08/10/2026

✨ Há novidades por aqui.

Depois de algum tempo a pensar neste passo, estou a preparar a possibilidade de iniciar consultas de Psicologia em regime particular.

Antes de avançar, gostava de perceber se existe interesse e procura por este tipo de acompanhamento.

Por isso, criei um pequeno formulário de manifestação de interesse.
Não é uma marcação nem implica qualquer compromisso — é apenas uma forma de me dizeres que terias interesse em saber mais.

🌿 Se procuras acompanhamento psicológico, ou se conheces alguém para quem este acompanhamento possa fazer sentido, podes preencher o formulário.

A partir das respostas, conseguirei perceber melhor a procura e, caso avance, partilharei posteriormente todas as informações sobre modalidade, horários, valores e funcionamento das consultas.

Se sentes que este espaço pode ser para ti, f**a o convite:

preenche o formulário através do link que estará na bio🤍

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdQT0P0dtr_gJnaU6xutx8pnB1igwbT_LTwS2VNxAFdZjvZpw/viewform?usp=publish-editor

Porque, também neste passo,
aqui, há espaço para ti.

NOVIDADE 🤍Estou a preparar uma nova fase deste projeto:a abertura de consultas de Psicologia em formato online.Antes de ...
08/10/2026

NOVIDADE 🤍

Estou a preparar uma nova fase deste projeto:
a abertura de consultas de Psicologia em formato online.

Antes de abrir oficialmente a agenda, gostava de perceber se existe interesse e, por isso, criei um pequeno formulário de manifestação de interesse.

Se sentes que este acompanhamento poderia fazer sentido para ti, podes deixar os teus dados através do formulário. Não é uma marcação de consulta nem implica qualquer compromisso.

É apenas uma forma de me dizeres:
“Eu teria interesse.” 🤍

Em breve, mais novidades.

Aqui, há espaço para ti.

Há pessoas que nos ensinam coisas que nenhum livro consegue explicar.O Paulinho é, para mim, uma dessas pessoas. 🤍Foi co...
05/10/2026

Há pessoas que nos ensinam coisas que nenhum livro consegue explicar.

O Paulinho é, para mim, uma dessas pessoas. 🤍

Foi com ele que aprendi, muito antes de ser psicóloga, que uma pessoa nunca pode ser reduzida a um diagnóstico, a uma dificuldade ou àquilo que os outros acham que ela consegue ou não consegue fazer.

Aprendi que cuidar também é escutar.
Que acompanhar também é respeitar.
Que estar ao lado de alguém não signif**a decidir por essa pessoa.
E que, por vezes, aquilo de que mais precisamos não é de alguém que faça por nós, mas de alguém que acredite connosco.

Grande parte daquilo que hoje defendo enquanto profissional nasceu também desta relação.

Da vontade de olhar para a deficiência para além do rótulo.
De olhar para as famílias para além do papel de cuidadoras.
De lembrar que, antes de qualquer diagnóstico, existe uma pessoa — com desejos, medos, escolhas, sonhos e uma vida inteira para viver.

E talvez seja por isso que esta fotografia diga tanto sobre mim.

Porque antes de ser psicóloga, sou irmã.

E ele será sempre uma das partes favoritas da minha vida. 🤍

Aqui, há espaço para ti.

22/09/2026

E se a pessoa não estiver a recusar ajuda… mas a recusar a forma como estamos a ajudá-la?

Quando alguém diz “não quero”, “não preciso” ou “deixa estar”, é fácil interpretar isso como falta de vontade de colaborar.

Mas nem sempre é isso.

Às vezes, a pessoa não está a dizer “não quero ajuda”.

Está a dizer:

“Não quero que façam assim.”
“Quero tentar sozinho.”
“Preciso que me perguntes primeiro.”
“Não é isso que eu preciso agora.”

E existe uma diferença enorme entre estas coisas.

Quando estamos no papel de cuidar, acompanhar ou apoiar, podemos ter a sensação de que sabemos o que é melhor para o outro.

Mas ajudar também implica deixar espaço para a pessoa participar na definição dessa ajuda.

Porque uma ajuda que não escuta pode transformar-se, sem intenção, numa forma de controlo.

Talvez, antes de insistirmos em “como podemos ajudar?”, seja importante perguntar:

“Como gostarias que te ajudássemos?”

Porque apoiar alguém não é apenas fazer por essa pessoa.

É também escutá-la, respeitar as suas preferências e reconhecer que continua a ter voz na própria vida.

Além do rótulo, existe sempre uma pessoa. 🤎

E quando o sofrimento psicológico é confundido com… “é da deficiência”?Às vezes, uma mudança no comportamento de uma pes...
22/09/2026

E quando o sofrimento psicológico é confundido com… “é da deficiência”?

Às vezes, uma mudança no comportamento de uma pessoa é rapidamente atribuída à deficiência.

Está mais irritada?
“É da deficiência.”

Está mais isolada?
“É da deficiência.”

Deixou de ter interesse por coisas de que gostava?
“É da deficiência.”

Mas e se, antes de procurarmos uma explicação, parássemos para perguntar:

O que mudou?

Uma pessoa com deficiência pode ter ansiedade, depressão, medo, tristeza, frustração ou simplesmente estar a atravessar uma fase difícil.

A deficiência pode influenciar a forma como vive e expressa aquilo que sente. Mas não deve tornar-se uma explicação automática para tudo.

E há uma diferença importante entre reconhecer que determinado comportamento pode estar relacionado com a deficiência e deixar de procurar outras possibilidades.

Nem toda a mudança signif**a sofrimento psicológico.
Mas uma mudança relativamente ao funcionamento habitual da pessoa merece ser escutada, observada e compreendida.

Porque, quando atribuímos tudo à deficiência, podemos acabar por deixar de ver aquilo que está a acontecer à pessoa.

E talvez uma das perguntas mais importantes seja mesmo:

“Isto é habitual nesta pessoa… ou alguma coisa mudou?”

Além do rótulo, existe sempre uma pessoa. 🤎

🎙️ EP.9 — Nem todas as pessoas que perdemos deixam de fazer parte de nós.Há pessoas que deixam de estar presentes, mas c...
21/09/2026

🎙️ EP.9 — Nem todas as pessoas que perdemos deixam de fazer parte de nós.

Há pessoas que deixam de estar presentes, mas continuam a existir em nós.

Naquilo que nos ensinaram.
Nas memórias que f**aram.
Nas versões de nós que conhecemos ao lado delas.
E até nas pequenas coisas que, sem percebermos, continuamos a fazer porque um dia aprendemos com elas.

Perder alguém não signif**a necessariamente deixar de amar.
E seguir em frente não signif**a esquecer.

Às vezes, signif**a aprender a continuar a viver com uma ausência que passou a fazer parte da nossa história.

Neste episódio, falamos sobre perdas, saudade, vínculos e sobre a forma como algumas pessoas continuam a acompanhar-nos, mesmo depois de já não estarem ao nosso lado.

Porque nem todas as pessoas que perdemos deixam de fazer parte de nós. 🤍

🎧 Já disponível no Spotify.

Aqui, há espaço para ti.

Ser cuidado é importante. Precisar de ajuda também.Mas o que acontece quando, pouco a pouco, outras pessoas começam a de...
21/09/2026

Ser cuidado é importante. Precisar de ajuda também.

Mas o que acontece quando, pouco a pouco, outras pessoas começam a decidir por nós aquilo que ainda conseguimos decidir?

Quando ouvimos tantas vezes:

“Eu faço.”
“Eu escolho.”
“Eu sei o que é melhor para ti.”

que deixamos de ter oportunidades para dizer:

“Eu quero.”
“Eu não quero.”
“Prefiro isto.”
“Quero tentar.”

A questão não é deixar de cuidar.

É perceber que cuidar de alguém também pode signif**ar criar espaço para essa pessoa participar na própria vida.

Porque escolher entre duas coisas, dar uma opinião, experimentar, discordar, mudar de ideias ou até errar também são experiências que ajudam a construir identidade.

E precisar de apoio não signif**a deixar de ter autonomia psicológica.

Às vezes, uma pergunta tão simples como:

“O que queres?”

pode devolver à pessoa um espaço que, sem intenção, lhe fomos retirando.

Cuidar não é fazer tudo pelo outro.

É também permitir que o outro continue a ser alguém na própria vida. 🤎

💬 O que esta reflexão te fez pensar?

Guarda este post para mais tarde e partilha-o com alguém que possa precisar desta conversa.

Aqui, há espaço para ti.

E se houver dias em que simplesmente não queres falar sobre deficiência?Há pessoas que, por viverem com uma deficiência,...
21/09/2026

E se houver dias em que simplesmente não queres falar sobre deficiência?

Há pessoas que, por viverem com uma deficiência, acabam muitas vezes por ser colocadas no papel de explicar, ensinar, sensibilizar ou responder.

“Como é viver com isso?”
“Como fazes?”
“O que achas que as pessoas deviam saber?”

E talvez algumas vezes exista vontade de responder.

Mas outras vezes… não.

Porque há dias em que a pessoa só quer trabalhar, sair, rir com os amigos, ver uma série, falar de outra coisa ou simplesmente estar.

Sem transformar a sua experiência numa explicação.
Sem sentir que tem de representar todas as pessoas com deficiência.
Sem ter de educar quem está à sua volta.

Ter uma deficiência pode fazer parte de quem somos sem ter de ocupar todos os espaços de quem somos.

Há dias para falar sobre acessibilidade.
Há dias para lutar.
Há dias para explicar.

E também há dias para não fazer nada disso.

Porque, às vezes, a pessoa não quer ser uma inspiração.

Quer apenas ser uma pessoa. 🤎

💬 Já tinhas pensado sobre isto desta forma?

Se esta reflexão te fez pensar, deixa o teu comentário, guarda o post e partilha-o com alguém que possa precisar desta conversa.

Além do rótulo, existe sempre uma pessoa.

Aqui, há espaço para ti.

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