15/05/2026
Prosperidade e abundância
João, veio constelar a prosperidade e abundância. Tem 45 anos, empreendedor, com um negócio próprio.
Sempre teve problemas com dinheiro. O dinheiro entrava facilmente mas não o conseguia reter. Saía todo numa espécie de “buraco”, nas suas palavras. Teve alguns problemas financeiros no passado, dívidas que nunca conseguiu pagar.
O representante do João sentia-se angustiado, com medo e dizia haver um buraco negro que nas suas palavras, “sugava tudo”.
A representante da prosperidade sentia-se triste. A representante da abundância, sentia-se fraca, sem força nas pernas.
A história levou-nos para o avô paterno. Era um homem que possuía algumas terras, algum dinheiro, o que para aquela época era uma situação privilegiada, apenas para poucos.
Era uma altura de muita pobreza, muita carência e fome.
Fechava todos os armários à chave, tinha tudo trancado inclusive os armários da comida.
Era um homem avarento, sem compaixão pelas famílias que trabalhavam nas suas terras e que quase nada tinham para se alimentar. Fechava os armários para que a sua esposa não desse a ninguém, pois era uma mulher bondosa, que gostava de ajudar as famílias que passavam fome.
O campo mostrou-nos uma outra história antes desta. Um homem fechado, num sítio escuro, muito magro, faminto. Desnutrido. Dentro desse espaço, havia um baú que ele não podia abrir. Por vezes as imagens são simbólicas para comunicarem emoções, bloqueios e traumas.
Com as frases de resolução, e movimentos da constelação, ele abriu o baú. Lá dentro, havia muitas moedas e uma pequena planta que começou a crescer e deu flor. Estava-nos a ser mostrado de uma forma simbólica, a abundância a fluir. Um simbolismo para a frutificação, para a fertilidade. Um simbolismo do fluxo da prosperidade e abundância.
Quando pôde conhecer estas histórias por trás do pai, presente na constelação, pôde expandir a sua consciência em relação a dores e cargas que ele não conhecia.
Aos poucos, o negócio do João prosperou. Demorou. Porque demora o tempo que tem que demorar. Porque é preciso alterar hábitos, e deixar que os medos se vão dissolvendo com o tempo.
“Com a mãe o dinheiro chega, com o pai o dinheiro fica”
Bert Hellinger